19 setembro 2012

O perigoso campo das idéias


A DITADURA DOS PRESSUPOSTOS





O ser humano foi agraciado com o dom de se expressar através da fala, com o poder de articular seus pensamentos em formas verbais e, assim, transmitir aquilo que sente e discerne sobre todas as coisas. Usando esse dom, o homem elevou-se da mera animalidade para tocar a atmosfera do espírito através das artes, como a música, a poesia, o teatro. É sabido que nenhuma dessas expressões da volição humana causaram efeitos negativos na história humana e nunca foram a causa das guerras e injustiças que permeiam nossa história. Não foi à toa que toda essa esfera foi jurisdição do sagrado na Antiguidade e toda alma que se dedicava a elas era tida como sacerdote e interlocutor dos poderes que poderiam inspirar espiritualmente o homem.



Porém, saindo desse campo, vemos que aquilo que é a uma das maiores dádivas dadas ao ser humano, torna-se uma das maiores causas para dissenções e confrontos desnecessários quando chegamos ao campo das opiniões e idéias. Dois seres humanos podem concordar cincunstacialmente sobre alguma coisa e discordar de modo final sobre um único ponto. Podemos concordar sobre os objetivos e discordar sobre os meios para obte-lo. Essa tem sido a tônica da humanidade em todas as áreas, até as mais básicas. Através de uma boa argumentação uma pessoa até pode convencer outra sobre algum ponto e ganha-la para seu lado, mas, na maioria das vezes, o que surge são polaridades e partidarismos. A partir dessas bifurcações, todo sistema filosófico e religioso proposto estilhaçou-se em milhares de fragmentos moldados à imagem e semelhança de seus proponentes.  Vivemos ainda debaixo da maldição de Babel sem nunca podermos nos aproximar de uma síntese que nos leve de volta ao essencial. O espírito humano decaído tornou o campo da mente, do raciocínio um labirinto sem saída. Assim, geralmente, aquilo que inicialmente era uma busca em comum, torna-se novamente divergência de opinião, num eterno retorno ao sentido do mito da caverna de Platão. Quem poderia então fazer-se inteligível?



Platão divergiu de Sócrates e fundou sua Academia, Aristóteles divergiu de Platão e fundou o Liceu, do cinismo surge o estoicismo, Krishnamurti separou-se de Besant e Leadbeater, seus mestres da Sociedade Teosófica, o budismo de de Sidharta se divide nas escolas Mahayana e Hinayana, Jung diverge de Freud e Nietzche diverge de todos. Até Paulo e Barnabé divergiram fortemente sobre uma simples questão e, a partir de então, andaram separados um do outro (Atos 15.38). Ainda hoje, é mais difícil que dois filósofos concordem entre si sobre aquilo que é essencial do que concordarem mutuamente que a Pepsi é melhor do que Coca-Cola.        



Entre os religiosos, a situação não é melhor. O ramo reformado do cristianismo, do qual procede toda profusão de subdivisões e vertentes do cristianismo atual exibe o fruto do pensamento humano em toda sua exuberância, sem mencionarmos todas as outras interpretações oriundas da mesma fonte, os Evangelhos. A situação do ser humano, cativo de suas opiniões, parece irremediável nesse quesito.



A ferramenta do raciocínio é útil e desejável para exprimir idéias através de palavras, mas o falar é um instrumento limitado demais e nosso entendimento e vontade são voláteis como palha seca, estamos prontos  a nos determos nas vírgulas e fazermos de um ponto algo ao qual nos apegamos tenazmente.



Até mesmo Aquele que dividiu a História por seus atos e palavras, não ficou imune à ditadura dos pressupostos e submeteu-se ao escrutínio de homens que provaram de sua Palavra, a qual ainda é louvada pelos mais diversos segmentos da humanidade, de filósofos agnósticos a religiosos fundamentalistas. Ele tocou os extremos. Ninguém de que se tem notícia, pôde contradize-lo quanto à sua lógica e maneira de ver e viver a vida, algo esperado de alguém considerado o maior dos mestres humanos por muitos e um enviado dos céus por outros. Contudo, mesmo Ele sentiu na pele as contradições dos homens, muitos dos quais, arraigados em suas opiniões pessoais, mesmo em face da Verdade, não a conheceram, como Pilatos. Isso equivale a dizer que JESUS escolheu fazer uso da mesma ferramenta limitada a qual estamos acostumados e que muitos, ao ouvi-lo, poderiam julga-lo de acordo com suas próprias idéias, ou seja, julga-lo mal e interpetra-lo de acordo com seus pressupostos.



Isso ocorre ainda hoje quando vemos que muitos, como já falamos, de ateus a xiitas, sentem que sua doutrina moral, religiosa ou ética é perfeitamente aceitável, mas, como sabemos, escolhem dentro daquilo que está escrito aquilo que suas razões lhes diz como aceitável dentro de certos parâmetros. Por exemplo, um muçulmano pode honrar as palavras de JESUS até certo ponto, para logo em seguida, descarta-lo como legítimo Filho de Deus, porque para ele Deus não pode gerar filhos e nem morrer como homem. Para um filósofo, a doutrina moral e ética de JESUS mostrada no Sermão do Monte, pode ser suficiente e mostar tudo que é essencial para a vida, todo o resto, todos os milagres e atos de poder, inclusive a ressurreição, podem ser descartados como pensamento mágico e crendice supersticiosa. Para um esotérico ou budista, a Verdade que JESUS pregou está no autoconhecimento e em descobrir que Deus já está dentro de cada um e tudo o mais ali é simbólico. Podemos jogar fora os conceitos judaicos, a cultura da qual JESUS fez parte, usados ali como morte sacificial para expiação e perdão de pecados.



Em comum, todos esses sistemas dizem a mesma coisa. Você consegue enxergar o que é? Primeiro, que a cosmovisão das pessoas são as lentes através das quais elas leem os Evangelhos. Segundo, que, geralmente, essas lentes as fazem entender que aqueles que escreveram aquelas linhas não entenderam exatamente aquilo que Cristo disse e registraram sua mensagem de acordo com suas próprias opiniões, como é de praxe no ser humano, as quais poderiam estar erradas, ou pior, dolosamente engendradas para enganar e falsear a mensagem.



Eu sei disso, porque eu mesmo já fiz isso. Leio os Evangelhos desde menino, como parte da educação que recebi, como muitos outros, mas só fui me dar conta de que o lia com minhas próprias lentes até por volta dos 27 anos de idade. Lia muito até então sobre muitas coisas espiritualistas, desde gnose até ocultismo, passando por toda aquela coisa sobre alienígenas, pirâmides, etc. Um dos livros que mais me marcaram em toda vida e despertou meu interesse nessa época foi "O Despertar dos Mágicos", escrito sob o ponto de vista de que a História que nos foi mostrada é uma conspiração que esconde uma realidade espiritual. Isso veio de encontro àquilo que estava dentro da minha alma e influenciou bastante minha visão de mundo. Sempre pressenti algo além das cores da realidade.



Mas cansei de correr atrás de mim mesmo, nas trevas do autoconhecimento, pois nunca consegui sequer um lampejo de luz nessa senda. O Jesus que lia nos Evangelhos através de minhas lentes não conseguia fazer nada por mim. Até que um dia, de modo impressionante, senti que, ao ler um livro ocultista sobre o mundo dos feiticeiros (do autor Carlos Castaneda e sua impressionante descrição do mundo dos feiticeiros indígenas do Novo México), algo que me dizia internamente de modo claro, embora não ouvisse uma voz audível: "Você  acredita que essa descrição de mundo é real mas não consegue acreditar em tudo que deixei escrito sobre mim. Por que?"



A partir dali, vi que minhas lentes embaçavam boa parte do que estava escrito sobre JESUS e me propus a ler o Evangelho decidido a examina-lo como ele é, deixando a interpetação que ali foi dada de JESUS e seus feitos falassem por si. O que descobri mudou minha forma de ver e me relacionar com aquele JESUS tão meu conhecido e ao mesmo tempo tão distante. Descobri que Ele queria que eu me relacionasse com Ele de forma mais pessoal, o sentia perto, muito perto, como uma pessoa real ao meu lado.



Obviamente, como as palavras são ferramentas limitadas, tal experiência e o sentimento que ela traz não podem ser transmitidas fidedignamente. Só posso dizer que há um sentimento indescritível de paz, perdão e aceitação, e de que todas as coisas podem se fazer novas em sua vida através daquela paz indizível. O passo seguinte te leva a querer se aproximar ainda mais e conformar sua vida àquilo que sentiu.



E reconhecer que suas lentes estavam erradas traz humildade suficiente para que você também reconheça que Deus pode estar nos lugares em que você nunca o procuraria antes. Eu tinha aversão a crentes. De certa forma, entendo hoje porque a maioria das pessoas também não gosta. A maioria deles ainda é superficial e pouco espiritual e muito apegados ao exterior e ritualismos e afeitos a julgamentos de valor sobre as pessoas.



A ditadura dos pressupostos diz que por falarem do Perfeito, suas ações deveriam ser perfeitas, mas anos e anos de cativeiro no Egito cobram seu preço. JESUS não veio para os perfeitos, os que se julgam sãos, os moralmente sadios. Sou fraco e imperfeito, de modo que me coloco entre meus semelhantes para ver se aprendo com Aquela Voz que nunca ouvi entre os sábios desse mundo.



Como Chesterton disse, me tornei como ele, alguém que "ousadamente descobriu o que já havia sido descoberto antes" e que "ao dar os últimos retoques na minha heresia, descobri que era ortodoxia". O campo das idéias nada mais é que a ditadura dos pressupostos, onde a vontade do ego te leva às respostas que você espera por sua própria dedução. É a zona de conforto do eu, diferente da revelação que te leva a um lugar que você pensava não existir e ao qual, na maioria das vezes, você não gostaria de ir por si mesmo.



Mentes gregas procuram a sabedoria do mundo, o mundo das idéias, da retórica, da argumentação sem fim, dos silogismos e circunlóquios que induz o ser a procurar sempre uma nova argumentação, ad infinitum, a serpente do autoconhecimeno mordendo o próprio rabo. Já provei desse fruto e digo que não o quero nem o desejo mais.



A Revelação produz quietude, muito prezada em todas as religiões, mas a argumentação lógica (ou ilógica em alguns casos, mas com cara de sabedoria) a filosofia, produz inquietude e ansiedade. E, não raro, frustração por não poder fazer-ser entender e prevalecer um ponto de vista. Explicar a Revelação é incorrer em argumentação e fazer aquilo que é fruto do Espírito cair para o campo infértil das idéias, onde será julgada pelos pressupostos de outrem. Essa, como o ser humano já deveria saber, é a parte inútil do dom das palavras, como prova tudo aquilo que nos separa hoje. Por isso, as palavras, a pregação em si, a retórica, em toda Tradição cristã não é nada sem a ação do Espírito Santo agindo para derrubar os pressupostos.



Não posso, se quero ser justo, emitir juízo de valor sobre quem quer que seja que diga ter tido algum tipo de revelação ou iluminação que o levou a essa ou aquela prática. Tenho que ter a certeza interna e a paz que advém do fato que a Revelação que recebi não é falsa, mas verdadeira e que os frutos em minha vida falarão por si.



Tudo isso me levou a ponderar sobre, se pudéssemos estar presentes numa das pregações de JESUS, aceitaríamos a totalidade da sua pregação? Veríamos a Verdade nele? Mas qual Verdade? A minha ou a Dele? A minha verdade se conformaria a Dele? Ou deixaríamos nossos pressupostos falarem mais alto? Que atitude teríamos diante Dele? O julgaríamos um louco perigoso? Um bom mestre da Lei? Teríamos por Ele o temor de um profeta? Um filósofo? Um demônio (note que essa foi a opção de muitos judeus em face de seus atos)? Ou nos jogaríamos aos seus pés como se Ele fosse Deus, querendo ser perdoados, implorando para segui-lo? Fico pensando nas reações das pessoas e acho que muitas ficavam só olhando com olhar de matuto e pensando: "Sei não...Esse cara tá se achando muito", ou "Vou esperar pra ver o que acontece...Esses que o seguem são todos loucos", talvez dissessem "Ele curou mesmo aquelas pessoas, mas acreditar no que Ele disse que pode perdoar pecados...Isso é blasfemia"; ou então, quando revirou as mesas dos cambistas no Templo você ouviria que "Ele é desequilibrado, violento, pecou fazendo aquilo...Ele é muito nervoso para ser  um homem de Deus". Será que veríamos sua Luz a partir do nosso próprio prisma, como aquele jovem rico de boa qualidade moral, mas incapaz de deixar seus pressupostos? A Luz de JESUS para ele
se esmaeceu repentinamente quando o Mestre o confrontou e, a partir dali, JESUS já não era para ele grande coisa a ser considerada. Quantos de nós vamos preferir nos apegar àquilo que para nós tem muito valor, como se fosse um tesouro, deixando a maior riqueza escapar subitamente?
E se você estivesse convencido de que Ele era realmente quem disse que era e que veio para cumprir as Escrituras, que deveria ser morto e ressuscitar, em suma, que era o Messias, o Filho de Deus tão esperado, MAS... não aceitasse o tipo de Deus que Ele revelou que era? Como assim? Ora, partindo do pressuposto que sendo O Filho de Deus (note bem, não um filho, mas O Filho) e o Messias prometido, muita gente esperava um outro tipo de Messias, não um que prometia uma cruz para cada um carregar e que depois dele viriam falsos cristos e que o Templo e a nação judaica seriam destruídos, etc. Este não é o modelo mais popular de Messias naqueles dias. Será que é o modelo de Messias que as pessoas procuram hoje? E se você estiver optando pela sua própria versão da verdade e não a Verdade Dele? Você pode optar, é claro, pela parte do Evangelho que quiser acreditar mas não pode reclamar se esse JESUS não fizer diferença alguma em sua vida, por que a parte que funciona das Escrituras é aquela que você acredita. Se acreditar em toda ela, terá o JESUS descrito ali, não uma versão reduzida e condensada por suas conveniências.



Conheço a história de uma pessoa que pintava um quadro de JESUS, mas quando se deparou com uma situação de dor e sofrimento na vida de alguém próximo, borrou aquela imagem e não voltou mais a pintar aquele  quadro, deixando-o incompleto em sua vida.



Esse meu amigo deseja muito encontrar algo espiritualmente válido, e eu encontro em suas dúvidas mais sinceridade do que muitos que dizem ter uma fé viva, mas também deseja que a realidade espiritual se conforme àquilo que ele pensa ser válido ou não, e, por isso, tem muitos conflitos internos que fazem sua fé oscilar entre a dúvida sincera e o pessimismo agnóstico e o levam a preferir uma versão incerta, mutilada, inacabada e borrada de JESUS, porque teme, creio eu, descobrir que seus pressupostos não cabem na figura real. Paulo disse que não foram muitos os sábios segundo o mundo que foram chamados, e isto porque é muito mais difícil para pessoas com uma boa cultura e uma boa formação moral deixar de lado seus pressupostos, visto que a Fé que revela o Cristo evangélico faz desmoronar um mosaico montado sobre camadas e mais camadas de racionalismo lógico e sofismas sobre o significado do mundo e da vida.

A LUZ QUE DESEJO EM MINHA VIDA SERÁ DO TAMANHO DA LUZ QUE VEJO NELE. À PROPÓSITO, REALMENTE É GRANDE A LUZ QUE RECEBI EM MINHA VIDA.



Os intelectuais tem questionado através dos séculos a existência de Deus e, se Ele existe, por quê escolheria um veículo imperfeito como a palavra escrita para espalhar a sua mensagem? Logicamente, esse é um pressuposto que parte do princípio de que sabemos como DEUS deveria agir e o que deveria fazer em cada caso. Não é verdade que a maioria de nós optaria por alguma mágica que mostrasse exatamente o que deveríamos fazer em cada passo, eliminando erros e evitando dúvidas? Não é verdade também que isso não evitaria que muitos questionassem a validade de um processo totamente guiado e a autoridade por trás dele? Alguém poderia argumentar a certa altura: "Como posso eu ter certeza de que o que me ensina é a verdade se guia cada passo e decisão que eu tomo? Onde está minha liberdade de escolha, afinal?"



Eu creio que a questão real não reside no poder para fazer as coisas acontecerem dessa ou daquela maneira, mas no princípio da autoridade. O poder não pode se questionado, mas a autoridade sim. A autoridade precisa ser reconhecida. DEUS sempre agiu no intuito de fazer com que sua autoridade fosse reconhecida e somente em segundo plano ressaltou seu poder. Isso está implícito no ensinamento sobre a Queda, na Lei Moral que espelha o Decálogo dentro de nós, no fato de reconhecermos a autoridade das Escrituras como inspiradas por DEUS e na certeza de que JESUS é quem disse que era. Essas são todas alegações  que precisam ser reconhecidas, ou seja, é preciso que se dê crédito a elas e reconhecer a Verdade e a Autoridade que elas detém. É notório que JESUS não utilizou de força em sua pregação para que cressem nele, mas suas falas estão carregadas de uma AUTORIDADE (que os próprios fariseus reconheceram )  que precisa ser reconhecida se quisermos dar-lhe o devido crédito.




O fruto da árvore do conhecimento do Bem e do Mal, caminho tão bem conhecido pela Humanidade, é o caminho do acúmulo de poder, da aquisição de informação e de riquezas (reconhecimento, fama, realizações) como vias de crescimento mental e espiritual. Naquele momento, em Adão, como Humanidade, rejeitamos a Autoridade de DEUS para gerir nossas necessidades e, por isso, temos sempre de voltar ao mesmo ponto onde caímos uma vez, para reconhecer qual princípio norteia nossas vidas: O Jardim da Queda, que fechou o Caminho para a verdadeira felicidade, ou o Jardim Getsemani, onde um homem, nascido de mulher, mas de origem celestial, aceitou com muitas dores carregar o peso de reabrir o Caminho fechado e resgatar da morte e de uma vida sem sentido aqueles que reconhecem sua Autoridade para tal. O reconhecimento dessa autoridade espiritual sobre nossas vidas tem o peso de uma Revelação divina e reabre para nós o Caminho para a Árvore da Vida, para desfrutar de Deus e sua companhia, onde os julgamentos de valor da razão humana decaída perdem a importância.



Partindo dos princípios aqui expostos, eu produzi um documento intitulado "O Diálogo" onde imaginei como teria sido uma conversa entre Judas Iscariotes e JESUS momentos antes da Última Ceia. Judas, o traidor do movimento de JESUS, como todo vilão, é um personagem muito intenso e complexo. Não podemos diminuir sua complexidade reduzindo-o a um simples ladrão da bolsa e endemoniado. Não podemos esquecer que foi escolhido, talvez pelos próprios condiscipulos, como tesoureiro do grupo, uma posição de confiança, mesmo contando entre eles com um contador profissional como Mateus Levi. Isso denota um grau de confiabilidade e respeito muito grande para aquele tempo.



Algumas questões emergem do fato deste discípulo ter preferido um nome de vergonha para todo sempre mesmo tendo andado durante três anos ao lado de JESUS, ter visto seus atos de poder e participado do círculo mais íntimo de seguidores que, supostamente, possuíam um laço mais profundo de amizade e companheirismo com Ele. E se Judas optou livremente por isso? E se ele rejeitou deliberadamente a Verdade revelada por JESUS? Não sou inclinado a crer na predestinação, pois envolve o fato de atribuir a DEUS, que é AMOR, o papel frio e calculista da mente de certos psicopatas. Veremos ali que os argumentos de uma pessoa podem ser perfeitamente razoáveis e baseados em raciocínio lógico mesmo para rejeitar aquilo que sabe ser a Verdade sobre si mesmo, a vida e o mundo. De fato, essa tem sido a prerrogativa de muitos, fazer de seus pressupostos mais fortes do que qualquer coisa, resistindo até mesmo Àquele que quer o nosso bem maior.



Decidi colocar "O Diálogo" está hospedado no 4Shared podendo ser baixado sem custo algum no seguinte link:






Espero que possam ler e comentar sobre o que acharam desse primeiro trabalho publicado em forma de texto, o qual espero, seja seguido de muitos outros. Meu desejo é somente compartilhar aquilo que tenho discernido sobre O Caminho. Obrigado.

2 comentários:

Fruto do Espírito disse...

A Paz de Cristo, conhecer seu blog alegrou meu coração. Suas mensagens são edificantes para o Corpo de Cristo, e um bálsamo para todos que acessam esse espaço abençoado.
Como prova do meu amor cristão deixo uma lembrancinha que fiz, espero que goste do acróstico:

C ultivar uma vida de oração.
R evigorar-se pela leitura diária da Palavra.
E star sempre disposto a obedecer a Deus.
S er uma testemunha fiel no viver e no falar.
C onsagrar a Deus seu corpo, tempo e talentos.
E sperar de Deus a orientação para a vida.
R evestir-se do poder do Espírito Santo.

Nós precisamos CRESCER na Graça e no conhecimento do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
A propósito, caso ainda não esteja seguindo o meu blog, deixo o convite.
http://frutodoespirito9.blogspot.com/

Em Cristo,

***Lucy***

P.S. Convido a visitar o blog do irmão J.C. repleto de mensagens abençoadoras; algumas polêmicas, porém ricas de entendimento.

Acesse:
http://discipulodecristo7.blogspot.com/

ALDO VIEIRA disse...

Obrigado Lucy. Sao pessoas como vc que nos fazem nao desistir do blog. Obrigado por deixar seu comentario e certamente visitarei o seu e o do irm~ao citado.

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Leu, gostou, odiou, quer malhar? Deixe sua opinião, ora bolas!!!Tá com medo, por que entrou na Trincheira? Não fique em cima do muro!!!!

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