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ZEITGEIST - O ESPIRITO DA MENTIRA REFUTADO FURO A FURO Parte IV

GAUTAMA, O BUDDHA,  E AS (DE)SEMELHANÇAS ENTRE O BUDISMO E CRISTIANISMO – Este post faz parte de Zeitgeist refutado/parte 4 de 4

Na verdade, Sidharta Gautama não foi citado no filme Zeitgeist, o que eu considero um dado relevante, pois se pode dizer muita coisa sem usar uma única palavra e os autores do vídeo podem estar querendo passar a idéia de que o budismo, na forma ensinada por Sidharta, e sua doutrina está acima das outras religiões. De fato, o budismo mais puro e não contaminado por praticas hindus ou tibetanas vem sendo bem aceito até mesmo por agnósticos por que renega a interferência de qualquer divindade no plano natural. O homem está por si só e deve achar a saída pó si mesmo e isto não tem nada a ver com milagre, trata-se de um processo mental.

Da mesma forma que os outros, especialmente Krishna por sua proximidade com a cultura e mitos hinduístas, os paralelismo entre esse “deus’(embora Sidharta nunca tenha reclamado tal coisa)  Cristo são da mesma classe: deprimentes e forçados demais e não vale a pena comenta-los. Entretanto, há um aspecto mais interessante a ser enfocado no que tange o budismo. Já a alguns séculos ele vem sendo introduzido no Ocidente com a idéia constante de que ele guarda tantas semelhanças com o cristianismo que poderia ser considerado seu irmão mais velho, visto que Gautama viveu cerca de 500 anos antes de JESUS. Essa semelhança não seria produto do acaso mas, de alguma forma, fruto de uma assimilação proposital. Os Evangelhos parecem deixar uma lacuna na vida publica de JESUS que se estende dos doze aos trinta, idade com a qual efetivamente se mostrou ao mundo, fato que não passou desapercebido por muitos oportunistas. JESUS, segundo esses, teria peregrinado até lugares como India e Tibete e aprendido ali a filosofia oriental e o budismo. Já em 1906, o escritor inglês G.K. Chesterton rechaçava as pretensas semelhanças entre o budismo e o cristianismo verdadeiro em seu clássico “Ortodoxia” dizendo que não poderia haver duas coisas mais distintas em essência, o que eu concordo se analisarmos o cerne, o tutano, das duas escolas.
Ele dizia que os dois são semelhantes no que todas os credos são semelhantes ou descritos como semelhantes em pontos que obviamente são diferentes. Chesterton olhava alem daquilo que a maioria via como uma semelhança a toda prova: o ensino do amor ao próximo e da abnegação das coisas materiais. Ele olhava para a solução que um e outro davam para um problema com o qual todos os credos basicamente concordam: que a humanidade está imersa em pecado e engano.
 Para começar, tanto o budismo e o hinduismo vêem a criação como sendo a queda e a criação do mundo e do homem principia com o fardo da infinita roda do sansara, um triste começo, no qual o homem foi podado da comunhão plena com o divino, a qual dificilmente será restabelecida senão no decorrer de uma eternidade de nascimento e morte. A criação, nesse caso, não corresponde a um ato de amor do criador, Brahma, mas quase que uma simples necessidade fisiológica.
Desse modo, o único caminho para a felicidade total do homem é libertar-se do sentimento de existir, que traz sofrimento, segundo Gautama, readquirindo o direito de se extinguir completamente ao unir-se de novo à essência do universo, onde não há pessoalidade. Em outras palavras, o budista anseia atingir o Tudo a fim de se tornar Nada. O nirvana budista é o sonho niilista do suicida.
 Obviamente, essa era a visão original do fundador do budismo, um legitimo reformador da religião hindu, que não via muito sentido nas superstições de seu povo envolvendo miríades de deuses que nada podiam fazer por seus adoradores, o que o levou a pensar num modelo que levasse as pessoas a desconsidera-los e serem seus próprios agentes salvificos.
 Em contrapartida, o pensamento judaico-cristão vê o ato da criação como um ato de profundo amor do Criador. Chesterton o definia como um gesto estranho de generosidade que fez o Criador exultar com uma divisão de si mesmo que encheu o universo de almas vivas, como Ele mesmo é, quase como num orgasmo criativo. O que realmente separou o homem de DEUS não foi a Criação, mas o ato descrito como pecado (erro, falha) onde, já disse alguém, o mal se tornou abundante no homem e o Bem, algo especial e raro. 
Apesar do pecado, contudo, esse DEUS não abandonou sua criação, mas proveu leis e legisladores a todos os povos para que pudessem ascender dos pântanos da animalidade a que estavam condenados e preparando-os para que, no tempo determinado por Ele mesmo, enviasse Seu Filho para mostrar-lhes plenamente como Ele É e qual seu plano para que todos os povos possam chegar a uma plenitude do seu conhecimento.
 No pensamento judaico-cristão, DEUS não apenas fez algo no passado, mas continua gerenciando de modo pro-ativo todas as coisas, encaminhando a direção da Historia (“Meu Pai trabalha até hoje e eu também” João 5,17), o que não significa se intrometer em todos os assuntos humanos (argumento muito usado por aqueles que julgam que se há um DEUS, especialmente o judaico-cristão, porque há o mal?), pois como JESUS mesmo disse em  João 10.34 citando o Salmo 82, fomos criados como deuses, querendo referir-se ao peso das nossas decisões e atitudes, mas deuses com o juízo e direito de governo prejudicados e que não conseguem discernir muito bem quais suas prioridades( uma boa olhada no mundo que ajudamos a construir com nossas mãos verá que isso é realidade). Nesse mesmo Salmo vemos que a palavra ‘deuses’, usada para descrever aqueles que exerciam o direito e o juízo na época é colocada em contraposição a outra, usada para descrever pessoas que sofriam injustiças por causa da corrupção e opressão daqueles que deveriam julgar retamente e esses, sim, são chamados de ‘filhos do Altissimo’. Longe da proposição de um sistema de castas sociais, o DEUS judaico-cristão sempre se colocou do lado do pobre e necessitado e com JESUS fez questão de dizer que o Reino, preparado para seus filhos, será deles, que nunca receberam o direito nesse sistema de coisas. A questão proposta é: Quem desejamos na realidade ser? Deuses assentados em seus próprios tronos do ego ou filhos que procuram conhecer onde está a vontade do Criador?
 Penso que aqui chegamos a encruzilhada onde o pensamento budista e o cristianismo irremediavelmente se separam. Até então podemos ver uma certa confluência de pensamento pois as duas escolas pregam como ponto de partida o conhecimento do mal que acomete o ser humano (o desejo de ser um deus de si mesmo) e o leva a ser um personagem irreal, alheio a sua verdadeira natureza, e o abandono do eu como forma de se encontrar verdadeiramente.
 Por Sidharta ter falado isso cerca de 500 anos antes de JESUS, parece que ele detem a primazia desse ensino. Que ele tenha chegado a essa conclusão por si só é realmente um grande feito, fruto de uma boa dose de meditação e observação da natureza humana, mas não deixa de ser uma conclusão natural feita por uma pessoa que sinceramente buscou a verdade. 
Todo sistema filosófico ou credo, ou religião, qualquer que seja o nome que se venha a dar, se quiser ter um traço que seja da verdade, deveria partir desse ponto: conhecimento de que estamos todos cheios de engano e o conseqüente abandono do velho estilo de vida para uma novidade de vida. Mas ninguém poderia imaginar que um começo tão sinonímico pudesse terminar em praias tão opostas, porque a contemplação budista leva ao distanciamento não só das paixões interiores mas, a medida que nos aproximamos da divindade cósmica transcendente e imanente, também nos distanciamos de qualquer coisa próxima àquilo que Cristo disse aos seus discípulos: “Não vim trazer paz mas a espada!” e “Eis que vos envio como cordeiros em meio a lobos!” e também “Sereis odiados de todos por causa do meu nome”.
Uma divindade imanente, perfeitamente búdica,  não envia ninguém, pois não há necessidade. Está tudo perfeito como sempre esteve, não é preciso correr como um doido por aí como JESUS e seus discípulos falando que o Reino de DEUS está próximo e que há possibilidade de que muitos venham a se perder do verdadeiro caminho e serem condenadas a passar uma eternidade sem DEUS (para ser bem honesto, Ele disse que a maioria iria por esse caminho), pois todos terão infinitas oportunidades, não é mesmo? Uma divindade perfeitamente búdica nunca ensinaria algo grotesco como “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e eu o ressuscitarei no ultimo dia”! Ou então “O Filho do Homem veio para servir e dar sua vida em resgate de muitos”! Resgatar vidas se deixando matar numa cruz? Para quê isso afinal? Bastava deixar bons ensinamentos, não? Na verdade, na verdade, isso não se parece em nada com ensinos budistas, não? 
JESUS partiu do mesmo ponto de Sidharta para chegar em lugar bastante diferente: estamos todos sim imersos em nossas naturezas pecaminosas a ponto de precisarmos renunciar ao nosso falso eu, o nosso ego caído, a fim de nos encontrarmos verdadeiramente, e é aí que se encontra a encruzilhada entre os dois caminhos: um leva você a se esvaziar de si mesmo para expandir o verdadeiro eu, onde todos nós somos Budha, Cristo ou o próprio DEUS, mas como o sistema budista não prevê uma divindade com atributos pessoais, os quais, lembre-se, são a fonte de todo sofrimento, é desejável que esse contato com essa “energia” leve à perda da pessoalidade e de toda individualidade para ser um como o universo e em equilíbrio com a natureza.
 O que o cristianismo propõe difere e contrasta muito com essa filosofia, pois ele propõe que sejamos esvaziados de nós mesmo para sermos cheios de UMA PESSOA! Os discursos e praticas de JESUS produziram nas vidas de seus discípulos algo bem diferente da vida contemplativa dos monges seguidores de Gautama. 
Neles foram reproduzidos toda fúria e paixão de seu mestre por um mundo que não se deixa amar facilmente de modo que neles se reproduziu a mesma dor e ferimentos de mártir do precursor. Todo romance carregado com ingredientes como paixão furiosa capaz de qualquer coisa para arrebatar o coração do amado/a acaba em sangue. Essas sempre foram as cores do cristianismo verdadeiro, vermelho tinto, intenso e cruento, ao invés da alva brancura neutra dos montes gelados tibetanos. 
Não poderia ser de outra forma porque JESUS sempre se pronunciou em termos absolutos. Não havia espaço para desconsidera-lo. As pessoas ou o amavam ou o odiavam porque ao considerar as implicações de seu discurso achavam mais plausível de que se tratasse de um doido como tantos que surgiam de tempos em tempos na Palestina. Isso é assim ainda hoje. Muitas pessoas gostam de ler o Sermão do Monte e sua moral selvagem, as parábolas e suas lições vividas mas quando chegam a certos pronunciamentos como os sete EU SOU do evangelho de João (Eu Sou o pão da vida, Eu Sou a luz do mundo, Eu Sou a porta das ovelhas; Eu Sou o Bom pastor; Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida; Eu Sou a Ressurreição e a Vida; Eu Sou a Videira Verdadeira) torcem o nariz e tendem a achar que isto soa como uma brincadeira de mau gosto.
 Para qualquer leitor mais atento, as implicações dos discursos de JESUS são obvias. Ele não referiu-se a si mesmo como um profeta, um sábio, um ensinador como o povo judeu estava acostumado, mas usou títulos que o distinguiam de todos os outros que haviam falado em nome do DEUS hebreu. Os judeus sabiam muito bem as implicações do uso de epítetos como Filho de DEUS (é só ler João 10,33 a 36 para conferir) ou Filho do Homem, um designativo bastante distinto para um judeu porque se refere unicamente ao tão aguardado Messias de Israel e usado em Daniel 7:13, 14 neste contexto. No livro “Evidencias que exigem um veredito”, Josh Mc Dowell cita o estudioso Scotchmer que afirmou: "pela formação judaica que tiveram, os discípulos e inimigos de Jesus compreendiam que o real significado da expressão 'Filho de Deus' era 'Divindade'.
  É justamente isso que Ele quis dizer em João 8,23: “Eu não sou desse mundo”; ou em Mateus 12,16“Todas as coisas me foram entregues por meu Pai...E ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”. 
C.S. Lewis, autor das Crônicas de Narnia, disse :   ... Um homem que fosse um simples homem e dissesse o tipo de coisas que Jesus disse não seria um grande mestre de ensinos éticos. Seria um lunático — estando em pé de igualdade com o homem que diz o mesmo de Napoleão ou, então, seria o Diabo vindo do inferno. Você precisa tomar uma decisão. Ou esse homem era e é o Filho de Deus, ou, então, era um louco ou algo pior ...que ninguém apareça com algum tipo de insensatez paternalista, afirmando que Ele foi um grande mestre humano. Ele não deixou conosco a responsabilidade de decidir a respeito. Não pretendeu fazê-lo".
 Não seria preciso dizer que nenhum outro falou assim, a não ser os vários mentirosos e lunáticos que afirmaram coisas parecidas. Sobre esse aspecto que não pode ser desconsiderado se estamos tratando de todas as possibilidades acerca de JESUS, Josh Mc Dowell diz em seu clássico “Evidencias...”: “Todavia, devemos nos lembrar que alguém pensar que é Deus, especialmente numa cultura veementemente monoteísta, e então dizer aos outros que o destino eterno de cada um depende de crerem nEle não é uma fantasia insignificante, mas os pensamentos de um lunático no sentido pleno da palavra. Jesus foi esse tipo de pessoa?” Dizendo isso, ele nos propõe um trilema, isto é, “proposição formada de três lemas contraditórios disjuntivamente e de tal maneira dispostos que, negada ou concedida qualquer das três proposições, permanece sempre firme a conclusão contra o adversário. 
Vamos lá: para o fato de JESUS ter se declarado filho de DEUS, sendo assim de origem divina, vc pode tomar três caminhos. Dois deles levam a conclusões parecidas e partem da premissa que suas afirmações eram falsas. Sendo assim:
 1º- Ele não sabia que eram falsas – Jesus estava iludido consigo mesmo, ou seja era um lunático desses que se acham nos hospícios se dizendo Napoleão;

2º - Ele sabia que eram falsas – Nesse caso, ele era um mentiroso perigoso, um psicopata mestre em manipular mentes, tão doente a ponto de morrer sustentando sua mentira só para colocar seu nome na Historia.
 Vamos analisar as implicações dessas duas assertivas:
 A primeira hipótese não se coaduna com a profundidade e sublimidade dos ensinos morais e éticos de JESUS, seus exemplos práticos, sua bondade, sua serenidade e suas parábolas reconhecidas como alguns dos mais belos exemplares de sabedoria retórica já registrados nas palavras de qualquer sabio, e, mais do que tudo, seus argumentos a fortiori (que significa "por causa de uma razão mais forte", ou seja, "com muito mais razão" - http://www.sualingua.com.br/04/04_afortiori.htm ) como resposta aos problemas  referentes à Lei apresentados por oponentes como saduceus e fariseus, as quais faziam com que esses experimentados polemistas se calassem de imediato, demonstram uma acuidade em termos de lógica e razão, um equilíbrio entre astúcia e benevolência que exigem dizer que JESUS era um sujeito com plenas posses de suas faculdades mentais e não menos que isso. São inúmeros ainda hoje os livros que tentam penetrar na psicologia dos ensinamentos de JESUS, dando provas da profundidade de seus argumentos. Um dos maiores best-sellers do ano passado em todo mundo foi o livro escrito por Mark W. Baker“JESUS, o maior psicólogo que já existiu”. Um ano antes, outro fenômeno de literatura foi “O Monge e o Executivo”, centrado nos exemplos práticos da liderança de JESUS sobre seus discípulos e ensinando como se tornar um líder-servidor como ele.   Recomendo especialmente a serie de quatro livros “Analise da Inteligência de Cristo”, do psiquiatra brasileiro Augusto Cury, No prefacio do primeiro volume, ele conta que “Estudar a mente de Jesus Cristo é mais complexo do que estudar a mente de qualquer pensador da psicologia e da filosofia. Investigar se a sua inteligência poderia ou não ser fruto da criatividade intelectual humana é uma tese estimulante e que possui muitas implicações”. Continuando, “Muitas escolas têm recomendado aos professores sua leitura e o têm adotado em diversasdisciplinas, com o objetivo de que seus alunos expandam as funções mais importantes da inteligência. Psicólogos o têm utilizado e estimulado seus pacientes a lê-lo, com o objetivo de ajudá-los a prevenir a depressão, a ansiedade e o stress. Empresários têm adquirido centenas de exemplares para distribuir aos seus melhores amigos e clientes. Professores universitários o têm recomendado em faculdades. Leitores têm confessado que sua vida ganhou um novo significado após a leitura de “Análise...”. Além disso,apesar desse livro tratar de psicologia e não de religião, pessoas de diversas religiões têm sido ajudadas por ele e o utilizado sistematicamente”.
 A pergunta obvia é: Um lunático poderia ludibriar a Historia e as ciências da personalidade dessa forma? Mais ainda: um personagem tão fascinante poderia ter sido inventado na mente de alguém?
 A segunda hipótese revela uma tese mais perturbadora: a de que JESUS tenha sido um psicopata megalomaníaco que urdiu um plano para entrar para a Historia. Como todos os problemas inerentes a ela, essa afirmação ainda é mais discutível que a outra, pois sabe-se que um psicopata é mestre na arte de enganar. Os filmes de suspense são pródigos em retratar personagens psicopatas que manipulam suas vitimas visando obter vantagens ou maior prazer. Geralmente são inteligentes e de personalidade cativante e levam seus planos às ultimas conseqüências. Essa hipótese é verdadeiramente aterradora e alguem pode perfeitamente acreditar nela e dizer que JESUS foi tão ardiloso a ponto de fazer com que um discípulo seu encenasse um ato de traição para leva-lo ao suicídio (uma pratica constatável em certos lideres psicopatas como Jim jones) e, sabendo que os judeus iriam querer sua morte, insuflado os discípulos a roubar seu corpo para depois espalhara a mentira da ressurreição. 
O mais impressionante dessa maracutaia toda não seria o plano em si, mas que aqueles caipiras galileus conseguissem levar a melhor em tudo sobre os judeus e os romanos juntos, levando a cabo o plano de modo perfeito, sem vestígios de sua fraude, conseguindo com que sua seita aumentasse prodigiosamente logo nos primeiros anos no local palco da fraude e, em seguida, pelo resto do mundo romano. Mais, eles seria culpados pela conversão de um homem como Paulo, antes perseguidor implacável, determinado a destruir completamente a heresia cristã, no maior defensor e proclamador do Evangelho no mundo. Alguém poderá dizer que não provas também sobre quem era na verdade Paulo ou Pedro e aí teremos não um, mas um bando de psicopatas da mais alta estirpe reunidos na formação do cristianismo, algo como uma Associação dos Psicopatas Unidos por Uma Causa. Realmente, essa é uma hipótese bem mais louca que a outra.
  Você pode dizer que estou fazendo piada, mas as implicações são realmente essas para as duas hipóteses. Resta analisar a terceira hipótese  você verá que ela pode ser mais perturbadora que as outras duas juntas.
 3º - JESUS falou somente a Verdade sobre Si mesmo: Josh McDowell cita o teólogo Thomas Schultz : “ Conforme vemos, seguramente Ele não se encaixa dentro do molde de outros líderes religiosos: "Nenhum dos grandes líderes religiosos, nem Moisés, nem Paulo, nem Buda, nem Maomé, nem Confúcio, nem qualquer outro, alguma vez afirmou que era Deus; ou melhor, com a exceção de Jesus Cristo. Cristo é o único líder religioso que chegou a declarar a sua divindade e o único indivíduo que convenceu uma grande parte do mundo de que era Deus".
 Nesse caso, seria salutar fazer a mesma pergunta que Pilatos fez à multidão em Jerusalem naquela Páscoa: “O que farei então de JESUS, chamado o Cristo?”Mateus 27,22
Você pode tomar duas decisões a partir dessa instante, ambas capitais: aceitar o fato de que Ele é quem disse que era e que você precisa Dele ou ignora-lo solenemente.
Os que tomam essa decisão a tomam baseadas no medo da perda do controle de suas vidas e se agarram a idéia de serem senhoras de seu destino e não estão dispostas a abrir mão de certos hábitos e costumes, mas nunca mais poderão ficar indiferentes ao fato de que Ele não deixou absolutamente opção para que alguém o chamasse de outra coisa. Ele chamou a responsabilidade para si daquilo  que afirmava. Tomé, por fim  reconhecendo a natureza sobrehumana de JESUS ao colocar a mão sobre as feridas produzidas na cruz, exclamou se rendendo aos pés dele: “SENHOR meu e DEUS meu!”; uma declaração bastante forte para um judeu criado numa cultura de arraigado monoteísmo.
 Com ultimo apelo à realidade da divindade autoproclamada de Cristo, gostaria de apresentar uma prova histórica e arqueológica irrefutável sobre uma profecia de JESUS cumprida já no primeiro século da era cristã. Ela está registrada nos Evangelho de Mateus, e se refere às cidade impenitentes de Cafarnaum, Betsaida e Corazim.

Mateus 11 - 20  Passou, então, Jesus a increpar as cidades nas quais ele operara numerosos milagres, pelo fato de não se terem arrependido:
21  Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidom se tivessem operado os milagres que em vós se fizeram, há muito que elas se teriam arrependido com pano de saco e cinza.
22  E, contudo, vos digo: no Dia do Juízo, haverá menos rigor para Tiro e Sidom do que para vós outras.
23  Tu, Cafarnaum, elevar-te-ás, porventura, até ao céu? Descerás até ao inferno; porque, se em Sodoma se tivessem operado os milagres que em ti se fizeram, teria ela permanecido até ao dia de hoje.
24  Digo-vos, porém, que menos rigor haverá, no Dia do Juízo, para com a terra de Sodoma do que para contigo.

 A critica não aceita a Bíblia como escrito profético, isto é, que ela registra vaticínios reais daqueles que foram chamados profetas em suas paginas, os quais anunciaram muitas coisas que viriam a acontecer num futuro próximo ou mesmo em épocas muito distantes das quais eles viveram. Geralmente, os escritos proféticos se encontram no Antigo Testamento, mas o livro profético mais conhecido da Bíblia está no Novo Testamento, o Apocalipse.
 JESUS proferiu profecias varias vezes. Seu grande Sermão Profético, que prediz a queda de Jerusalém, ocorrida no ano 70 d.c., consta dos quatro Evangelhos Sinóticos e é tão importante quanto o Sermão do Monte, embora muitos tentem diminuir-lhe o valor, numa atitude arbitraria, justamente por causa do seu caráter profético. Dizem que foi inserido nos Evangelhos depois do acontecido embora não haja uma só evidencia que aponte que esses relatos não constavam dos escritos originais, como atestam os mais antigos e fieis manuscritos que temos hoje.

 A passagem em questão não consta do Sermão Profético, mas é claramente uma profecia de JESUS contra essas cidades da Galileia que não aceitaram sua pregação e tem a particularidade de não poderem ser enquadradas como inserções posteriores. Por quê?
 Porque essas cidades se tornaram em ruínas por volta do ano 400 d.c., quando um grande terremoto devastou toda a região e nem o mais louco critico poderia dizer que as declarações em questão foram inseridas após o desastre, pois alguns dos melhores manuscritos do Novo testamento são reconhecidamente muito anteriores a essa época.

 O mais impressionante é que, apesar da localização privilegiada dessas cidades, elas nunca vieram a ser reconstruídas e habitadas novamente, sendo simplesmente abandonadas. A cidade de Tiberiades que também fica na mesma região, porem, apesar de ter sido parcialmente destruída algumas vezes, sempre voltou a vida e continua de pé depois de vinte séculos, como muitas cidades milenares da Palestina contra as quais não foram pronunciadas sentenças de juízo por JESUS ou qualquer dos profetas. 

Coincidência? Como tudo que apresentamos aqui, cabe a você decidir o que fazer quanto a isso.

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ZEITGEIST - O ESPIRITO DA MENTIRA REFUTADO FURO A FURO Parte III

A VIA CONTRARIA DE INFLUENCIA E O VERDADEIRO CERNE DA EXPERIENCIA CRISTÃ – O TESTEMUNHO DE ONTEM E HOJE – Este post faz parte de Zeitgeist refutado/parte 3 de 4

 É possível até que tenha havido o processo contrario de influencia, ou seja: vendo o cristianismo crescendo exponencialmente, muitos religiosos procuraram adaptar seus mitos de modo que pudessem alegar essas semelhanças. Isso é verdade, por exemplo, no caso de Apolônio de Tiana, um pretenso homem miraculoso do qual há alguma referencia histórica entremeada a muitos feitos extraordinários atestados por pouquíssimos neófitos, mas que se parece muito mais com uma tentativa gnostica de rivalizar com o cristianismo mais ortodoxo.

 Sabe-se que o gnosticismo (uma espécie de sincretismo entre o cristianismo e tradições orientais e helênicas) rivalizou com o cristianismo nos primeiros séculos chegando mesmo a ser aceito por uma boa parcela do mundo cristão da época. Gnostico ou não, a figura de Apolônio (que alguns procuraram associar ao Apolo de Atos 18.24, mas ali lemos que Apolo era judeu, natural de Alexandria) ele está muito mais para uma figura mais ligada ao cristianismo, mesmo gnostico, que um messias da linha solar. Apolônio é, ao meu ver, uma dessas tentativas de elevar a imagem de alguém ao mesmo patamar do de Cristo, mas as evidencias e implicações históricas que cercam as alegações acerca de seus feitos são de peso irrelevante. Dizer que as evidencias históricas e relatos acerca desse personagem poderiam leva-lo a ser tão importante quanto JESUS Cristo, se não houvesse uma conspiração para prevalecer o cristianismo, é desprezar o peso de uma montanha em relação a um monte de areia.
Na verdade, o impacto do Evangelho, a mensagem de que JESUS ressuscitou dos mortos,  sobre o mundo antigo se deve ao efeito transformador continuo na vida de pessoas que tomavam contato com a Palavra. Não se trata da mera aceitação de um credo ou de um ritual, mas algo estranho a qualquer religião vista até então: o testemunho de que JESUS podia mudar o viver de quem quer que fosse, simplesmente pela fé Nele. Os apóstolos davam continuo testemunho dessa capacidade de JESUS pois exibiam vidas transformadas. As pessoas da época conheciam os judeus e os apóstolos não eram como os judeus que eles conheciam.
 Essa foi a mensagem que impactou o mundo, pois o interior do ser humano nunca mudou e a falta de paz interior que vemos hoje, que se traduz num viver vazio e sem sentido, já grassavam num mundo tingido  pelas cores violentas e luxuriantes de Roma. Paulo diz em Romanos 5:1 :  “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo”.
Paz com DEUS se traduz num viver diferente diante dos homens que significa dizer que a necessidade principal do homem foi suprida e o vazio se foi. Essa verdade revolucionaria atingiu, através de Paulo, até mesmo a guarda pretoriana que o guardava em uma de suas prisões por causa do Evangelho:  “ Filipenses 1. 12 :Quero ainda, irmãos, cientificar-vos de que as coisas que me aconteceram têm, antes, contribuído para o progresso do evangelho;13 - de maneira que as minhas cadeias, em Cristo, se tornaram conhecidas de toda a guarda pretoriana e de todos os demais”. Até mesmo debaixo do nariz de Nero, havia cristãos (Filipenses 4:22  :Todos os santos vos saúdam, especialmente os da casa de César). Ao que parece, pelo menos um de seus conselheiros mais próximos, Evellius, foi martirizado como cristão.
 A mensagem e o testemunho dinâmico de Cristo não mudou. O testemunho do cristianismo é o mesmo. Milhares de vidas atualmente atestam que tiveram seu viver transformado por aquilo que chamamos de “encontro pessoal” com a Palavra Viva, ou seja, o próprio Cristo presente através do Seu Espírito, como naqueles dias em que Ele se movia através das cidades palestinas e mudava o curso da vida de pessoas tão distintas quanto um religioso como Nicodemos e a mulher samaritana. Os tempos e as mudanças no mundo não mudaram a alma humana. Ela continua presa ao vazio existencial, sem perdoar-se de seus pequenos pecados, que em geral, vão se avolumando formando e fazendo da existência um inferno. Em Cristo, segundo suas próprias palavras em Mateus 10, 28 a 30,, encontramos alivio da bagagem e novo fôlego de vida, algo comparado com um novo nascimento. Muitos podem erguer seus olhos pela primeira vez e contemplar os céus abertos, pois eles não mais os condenam, pois agora há uma Paz ali que não havia antes...Paz com DEUS através do sacrifício de JESUS! Essa experiência subjetiva, que não pode ser comprovada por nenhum método cientifico, e que é o cerne da experiência cristã genuína, chama-se GRAÇA, favor imerecido.
 São inúmeros os relatos que nos chegam de pessoas que tomam conhecimento da Graça e perdão que existem em JESUS em lugares dominados pelo controle islâmico. São relatos tão parecidos com os encontrados no Evangelho que parecem ter sido escritos naquela época: 
Adil*, um cristão do Tadjiquistão, país emancipado da antiga U.R.S.S. , testemunha que esteve presente durante a tortura e morte de um cristão quando era muçulmano. Esse cristão impactou Adil porque, além de aceitar a morte como algo natural e não implorar por sua vida, prova de honra entre os muçulmanos fundamentalistas acostumados a enfrentar a morte naturalmente, orou a DEUS perdoando seus agressores e pedindo sua salvação, algo incomum para os padrões islâmicos de Adil. Com o passar do tempo, Adil tomou contato com o Injil (Evangelho) e teve uma experiência verdadeira com a GRAÇA. Foi expulso de sua casa por seus parentes, que inicialmente iriam mata-lo, e exilado de seu país, mas voltou anos mais tarde como pregador do Evangelho. Ele atesta que:
 “Muitos dos ex-rebledes (que lutaram contra os russos) me conheciam como um muçulmano zeloso, cuja fé, porem, não impedia de  matar pessoas e nem de usar drogas. As mudanças em mim, no meu estilo de  vida e em meu ponto de vista tem feito eles refletirem. É claro que tenho dificuldades: a pessoas ficaram irritadas comigo , minha esposa não voltou para mim, meus parentes continuam com raiva, mas, honestamente, estou feliz por ser um soldado de Cristo.”
 *Esse testemunho foi originalmente publicado na revista “Portas Abertas” de agosto/setembro de 2008. Mais testemunhos, acesse:http://www.portasabertas.org.br/testemunhos/


 No livro “Evidencias que exigem um veredito”, de Josh MacDowell, vemos exemplos parecidos como “prova”, ainda que subjetiva de que Cristo continua fazendo as mesmas coisas nas vidas das pessoas há mais de 2000 anos. Um dos testemunhos é do cantor B.J.Thomas, interprete do sucesso internacional 'Raindrops Keep Falling On My Head'.
 Ele mesmo conta que "... Em 1970 ele já havia ganho 13 milhões de dólares. Em 1976, apesar do sucesso em vender mais de 32 milhões de discos, inclusive o grande sucesso 'Raindrops Keep Falling On My Head', B. J. Thomas devia mais de 800.000 dólares.
Não era apenas na área financeira que sua vida estava falida. Apesar da carreira bem sucedida de cantor, durante anos B. J. Thomas sentia-se uma pessoa profundamente angustiada. Era viciado em drogas, gastando três mil dólares por semana em cocaína. Além disso, estava tão dependente de estimulantes e tranqüilizantes que tomava de 40 a 50 comprimidos de cada vez, apenas para se manter... Certa vez tomou 80 pílulas e foi retirado inconsciente de um avião no Hawaí, estado norte-americano. Foi levado às pressas a um hospital. Quase morreu por excesso de drogas, e naquela época pouco se importava se tivesse ou não morrido... Mas certa noite sua esposa levou-o para fazer uma visita casual ao lar dos amigos que a tinham levado ao Senhor.
O marido, Jim Reeves, estava fora, mas a esposa os convidou para ficarem para jantar. 'Senti tanta paz naquele lar', disse B. J. Thomas, 'que eu sabia que deviam conhecer Deus. Quando Jim chegou em casa perguntei-lhe a respeito, e ele começou a me falar sobre o Senhor'... 'Enquanto orava', conta B. J. Thomas, 'senti uma perturbação em meu peito. Durante um minuto senti uma forte dor e pensei que estivesse com uma costela quebrada. Então tive a sensação de que algo estava 'simplesmente indo' e uma paz me invadiu. Tive então uma atitude receptiva e ouvi atentamente tudo o que me diziam. Então abaixei minha cabeça e comecei a orar. Orei durante aproximadamente vinte minutos. E orei dizendo todas as boas coisas que haviam me dito que eu devia dizer... Sua libertação das drogas foi algo tão maravilhoso quanto sua salvação, e a partir daquele dia (29 de janeiro de 1976) até hoje, nunca duvidou da experiência que teve com o Senhor nem de que a salvação que recebeu é real ". 

Zeitgeist, como um todo, tem um alvo, o stabilishment, do qual a religião organizada sempre fez parte como meio de conduzir o gado humano. Os compiladores do video estão alinhados com a atual tendência anarco-capitalista de "pensadores" livres como Jeremy Rifkin, autor de Entropia, Daniel Quinn, autor de "Ismael" e "História de B" e Stephan Molineux. Para esses e outros, a civilização atual não passa de uma conspiração urdida por mentes perversas e cruéis, que empregam quaisquer meios para atingir seu objetivo: controle e poder. Isso não está longe da realidade. Até certo ponto, concordo com as críticas levantadas por tais autores, acho relevante e interessante sua linha de raciocínio. A civilização realmente é uma conspiração e a religião organizada sempre foi uma de suas armas mais eficazes. Ocorre que não podemos jogar fora o bebê junto com a água suja da banheira. Seu erro está em não fazer a separação devida da mensagem de Cristo daquilo que os homens fizeram com ela. Tal mensagem guarda em sua forma original tanto poder para subverter as regras da civilização que, como seu autor, teve que ser encarcerada, mutilada e crucificada, e presa, a estruturas e modelos de controle que a tornaram amortecida dentro de si mesma. Libertar tal poder das mãos da inércia seria perigoso para o mundo como o conhecemos. A sociedade e o mundo como todos desejamos e sempre foi o sonho dos grandes realizadores da humanidade, nunca será alcançada por filosofias humanas e políticas sociais, mas importa que o homem siga pensando que pode tomar para si as rédeas de seu destino e evolução. Quando todas as opções se mostrarem inviáveis e toda iniciativa, por mais bem intencionada, desembocar em tirania e controle despótico, o homem saberá que um novo mundo só pode se construído por pessoas que foram transformadas por dentro verdadeiramente. Será o fim do reino dos homens e um novo início para os que esperam a concretização do REINO.

  
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ZEITGEIST - O ESPIRITO DA MENTIRA REFUTADO FURO A FURO Parte II

A PRECESSÃO DOS EQUINOCIOS – O DESTINO ESTÁ NOS ASTROS OU NA MÃO DO DEUS ETERNO? – Este post faz parte de Zeitgeist/parte 2 de 4

Em seu fascinante livro de 1976, O 12º Planeta, Zecharia Sitchin, especialista em línguas antigas e Antigo Testamento, e que já foi colaborador da NASA, examina a fundo evidencias de tecnologia nas mais antigas civilizações. Longe de ser um especulador sagaz como Erick Von Daniken, Sitchin domina o assunto como poucos.

Ele conta que Hiparco, astrônomo que viveu na Ásia Menor por volta do 2º século a.C., foi o primeiro a descrever o “deslocamento do signo solsticial e equinocial”, o fenômeno hoje chamado Precessão dos Equinócios”.

A precessão ocorre porque entre duas aparições sobre o ponto vernal, o ponto onde o Sol se levanta no equinócio de primavera, decorrem 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 49,6 segundos enquanto que a Terra perfaz um volta ao redor do Sol em 365 dias, 6 horas, 9 minutos e 9,6 segundos. Essa diferença ínfima de 20 minutos e 20 segundos por ano faz com que o ponto vernal deslize, por conta da oscilação existente na rotação terrestre sobre seu eixo, de uma casa zodiacal ou constelação para outra só que de forma retrograda ao movimento normal do Sol nas casas zodiacais durante o ano. Esse deslocamento se consuma no prazo de 2160 anos.
 Esse conhecimento permaneceu perdido pois se fazia inútil perante a desinformação reinante causada pela aceitação da concepção ptolomaica de que a Terra ocupava o centro do universo, que reinou durante 1300 anos até surgir Copérnico.
 Copérnico não fez outra coisa senão retomar cálculos e estudos de gente como Hiparco e Aristarco de Samos, que no século 3 a.C. já havia sugerido o heliocentrismo. A escola ptolomaica venceu em seu tempo e prevaleceu por uma era, mas não era a única e, é interessante notar, que astrônomos gregos de 500 a.C. pareciam saber mais sobre o sistema solar que seus sucessores.
 Gente como Hiparco, Eudoxio de Cnido(dois séculos antes de Hiparco; desenha uma esfera na qual grava os signos zodiacais na exata posição que eles ocupam nos céus) e Diodoro Siculo afirmaram terem bebido em fontes mais antigas e que seu conhecimento derivou das informações dos conhecidos “caldeus”Diodoro afirma sobre a astronomia deles, no séc.  a.C., sem rodeios, que “no centro do seu sistema estava o Sol...do qual descendiam os planetas, refletindo o brilho e a posição do Sol...”.
 A pesquisa leva a concluir que até mesmo as representações dos signos zodiacais foi apropriada dos “caldeus”, ou babilônios, que, por sua vez, basearam-se num saber mais antigo ainda: os sumerios. A palavra zodíaco vem de uma palavra grega para “ciclo animal” e obedece a mesma ordem dada pelos sumerios, por volta de 4000 anos A.C., que lhes chamavam de UL.HE, “O Brilhante Rebanho”.
Todas as evidencias apontam para o surpreendente fato de que os sumerios, localizados no inicio dos inícios das civilizações, possuíam um conhecimento astronômico maior e mais completo que seus sucessores e que só podem ser rivalizados pelo conhecimento atingido na presente era espacial. Não há como negar que eles sabiam da esfericidade da Terra e baseavam seus cálculos nisso.

 Segundo Sitchin, “As descobertas do prof. Langdon , revelam que o calendário de Nippur, estabelecido por volta do ano 4400 a.C., na idade do Touro, reflete o conhecimento da precessão e deslocamento das casas zodiacais que ocorreram 2160 anos antes. O prof. Jeremias...foi também da opinião de que as mais velhas barras astronomicas registravam a mudança de Touro para Áries e, concluiu ele, os mesopotamicos predisseram e anteciparam a mudança de Áries para Peixes”
“Uma barra sumeria no Museu de Berlim (VAT 7847)”, continua Sitchin, “começa a lista das constelações zodiacais em Leão, o que nos leva de volta ao ano de 11000 antes de Cristo, quando o homem começou a lavra a terra...”
 A conclusão é surpreendente:
“Isto é na verdade, uma fantástica sofisticação astronômica impossível em tal época”.
 Tal como é evidente que os sumerios possuiam um conhecimento que com toda certeza não podiam ter adquirido por si próprios, assim também há provas que mostram que boa parte do seu conhecimento NÃO TINHA USO PRATICO PARA ELES.
 Isto diz respeito não só aos muitos sofisticados métodos astronômicos usados – quem na antiga Sumeria precisava realmente estabelecer um equador celestial, por exemplo? – como  também a uma variedade de textos elaborados que tratam das medições de distancias interestelares.”
 Piada? Não. Teoria de lunáticos? O será apenas àqueles que não admitirem questionar certas pressuposições. Os dados estão lá para serem analisados por quem entende-los. Os sumerios chegaram a abstrações matemáticas incríveis como medidas para calcular a distancia exata entre as estrelas e o grau do arco dos céus, medida que eles chamaram de beru.
  A pergunta que surge imediatamente é: Como os sumerios, sem os modernos instrumentos atuais, situados na aurora da humanidade e recém saídos da barbárie, segundo o conhecimento acadêmico aceito, puderam elaborar tão complexo e sofisticado sistema astrológico sem informações precedentes? Como eles poderiam, através de meras observações do céu a olho nu, considerando que não poderiam conhecer a verdadeira natureza dos astros, pois eram somente um bando recém saído das cavernas, segundo o saber clássico, conhecer o Grande Ano de 25.920 anos que perfazem o total das casas percorridas pelo sol no zodíaco?

“O prof. H.V. Hilprecht (The Babylonean Expedition of the University of Pnsilvania) Foi mais longe. Estudando milhares de barras com classificações atematicas, concluiu que “todas as tabuas de multiplicação e divisão das bibliotecas do templo de Nippur e Sippar e da biblioteca de Assurbanipal, em Ninive, se baseiam sobre o numero 12960000”. Analisando esse numero e seu significado, concluiu que só se podia relacionar com o fenomeno da precessão e que os sumerios tinham conhecimento do Grande Ano de 25920 anos.”- Zecharia Sitchin/ O 12 º Planeta;



- ZECHARIA SITCHIN 
Estavam os sumerios sozinhos em seu estagio de conhecimento? Ao julgarmos que o maior feito arquitetônico da Historia, as pirâmides do Egito, tiveram lugar na alvorada dessa civilização, surgindo das areias do delta do Nilo de modo súbito e sem precedentes que se possa constatar, visto que os problemas matemáticos e as relações astronômicas de suas medidas ainda causam vertigens nos especialistas, cremos que não.
 O complexo de Gizé na atual Cairo é o pesadelo monolítico dos acadêmicos. O pensamento acadêmico comum quer nos fazer crer que a Grande Pirâmide e suas medidas perfeitas, sobre as quais foram escritas milhares de paginas, são o produto de um povo recém saído das plantações de arroz para o mundo dos cálculos avançados e problemas técnicos de construção de pirâmides que exigem soluções as quais nossos arquitetos nem conseguem imaginar. O modo como elas forma construídas ainda inspira acalorados debates. 
Não vou me perder nesse emaranhado de números, mas Erich Von Daniken propoe um calculo rápido para saber quanto tempo levaria pra construir algo tão colossal de modo totalmente natural. Os especialistas dizem que Grande Pirâmide possui algo como 2,5 milhões de blocos de pedraO peso da maioria está entre um e três toneladas, mas já calcularam que há blocos de até 40 toneladas. Os acadêmicos dizem que o construtor da Grande Pirâmide foi Quéops, que reinou durante 23 anos. De modo lógico, ele não foi seu idealizador, pois calcula-se um mínimo de 20 anos para a construção desse colosso.O projeto e tudo que o envolve, deve ter sido lançado vários anos antes, talvez no do seu predecessor, Snofru.
 Se assumirmos que durante esses vinte anos de planejamento trabalhadores nas distantes pedreiras trabalharam num ritmo alucinante de doze horas por dia durante 360 dias por ano(!!!!), poderiam produzir 125.000 blocos anualmente, 416 diariamente e, de modo bastante natural, teriamos dois colossos de pedra extraídos, medidos e cortados perfeitamente a cada dois minutos!!!! Não gostaria de me referir aos problemas do transporte delas e nem da técnica usada para assenta-los em seu devido lugar e nem quantos desses blocos poderiam ser assentados em um dia à medida que a pirâmide ia se elevando até atingir seus cerca de140 metros de altura. Logicamente, não tem que ter sido assim, pode ter sido de qualquer outra maneira. Estamos falando de hipóteses, mas, em se tratando de Gizé, qualquer uma delas soaria um absurdo, dada a magnitude da demanda para sua realização.
 Ainda que admitíssemos como validos a loucura desses números, não há na Historia do Egito Antigo sinais deixados por esse planejamento. Não foi encontrado nenhum registro de um plano diretor. Não há menção do planejador dessa empreitada.O predecessor de Quéops, Snofru, esteve ocupado com sua própria pirâmide, a pirâmide em degraus de Saqqara, que os acadêmicos dizem ser o modelo para a ousadia do complexo de Gizé. Uma pequena olhada na pirâmide de Saqqara nos mostra a impossibilidade dela ser o modelo para tal. É como se disséssemos que o passo seguinte à invenção da bicicleta foi um carro de formula 1!!!!

A construção da pirâmide por Quéops se apóia principalmente em dois unicos pontos: o historiador grego Heródoto, o qual é conhecido por sua imprecisão nos dados, e a descoberta de alguns “tijolos” com o nome “Chufu”(Quéops) pelo ingles Howard Vyse em 1837. Erick Von Daniken relata em seu livro “Os Olhos da Esfinge” que Zecharia Sitchin desvendou o embuste que cerca a pretensa descoberta. Vyse queria se tornar famoso e o fez “descobrindo” um dado concreto, que faltava até então, apontando o construtor da Grande Pirâmide.
 A objeção maior a descoberta partiu de gente especializada como o egiptólogo Samuel Birch que constatou que a inscrição encontrada usava sinais inexistentes na escrita da época de Quéops, o que também foi notado por Richard LepsiusZecharia Sitchin vai mais longe dizendo que Vyse teria copiado o nome Chufu da mesma forma errada com que ele foi grafado num manual de egiptologia publicado em 1828, material conhecido por Vyse. Dessa forma, não só o nome estava escrito em caracteres desconhecidos de Quéops, como grafado de uma forma que os egiptólogos reconhecidamente admitiram como errada alguns anos mais tarde.
 Por que estamos escrevendo tudo isso? Calma, sem duvida que queremos chegar a algum lugar. O ponto é: se as pirâmides surgiram do modo como os “normais” dizem que surgiram, é o exemplo único de uma arquitetura que atingiu seu ápice técnico sem uma evolução, muito pelo contrario, pois as pirâmides depois dela não são aperfeiçoamentos mas simplórias tentativas de imitação.
 Obviamente, as relações matemáticas encontradas na pirâmide e a obrigatoriedade de conhecimentos técnicos e astronômicos para as medidas ali achadas levam a mesma conclusão que chegamos no caso dos sumerios: são culturas por demais diferentes de outros povos autóctones de suas epocas, que mostram um nível de evolução de pensamento e ciência alem do que se possa imaginar natural. Observa-se também notável semelhança no modo como encaram suas relações com os seus deuses, dos quais dizem ter recebido toda sua ciência e arte.
 Da sua geometria e astronomia, teciam seu panteão que governava seu modo de viver e sua relação com o mundo e seus ciclos e estações, colheita e sega. Seus rituais e mitologia mostram sua ingenuidade quando comparada com a profundidade de sua matemática, pois visavam apenas a manutenção do ciclo mágico da fertilidade que os deuses nos presentearam, permitindo a terra produzir vida. É obvio que, apesar do conhecimento adquirido, eram homens de um entendimento espiritual tacanho. Como conciliar esse paradoxo? A infantilidade espiritual com a complexidade de uma ciência exata? Ao que parece, ambos foram ensinados sobre algo não muito pratico para eles, como já dissemos, mas que era extremamente importante por algum motivo, visto que a cultura dos dois povos girava em torno dessas coisas.
 A resposta não pode estar em outro lugar senão na religião desses dois povos formadores da maior parte da cultura que chegou a nós, pois como vimos, os gregos, tidos como precursores do pensamento ocidental, derivaram boa parte dos seus pensamentos dos egípcios e caldeus.
 Zecharia Sitchin rastreou as evidencias de que o panteão grego, e portanto romano, que possui fartas semelhanças com o egípcio, derivaram do panteão indo-ariano, oqual ramificou-se para varias partes do mundo antigo a partir do norte do Irã ou da área do Cáucaso. Um desses grupos chegaria ao vale do Indo e seriam conhecidos como os arianos, os homens nobres, que trouxeram consigo os Vedas. Outros fixar-se-iam na Anatólia, se tornando os recém-redescobertos hititas. Decifradas a escrita e os monumentos hititas foi fácil ligar sua cosmogonia e seu panteão ao culto astrológico desses povos que parecem tão distintos entre si, mas que tem na verdade, um único denominador, um centro do qual toda essa cultura irradiou: os sumerios.
 Embora Zecharia Sitchin tenha sido profundamente afetado pela síndrome “erickvondakiana” e queira ver cosmonautas em todo lugar, algumas implicações são inevitáveis. Primeiro, os sumerios detinham uma ciência incongruente com a época em que viviam. Segundo: dá-se com eles o mesmo caso das pirâmides de Gizé, ou seja, suas tecnicas e seu saber não foram aprimorados depois pelos seus sucessores, sendo somente absorvido pelos povos sucessivamente até chegar aos gregos e, então, até nós. Que caso estranho para aqueles que propõem uma evolução das sociedades humanas através dos seculos, não? Aqui é o caso de que quanto mais antigo, melhor.
 A sociedade humana, depois dos sumerios, basicamente, não apresentou nenhuma inovação tecnológica, matemática, astrologica ou arquitetônica, nenhuma expressão artística ou cultural diferente daquelas que já existiam na aurora da civilização humana até o raiar da idade moderna e a emancipação do pensamento humano do lastro romano que o prendeu até o fim da Idade das Trevas. Aliás, o ser humano regrediu em muitas áreas do saber. Dos sumerios até o século XIX, o homem andou de cavalo, até que as portas o saber foram escancaradas e fomos inundados pela ciência. Mas, embora sua vida cotidiana fosse comum, o saber dos sumerios acerca da natureza dos cosmos e das leis que regem os ciclos do planeta, só foi suplantado em nossos dias.
 Tudo aponta para as lendas e tradições desse povo que diz que seus deuses desceram dos céus e os ensinaram todas as artes. Ah, as lendas dos povos e seus deuses...”Povos de realizações tão extraordinarias, mas tão bobinhos em suas crenças”, é o que dizem os acadêmicos, mas será mesmo? Sistematicamente, arqueologos que acreditam que as lendas e relatos em escritos antigos possam encobrir fatos tem sido agraciados com as mais incríveis descobertas. Que o diga o descobrir de Tróia, Schilieman.
 Lemos na pág. 173 do livro “O Despertar dos Mágicos” de Louis Pauwells, um dos precursores do “realismo fantástico”:
 Seremos censurados por fazer perguntas? O Popul-Vuh, livro sagrado dos quíchuas da América, falam de uma civilização infinitamente remota que conhecia as nebulosas e todo o sistema solar. “Os da primeira raça”, segundo se lê, “eram capazes de tudo saber. Examinavam os quatro cantos do horizonte, os quatro pontos da abóbada celeste e a superfície redonda da Terra”.
 “Algumas dessas crenças e dessa lendas que a Antiguidade nos legou, estão tão universal e tão profundamente enraizadas que adquirimos o habito de as considerar quase tão velhas quanto a humanidade. Ora, somos levados a investigar até que ponto a conformidade de varias dessas crenças e lendas é realmente produto do acaso, ou até que ponto poderia ser o reflexo da existência de uma antiga civilização, totalmente desconhecida e insuspeita, da qual todos os vestígios teriam desaparecido”.
 O homem que, em 1910, escrevia essas linhas não era um escritor de ficção, nem um ocultista. Era um dos pioneiros da ciência,  professor Frederic Soddy, premio Nobel e descobridor dos isótopos e das leis de transformação em radioatividade natural.”
 Continuamos com Pauwells na pág. 174:
 No Mausola Purva pode ler-se esta singular descrição, incompreensível para os etnólogos do séc. XIX, como é evidente, mas não para nós: 
“É uma arma desconhecida, uma raio de ferro, um gigantesco mensageiro da morte, que reduziu a cinzas todos os membros da raça dos vrishnis e dos andacas. Os cabelos e as unhas caiam, as louças de barro quebravam sem causa aparente, os pássaros tornavam-se brancos. Ao fim de algumas horas, toda alimentação era malsã. O raio ficou reduzido a uma poeira fina.”
 E isto:
“Cucra, voando a bordo de um vimana de grande potencia, lançou sobre a tríplice cidade um projétil único carrregado com a potencia do universo. Uma fumaça incandescente semelhante a dez mil sóis se elevou em seu esplendor...Quando o vímana pousou parecia um magnífico bloco de antimônio...”

 Os vímanas, os carros celestes dos deuses, estão abundantemente presentes nos antigos escritos hindus, o Ramayana, o Mahabarata e o Drona Parva. Basicamente, trazem o conhecimento da existência de uma civilização de homens-deuses, descendentes de deuses maiores descidos dos céus para ensinar o homem recém formado, e de como essa civilização decaiu a ponto de se exterminar mutuamente em guerras étnicas e genocidas, até que não restou outra alternativa senão a destruição da humanidade por meio de uma inundação.
 Excetuando detalhes mínimos, os paralelos com os relatos sumerios são flagrantes demais.É a mesma historia com outros nomes e o mesmo desfecho: o dilúvio. A menos que os tradicionalistas digam que os povos antigos eram chegados em contos de ficção cientifica, pois parece que era uma moda em vários lugares, devemos crer que eram menos mentirosos do que somos atualmente, pois todos concordam numa única coisa.
 Obviamente, falando em dilúvio ,a primeira coisa que nos vem a mente é a historia bíblica de Noé. Os paralelos com a Bíblia não param por aí, ao contrario. Ela tem sido muito útil para gente como Zecharia Sitchin.
 Para ele, é significativo o que a Bíblia cita em Gênesis 6, em paralelo, aos textos das mais antigas civilizações, sobre como o gênero humano se degradou em maldade e violência mesmo tendo se misturado à semente dos chamados “deuses”.
 Genesis6:
1 Como se foram multiplicando os homens na terra, e lhes nasceram filhas,
2  vendo os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas, tomaram para si mulheres, as que, entre todas, mais lhes agradaram.
3 Então, disse o SENHOR: O meu Espírito não agirá para sempre no homem, pois este é carnal; e os seus dias serão cento e vinte anos.
4 Ora, naquele tempo havia gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus possuíram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos; estes foram valentes, varões de renome, na antiguidade.  

A palavra traduzida por gigantes é “Nephilim”, que significa na verdade “Aqueles que caíram” ou “Que foram lançados por terra” O paralelo sumerio para isto também existe: os Annunaki, ou “os cinqüenta que foram do céu à terra”, conhecidos também como os “cinqüenta grandes príncipes”, ou supervisores dos trabalhos da raça humana. “Filhos de DEUS” é na verdade, “bem-elohyn”, e elohyn é o plural de deus, ou seja, “deuses”. Isso parece descrever uma humanidade diferente da humanidade comum. Essa mistura teria gerado um povo poderoso demais e violento demais, que, com as armas as descritas nos antigos relatos, poderia tornar a Terra inabitável por muitos anos. Seriam os Titãs descritos nos mitos gregos, uma raça que facilmente se rebelava contra seus criadores.

Sitchin continua seguindo a Bíblia para declarar que ela está em conformidade com o registro antropológico e os relatos sumerio-acadianos no referente a ordem de reconstrução das cidades após o dilúvio. Antropologicamente, é aceito que os primeiros indícios de uma humanidade agricola como a conhecemos ficou um bom tempo restrita à região montanhosa a leste da Mesopotâmia antes de migrar para as regiões de planície, o que concorda com o relato sumerio e o texto bíblico. “O nome da terra montanhosa a Oriente da Sumeria. E.Lam, significa “terra onde a vegeação germinou”, diz Sitchin.

Gênesis 11, 1 : Ora, em toda a terra havia apenas uma linguagem e uma só maneira de falar.
2  Sucedeu que, partindo eles do Oriente, deram com uma planície na terra de Sinar; e habitaram ali.
 Sinar quer dizer “Terra entre dois rios”. Dali, os povos foram divididos em linguas diferentes no incidente da Torre de Babel, fato também contado na “mitologia” sumeria. A origem comum das línguas parece um fato mas a origem da sua divisão e multiplicação continua um mistério. “O prof.Cyrus Gordon, abriu um novo campo mostrando como um antigo escrito minoico, chamado Linear A, representava uma linguagem semita. Sitchin tambem cita que o rev. Charles Foster demonstrou já em 1852 que todas as línguas antigas então decifradas, incluindo a remota língua chinesa e outras línguas do longínquo Oriente, tinham sua origem numa mesma e única fonte primeva – que logo em seguida se descobre ser a sumeria ou algo muito próximo a ela".
 Após o desbaratamento dos povos pela Terra, coube a Ninrod (“Rebelião” ou “Rebelde”), descrito como poderoso caçador, segundo a Bíblia, voltar a erigir as cidades antigas. As tabuas sumerias estão danificadas no ponto onde estaria o nome do primeiro rei humano depois do dilúvio, mas o nome das cidades fundadas por Ninrod não parece deixar duvidas de que ele foi aquele que usurpou o direito de ser “Rei dos homens”, liderando-os numa empreitada maliciosa, por isso seu nome em hebraico ficou como “Rebelde”. Babel é ‘confusão’ em hebraico, porque ali foram confundidas as línguas, mas na língua babilônica, derivada da sumerio-acadia, significa “Portal dos deuses”. Ninrod não queria simplesmente construir uma torre mas um lugar em que pudesse estabelecer comunicação com seus deuses e ficar ainda mais poderoso sobre a Terra, quem sabe ter acesso aos mesmos poderes que os homens de renome da antiguidade possuíam?
 Ainda depois da dispersão, foram fundadas as cidades de Ereque, a Uruk mesopotamica, e Akkad, a Acádia, na região da Babilônia e depois, mais ao norte, Ashur, Ninive e Kallah. A arqueologia corroborou o relato bíblico trazendo a  tona as ruínas dessas cidades-estado, com exceção de Resém, que coexistiram e lutaram entre si por milênios por sua herança em comum. Os estudiosos registram que seus governantes usavam títulos equivalentes (rei justo e integro, homem sensato, etc...) e se diziam descendentes e herdeiros da mesma tradição, da mesma origem.
 O que queremos dizer com tudo isso? Que de uma forma ou outra somos herdeiros desse legado. Quando olhamos para a Bíblia, pensamos que a origem de seu pensamento está em Moises, no formador do estado de Israel e daquilo que sabemos ser o judaísmo, quando deveríamos olhar algumas gerações atrás, para a Ur dos caldeus e para o verdadeiro formador da semente que hoje está espalhada pelo mundo: Abraão.
 Em Ur, um dos berços da civlização sumeria, foram encontradas as barras de argila com o código de leis de Ur-Nammu, mais de um milênio antes de Hamurabi, 2350 a.C. Essas leis, ditadas pelo deus Nannar fazer com que houvesse igualdade de justiça para todos os cidadãos Urnammu decretou “pesos e medidas honestos e constantes”, mesma terminologia usada milênios mais tarde na Lei de Moises.

 ABRAÃO, O DESERTOR


Abraão, um caldeu, criado na tradição e conhecimento daquele povo, a mandado do DEUS Criador dos céus e da Terra, deixa a civilização para errar pelos ermos da jovem Terra de então.

“Sai da tua terra, Abrão”, disse DEUS. “Deixa esse lugar e seu povo, suas tradições e idolatria, sua confusão e suas lutas, porque EU SOU SANTO, ou seja, SEPARADO, e você deve ser como eu sou. Não quero mais você misturado a eles, mas de ti farei uma nova semente.”

Nosso mundo é constituído basicamente da descrição dada pelos vencedores. Aos perdedores é reservado o opróbrio e o ocaso. Sua versão dos eventos não conta para nada. A descrição predominante do mundo de hoje é basicamente naturalista e secular. Se houve algo espetacular algum dia, como  as pirâmides ou as linhas de Nazca, não precisamos espiritualizar a questão, basta apontar para as estrelas e dizer que foram seres mais evoluídos, embora isso só transfira o problema da origem da vida para mais adiante. Os sumerios eram essencialmente bastante racionais e mesmo naturalistas, pois não cultuavam deuses espirituais mas deuses bem reais em seus relatos, que se faziam presentes de tempos em tempos e eram recebidos com honras de chefes de estado. Não se pode acusa-los de falta de objetividade ou ambigüidade em seus textos, eles eram bem diretos. Essa praticidade é uma característica herdada pela maior parte da humanidade de hoje, que tende para as coisas mais mundanas. Embora seja predominante e essa humanidade imponha muitas vezes sua descrição de mundo, esse não é o único tipo de humanidade. Há um outro tipo. O tipo representado pela figura do pai de muitas nações, aquele que foi chamado de “pai da fé”Abraão.
 Quero dizer isso especificamente do ramo cristão legitimo, o qual para mim, é o único a manter o mistério da chamada misteriosa que levou esse homem sábio e justo a renegar sua civilização, quem sabe a mais radiante de seu tempo, para se tornar um peregrino e um forasteiro em terras selvagens, e explico o porquê.
 Judeus e muçulmanos lutam pela posse de uma terra que seria a herança aos descendentes de Abraão, como um  herdeiro que deseja exterminar o outro pretendente para ganhar tudo sozinho. Mas será que a promessa dada ao patriarca hebreu incluía somente a posse de uma faixa de terra? 
Tanto judeus quanto muçulmanos se proclamam descendentes de Abraão e de fato o são pela linha genealógica, mas o apostolo Paulo diz que DEUS, através de Cristo, derrubou as barreiras que dividiam os povos para alcançar a todos e fazer um só povo pela promessa dada a Abraão:
 Gálatas 3:
 9  De modo que os da fé são abençoados com o crente Abraão;
28  De sorte que, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.
29  E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa.
 Gênesis 15, 5“Então, conduziu-o até fora e disse: Olha para os céus e conta as estrelas, se é que o podes. E lhe disse: Será assim a tua posteridade”
 Somos chamados a ser como o crente Abraão e desertar de uma pátria que parece confortável e segura mas que na verdade escraviza. Como ele, para sermos incluídos na promessa, temos que desistir de lutar nossas guerras pessoais, as nossas opiniões. Ur era idolatra. Abraão não foi chamado para converter aquela cidade, embora talvez, tivesse tentado abrir alguns olhos ali. O primeiro chamado de Abraão foi o chamado para sair dali, para desertar, para desistir daquele povo, daquele modelo. Tampouco, DEUS disse a Abraão que ele conquistaria a terra prometida. DEUS apenas disse para ele viver pela esperança da promessa.
 Hebreus 11:
 8  Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar que devia receber por herança; e partiu sem saber aonde ia.
9  Pela fé, peregrinou na terra da promessa como em terra alheia, habitando em tendas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa;
10  porque aguardava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador.
16... Por isso, Deus não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade.

Apocalipse 21: 
2  Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo.
3  Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles.
 A bendita esperança de Abraão não se restringe a uma faixa de terra maltratada, mas uma pátria na qual não entra a maldade. Somos chamados a sermos peregrinos como ele foi e esperamos algo melhor em DEUS como ele esperou e essa esperança está unicamente em Cristo JESUS.

Nephilim, deuses e demônios da antiguidade

 Abraão saiu da sua terra, abandonando seus deuses e sua religião naturalista e astrológica que também ganharia o mundo. Há basicamente duas visões da criação do mundo e da vida humana nos dias de hoje para se opor a seleção natural do deus-acaso dos darwinistas: 
 - A visão naturalista e cosmológica de deuses, essencialmente iguais a nós, mas mais evoluídos, que vieram e plantaram a vida por aqui e são responsáveis pelo grande inicio da era humana, como vimos, que de outra forma fica sem explicação (até mesmo a mente brilhante de Stephen Hawking acredita em algo parecido, comumente chamado de panspermia); essa visão tende a exaltar o homem como um deus em formação; Quem teriam sido esses deuses, os Nephilim, os deuses dos antigos panteões?  Ao ler todos os relatos bíblicos e as hipóteses de gente que pesquisou a fundo os textos antigos como o próprio Sitchin, chegamos a uma encruzilhada. Embora haja muitos pontos em comum entre a descrição bíblica e os relatos sumerio/babilônicos, apenas uma dessas versões deve estar correta. Sitchin observa que na Babilônia houve um esforço incomum para suprimir dos textos religiosos os nomes de deuses mais antigos, como Anu e Enlil, antes protagonistas, pelo nome de um jovem deus chamado Marduk, que se tornou o supremo benfeitor da humanidade. Quantas vezes isso pode ter acontecido? Porque o deus de Abraão, mesmo este sendo um caldeu, é tão diferente dos outros deuses? Não era ele conhecido naquelas terras?  Porque Abraão crê no DEUS Único dos hebreus, o criador dos céus e da terra, em detrimento dos outros deuses? A mim, parece que houve uma conspiração para limar o nome do DEUS de Abraão da historia da formação da civilização mesopotamica, conspiração esta orquestrada por aqueles que outorgaram  a si o direito de serem chamados de deusespelos homens; Esses seres, os Nephilim, decaíram de suas antigas formas por terem desobedecido suas ordens e abandonado seus postos, como está descrito em Judas verso 6 (  e a anjos, os que não guardaram o seu estado original, mas abandonaram o seu próprio domicílio, ele tem guardado sob trevas, em algemas eternas, para o juízo do grande Dia”)e adquirindo corpos preparados para tal, decaíram em toda espécie de luxuria e imundícia pecaminosa, fazendo a humanidade desviar e praticar o caminho do connhecimento de praticas divinitorias através dos astros e cometer todo tipo de idolatria; 
Atraves de rituais e, quem sabe, manipulação genética, puderam criar uma raça de gigantes sobre a terra, uma raça instável e violenta demais, contaminando quase que irremediavelmente a matriz humana; Após o dilúvio, só voltamos a ver referencias de gigantes novamente entre os cananeus, um povo que praticava o culto astrológico e rituais terríveis de sacrifícios de crianças em honra do panteão zodiacal(não parece ter sido à toa a ordem dada por DEUS para suprimir esse povo, a única do tipo em todo Antigo Testamento, que, em geral tinha leis bem tolerantes na guerra com outros povos; confira Deut.20, 10 a 18); II Samuel 21 registra varias guerras de Davi contra os filisteus nas quais eles enfrentaram outros gigantes alem de Golias, inclusive um que sofria de uma deformação genética tendo seis dedos em cada mão e pé;
 Será que os filisteus estavam envolvidos em em rituais que visavam misturar sua semente a dos seus “deuses”? Essa cosmovisão tende a exaltar as cosmogonias pagãs, suas constelações, seus ‘aeons’, os ciclos da natureza e uma assim chamada ‘Luz Interior’, como forma do homem encontrar a verdadeira chama de Prometeu dentro de si, algo que entre os círculos teosóficos e maçônicos é chamado de “luz de Lúcifer”, nesse contexto, não o acusador da humanidade, mas seu maior benfeitor, aquele que sempre quis levar a raça humana adiante; o DEUS hebreu seria o verdadeiro vilão da historia, assim como acreditavam os gnosticos, precursores do teosofismo e do neopaganismo; 
Curioso notar que, Hitler e sua corja, durante seu curto reinado, eram obcecados em obter, quem sabe por quais experiências ou rituais hediondos, o aperfeiçoamento da raça ariana, dizendo que nela se encontrava o DNA do super-homem, mito importado pela Teosofia de crenças orientais, tibetanas e hinduístas; Hitler levou ao pé da letra a teoria da seleção natural misturando-a com sua cosmogonia pagã, tentando suprimir raças que para ele não eram completamente humanas e que deveriam deixar de existir para que o verdadeiro homem, o super-homem ariano, surgisse de uma raça de senhores absolutos da Terra; Alguém pode duvidar do porquê dos nazistas terem escolhido como símbolo a suástica hinduísta, um símbolo dos senhores arianos que governavam a Terra antes do dilúvio, em franca oposição aos símbolos judaico-cristãos? Evocaram-se forças antigas aqui;
 2º- A visão judaico-cristã, oriunda do tronco abrâmico, única crença realmente monoteísta da antiguidade, propõe que o homem decaiu do seu estado original e deve se achegar ao DEUS Único e Eterno por meio da obediência e arrependimento de um modo de vida egoísta e mundano; o objetivo principal na chamada de Abraão seria o de constituir uma semente piedosa sobre a Terra, uma descendência que gerasse um povo sábio em palavras e obras e que pudesse ser receptáculo e testemunha do maior advento de todos os tempos: a vinda em carne do VERBO divinoo agente da Criação, o principio e fim de todas as coisas; A conquista de Canaã pelas Doze Tribos e o mandamento de supressão total da raça Cananéia tem ares de eugenia e “limpeza étnica” nos dias de hoje, mas visto tratar-se de uma ordem excepcional em todo Velho Testamento, que prescrevia até mesmo leis piedosas para se tratar com hospitalidade o estrangeiro em Israel, devemos analisar os fatos sob outro prisma; O plano de DEUS foi revelado a Abraão em Gênesis 15: 
13  então, lhe foi dito: Sabe, com certeza, que a tua posteridade será peregrina em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos.
14  Mas também eu julgarei a gente a que têm de sujeitar-se; e depois sairão com grandes riquezas.
15  E tu irás para os teus pais em paz; serás sepultado em ditosa velhice.
 16  Na quarta geração, tornarão para aqui; porque não se encheu ainda a medida da iniqüidade dos amorreus.
 Levou quatrocentos e trinta anos para que sobreviesse julgamento das obras más dos cananeus; Isto demonstra uma longanimidade excelente para com o transgressor e uma capacidade de julgamento muito alem da compreensão dos fatos pelo homem; Visto que a Bíblia declara que DEUS perdoou a perversa cidade de Ninive, capital do perverso imperio assírio pagão, pela pregação do profeta Jonas, de outra forma destinada a destruição total, vemos que a a iniqüidade dos cananeus era realmente de um tipo potencialmente mau; Antes, porem, do povo hebreu sair do Egito, o DEUS hebreu usou Moises e seu povo para julgar os deuses e a religião idolatra egípcia, que fazia da dinastia faraônica falsas divindades a serem adoradas na Terra:
 “Gênesis 12,12 - Executarei juízo sobre todos os deuses do Egito. Eu sou o SENHOR”.
 Por tudo que pudemos analisar vemos que o DEUS hebreu quis se revelar como uma divindade separada (significado de “kadosh”, em hebraico, santo) de todas as outras que existiam e alheio às suas praticas de ciências naturais e mágicas, que levava o homem a perscrutar seu destino nos astros; São varias as determinações no livro de Levitico, capítulos 17 a 20, sobre costumes dos povos cananitas que não deveriam voltar a ser praticados novamente pra que a terra não fosse contaminada com maldição; Entre eles estava a pratica de feitiçaria, incesto, zoofilia, sacrifícios humanos, etc...Como sabemos, o povo hebreu falhou em cumprir a determinação dada a eles e veio a se contaminar inumeras vezes com os costumes dos chamados filisteus, sendo por fim deportados para a Babilônia, permanecendo cativos durante setenta anos; Sua repatriação só foi possível porque a plenitude do plano do DEUS de Abraão ainda não havia acontecido: a vinda do Messias, o Ungido; Daniel recebeu essa revelação na Babilônia, mas a promessa de restauração e da vinda do Cristo não trazia muitas esperanças e consolo ao profeta e ao povo judeu:
 Daniel 9:
25  Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos.
26  Depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido e já não estará; e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será como num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas.
 O povo da promessa original tem sido tratado duramente, mais do qualquer outro povo, porque a Palavra de DEUS diz que seus dons são irrevogáveis e que Ele castiga aquele a quem quer bem; Se ele não extinguiu a raça judia até hoje, é porque ainda há espaço para o arrependimento, assim como também há lugar no coração Dele para os filhos de Ismael, o filho da escrava, hoje mais conhecidos como muçulmanos;
 Pela dureza de seu coração os judeus tem sido colocados como um provérbio entre os povos e jogados de um canto a outro e hoje tem que lutar com um ramo colateral da família pela herança; Tem que ser assim para os dois povos, digladiar-se pela terra até o fim? Desde que JESUS veio não tem que ser assim, pois a Palavra diz que um de seus títulos é Príncipe da Paz; Bastaria que cada vez mais judeus e islâmicos tivesse um encontro real com o Príncipe da Paz para que suas ambições fossem mudadas de uma faixa de terra árida na Palestina para uma pátria celeste que só será trazida a realidade nesse mundo quando Cristo vier segunda vez como SENHOR para exterminar toda oposição e suprimir de vez a obra dos Ninrods atuais, que ainda atuam sob a influencia nefasta dos Nephilim, seres imortais, hoje incorpóreos mas ainda poderosos e seu desejo de arrastar a humanidade em sua rebelião;
 Muitos podem julgar isso como puro delírio ou ficção barata, mas não é mais fantástico que dizer que tudo isto surgiu do acaso; Da minha parte, vejo uma luta incessante para ganhar a alma humana em todas as áreas; Quem tem na realidade o controle? Quem possui a “Barra dos Destinos” na realidade? A visão que diz que viemos das estrelas e que somos deuses em formação e que devemos aprender o caminho do Bem e também do Mal? Ou a visão do peregrino Abraão que se fiou unicamente na promessa de novos céus e nova terra de um DEUS que se proclamou Único em Santidade e Justiça e capaz d trazer isso a realidade somente porque é Fiel?
 Uma ultima exposição dos opostos: o simbolismo do doze na Bíblia parece ter sido colocado ali propositalmente para contrapor o sagrado doze dos panteões astrológicos dos povos antigos, pois na Bíblia, doze nunca foi numero de estrelas ou planetas, para que o homem não viesse a confiar nos astros, mas o numero sempre é relacionado ao homem na Terra como agente de mudança e de justiça divina; Assim foi com as doze tribos, assim foi com os apóstolos; DEUS parece dizer, “não são os astros ou seus deuses que podem mudar algo aí a na Terra, mas quem escolhe andar do meu lado”;
 A cidade sagrada que descerá dos céus, símbolo do governo eterno do DEUS Emanuel, tem como fundamento o testemunho pessoal que homens deram Dele:
 Apocalipse 21,14  “A muralha da cidade tinha doze fundamentos, e estavam sobre estes os doze nomes dos doze apóstolos do Cordeiro”
 Há no Novo Comentário da Bíblia, uma nota perturbadora quanto a cidade celestial de Apocalipse 21, feita pelo p.h.d do Colégio Teológico Spurgeon da Inglaterra, C.R. Beasley Murray:
 “As doze pedras de fundamento do muro, a despeito de certas dessemelhanças em nossas traduções, parecem ser idênticas com as do peitoral do Sumo Sacerdote (#Êx 28.17-20). Com respeito a estas, tem sido estabelecido através de evidência tirada de Filo, Josefo, e monumentos egípcios e árabes, que cada uma destas jóias representa um dos doze sinais do Zodíaco. Um exame da ordem das pedras preciosas do nosso texto dá o resultado assombroso que elas retratam o progresso do sol através dos doze sinais, mas em ordem contrária (nota Trincheira espiritual: Seria uma descrição de que o fim do Grande Ano de 25000 anos e a marcha da precessão dos equinócios se daria com a vinda do Reino de DEUS? Seria essa a verdadeira Nova Era prometida?). Tal fenômeno não podia ser acidental. Dele Charles deduz que João aqui mostra que a cidade santa de suas visões não tem nada que ver com as correntes especulações pagãs acerca da cidade dos deuses. Esse pensamento acentua-se pela inscrição dos nomes das doze tribos nas portas da cidade e os dos apóstolos nos fundamentos da cidade.”

 Tentei averiguar as referencias a tal “coincidência”, mas até o momento, nada  posso afirmar positivamente, mas se alguém tiver alguma referencia a este fato inusitado, escreva para esta e-mail: alikael2008@gmail.com.

 Nesse caso, a Nova Era não se daria com a vinda de Maytrea e seus avatares mas sim com a união definitiva de CRISTO e seus redimidos aos céus dos ceus, o fim da quarentena espiritual da Terra e do seqüestro da Criação por satanás e pelo pecado, um novo estado de coisas, perpetuo em sua duração e perfeição.

 Para terminar com essa seção sobre as implicações astrológicas da Bíblia em oposição ao paganismo, vamos dar uma olhada em Mateus 28,20 e na palavra traduzida na versão mais usada em português como “século”, em grego “aeon”.

 Segundo o Léxico de Strong, ‘aeon’ designa “um período de tempo, idade, geração”, realmente seria melhor traduzida como Era, ou geração, mas que também pode ser usada, como em Hebreus 1,3 e 11,3, na forma plural para designar a totalidade dos mundos criados, ou seja, o universo como um todo.

 JESUS não está dizendo a seus discípulos que será de alguma forma substituído por outro deus solar no fim da era de Peixes, mas ao contrario, que permanecerá até que a presente Era, ou geração, ou idade dos homens seja substituída pela chegada de Novos Céus e Nova Terra, quando o conhecimento de DEUS inundara o mundo com Sua Gloria.
 Me parece de um simbolismo e uma “coincidência” fantásticos que a imagem da próxima casa equinocial seja a de um homem com um cântaro derramando suas águas abundantemente, pois é isso que a Bíblia profetiza sobre o Milênio, o tempo profetizado por profetas como Isaias (Isaias 11,9 e capitulo35). Nas igrejas evangélicas são cantados inúmeros hinos que pedem a vinda do Espírito Santo como uma abundante chuva e em Habacuque 2,14 lemos: “Pois a terra se encherá do conhecimento da glória do SENHOR, como as águas cobrem o mar”; Isso para mim mostra como JESUS Cristo e seu Pai Celestial são os donos absolutos da Historia e são eles que levarão a termo tudo aquilo que foi escrito como sinal aos homens nos Céus e na Terra, nas estrelas e nos planetas, de que tudo e todos cumprem, mesmo que não o saibam ou não queiram, os desígnios Daquele do qual todos viemos.


continua em: A VIA CONTRARIA DE INFLUENCIA E O VERDADEIRO CERNE DA EXPERIENCIA CRISTÃ – O TESTEMUNHO DE ONTEM E HOJE

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