18 setembro 2010

ZEITGEIST - O ESPIRITO DA MENTIRA REFUTADO FURO A FURO Parte IV

GAUTAMA, O BUDDHA,  E AS (DE)SEMELHANÇAS ENTRE O BUDISMO E CRISTIANISMO – Este post faz parte de Zeitgeist refutado/parte 4 de 4

Na verdade, Sidharta Gautama não foi citado no filme Zeitgeist, o que eu considero um dado relevante, pois se pode dizer muita coisa sem usar uma única palavra e os autores do vídeo podem estar querendo passar a idéia de que o budismo, na forma ensinada por Sidharta, e sua doutrina está acima das outras religiões. De fato, o budismo mais puro e não contaminado por praticas hindus ou tibetanas vem sendo bem aceito até mesmo por agnósticos por que renega a interferência de qualquer divindade no plano natural. O homem está por si só e deve achar a saída pó si mesmo e isto não tem nada a ver com milagre, trata-se de um processo mental.

Da mesma forma que os outros, especialmente Krishna por sua proximidade com a cultura e mitos hinduístas, os paralelismo entre esse “deus’(embora Sidharta nunca tenha reclamado tal coisa)  Cristo são da mesma classe: deprimentes e forçados demais e não vale a pena comenta-los. Entretanto, há um aspecto mais interessante a ser enfocado no que tange o budismo. Já a alguns séculos ele vem sendo introduzido no Ocidente com a idéia constante de que ele guarda tantas semelhanças com o cristianismo que poderia ser considerado seu irmão mais velho, visto que Gautama viveu cerca de 500 anos antes de JESUS. Essa semelhança não seria produto do acaso mas, de alguma forma, fruto de uma assimilação proposital. Os Evangelhos parecem deixar uma lacuna na vida publica de JESUS que se estende dos doze aos trinta, idade com a qual efetivamente se mostrou ao mundo, fato que não passou desapercebido por muitos oportunistas. JESUS, segundo esses, teria peregrinado até lugares como India e Tibete e aprendido ali a filosofia oriental e o budismo. Já em 1906, o escritor inglês G.K. Chesterton rechaçava as pretensas semelhanças entre o budismo e o cristianismo verdadeiro em seu clássico “Ortodoxia” dizendo que não poderia haver duas coisas mais distintas em essência, o que eu concordo se analisarmos o cerne, o tutano, das duas escolas.
Ele dizia que os dois são semelhantes no que todas os credos são semelhantes ou descritos como semelhantes em pontos que obviamente são diferentes. Chesterton olhava alem daquilo que a maioria via como uma semelhança a toda prova: o ensino do amor ao próximo e da abnegação das coisas materiais. Ele olhava para a solução que um e outro davam para um problema com o qual todos os credos basicamente concordam: que a humanidade está imersa em pecado e engano.
 Para começar, tanto o budismo e o hinduismo vêem a criação como sendo a queda e a criação do mundo e do homem principia com o fardo da infinita roda do sansara, um triste começo, no qual o homem foi podado da comunhão plena com o divino, a qual dificilmente será restabelecida senão no decorrer de uma eternidade de nascimento e morte. A criação, nesse caso, não corresponde a um ato de amor do criador, Brahma, mas quase que uma simples necessidade fisiológica.
Desse modo, o único caminho para a felicidade total do homem é libertar-se do sentimento de existir, que traz sofrimento, segundo Gautama, readquirindo o direito de se extinguir completamente ao unir-se de novo à essência do universo, onde não há pessoalidade. Em outras palavras, o budista anseia atingir o Tudo a fim de se tornar Nada. O nirvana budista é o sonho niilista do suicida.
 Obviamente, essa era a visão original do fundador do budismo, um legitimo reformador da religião hindu, que não via muito sentido nas superstições de seu povo envolvendo miríades de deuses que nada podiam fazer por seus adoradores, o que o levou a pensar num modelo que levasse as pessoas a desconsidera-los e serem seus próprios agentes salvificos.
 Em contrapartida, o pensamento judaico-cristão vê o ato da criação como um ato de profundo amor do Criador. Chesterton o definia como um gesto estranho de generosidade que fez o Criador exultar com uma divisão de si mesmo que encheu o universo de almas vivas, como Ele mesmo é, quase como num orgasmo criativo. O que realmente separou o homem de DEUS não foi a Criação, mas o ato descrito como pecado (erro, falha) onde, já disse alguém, o mal se tornou abundante no homem e o Bem, algo especial e raro. 
Apesar do pecado, contudo, esse DEUS não abandonou sua criação, mas proveu leis e legisladores a todos os povos para que pudessem ascender dos pântanos da animalidade a que estavam condenados e preparando-os para que, no tempo determinado por Ele mesmo, enviasse Seu Filho para mostrar-lhes plenamente como Ele É e qual seu plano para que todos os povos possam chegar a uma plenitude do seu conhecimento.
 No pensamento judaico-cristão, DEUS não apenas fez algo no passado, mas continua gerenciando de modo pro-ativo todas as coisas, encaminhando a direção da Historia (“Meu Pai trabalha até hoje e eu também” João 5,17), o que não significa se intrometer em todos os assuntos humanos (argumento muito usado por aqueles que julgam que se há um DEUS, especialmente o judaico-cristão, porque há o mal?), pois como JESUS mesmo disse em  João 10.34 citando o Salmo 82, fomos criados como deuses, querendo referir-se ao peso das nossas decisões e atitudes, mas deuses com o juízo e direito de governo prejudicados e que não conseguem discernir muito bem quais suas prioridades( uma boa olhada no mundo que ajudamos a construir com nossas mãos verá que isso é realidade). Nesse mesmo Salmo vemos que a palavra ‘deuses’, usada para descrever aqueles que exerciam o direito e o juízo na época é colocada em contraposição a outra, usada para descrever pessoas que sofriam injustiças por causa da corrupção e opressão daqueles que deveriam julgar retamente e esses, sim, são chamados de ‘filhos do Altissimo’. Longe da proposição de um sistema de castas sociais, o DEUS judaico-cristão sempre se colocou do lado do pobre e necessitado e com JESUS fez questão de dizer que o Reino, preparado para seus filhos, será deles, que nunca receberam o direito nesse sistema de coisas. A questão proposta é: Quem desejamos na realidade ser? Deuses assentados em seus próprios tronos do ego ou filhos que procuram conhecer onde está a vontade do Criador?
 Penso que aqui chegamos a encruzilhada onde o pensamento budista e o cristianismo irremediavelmente se separam. Até então podemos ver uma certa confluência de pensamento pois as duas escolas pregam como ponto de partida o conhecimento do mal que acomete o ser humano (o desejo de ser um deus de si mesmo) e o leva a ser um personagem irreal, alheio a sua verdadeira natureza, e o abandono do eu como forma de se encontrar verdadeiramente.
 Por Sidharta ter falado isso cerca de 500 anos antes de JESUS, parece que ele detem a primazia desse ensino. Que ele tenha chegado a essa conclusão por si só é realmente um grande feito, fruto de uma boa dose de meditação e observação da natureza humana, mas não deixa de ser uma conclusão natural feita por uma pessoa que sinceramente buscou a verdade. 
Todo sistema filosófico ou credo, ou religião, qualquer que seja o nome que se venha a dar, se quiser ter um traço que seja da verdade, deveria partir desse ponto: conhecimento de que estamos todos cheios de engano e o conseqüente abandono do velho estilo de vida para uma novidade de vida. Mas ninguém poderia imaginar que um começo tão sinonímico pudesse terminar em praias tão opostas, porque a contemplação budista leva ao distanciamento não só das paixões interiores mas, a medida que nos aproximamos da divindade cósmica transcendente e imanente, também nos distanciamos de qualquer coisa próxima àquilo que Cristo disse aos seus discípulos: “Não vim trazer paz mas a espada!” e “Eis que vos envio como cordeiros em meio a lobos!” e também “Sereis odiados de todos por causa do meu nome”.
Uma divindade imanente, perfeitamente búdica,  não envia ninguém, pois não há necessidade. Está tudo perfeito como sempre esteve, não é preciso correr como um doido por aí como JESUS e seus discípulos falando que o Reino de DEUS está próximo e que há possibilidade de que muitos venham a se perder do verdadeiro caminho e serem condenadas a passar uma eternidade sem DEUS (para ser bem honesto, Ele disse que a maioria iria por esse caminho), pois todos terão infinitas oportunidades, não é mesmo? Uma divindade perfeitamente búdica nunca ensinaria algo grotesco como “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e eu o ressuscitarei no ultimo dia”! Ou então “O Filho do Homem veio para servir e dar sua vida em resgate de muitos”! Resgatar vidas se deixando matar numa cruz? Para quê isso afinal? Bastava deixar bons ensinamentos, não? Na verdade, na verdade, isso não se parece em nada com ensinos budistas, não? 
JESUS partiu do mesmo ponto de Sidharta para chegar em lugar bastante diferente: estamos todos sim imersos em nossas naturezas pecaminosas a ponto de precisarmos renunciar ao nosso falso eu, o nosso ego caído, a fim de nos encontrarmos verdadeiramente, e é aí que se encontra a encruzilhada entre os dois caminhos: um leva você a se esvaziar de si mesmo para expandir o verdadeiro eu, onde todos nós somos Budha, Cristo ou o próprio DEUS, mas como o sistema budista não prevê uma divindade com atributos pessoais, os quais, lembre-se, são a fonte de todo sofrimento, é desejável que esse contato com essa “energia” leve à perda da pessoalidade e de toda individualidade para ser um como o universo e em equilíbrio com a natureza.
 O que o cristianismo propõe difere e contrasta muito com essa filosofia, pois ele propõe que sejamos esvaziados de nós mesmo para sermos cheios de UMA PESSOA! Os discursos e praticas de JESUS produziram nas vidas de seus discípulos algo bem diferente da vida contemplativa dos monges seguidores de Gautama. 
Neles foram reproduzidos toda fúria e paixão de seu mestre por um mundo que não se deixa amar facilmente de modo que neles se reproduziu a mesma dor e ferimentos de mártir do precursor. Todo romance carregado com ingredientes como paixão furiosa capaz de qualquer coisa para arrebatar o coração do amado/a acaba em sangue. Essas sempre foram as cores do cristianismo verdadeiro, vermelho tinto, intenso e cruento, ao invés da alva brancura neutra dos montes gelados tibetanos. 
Não poderia ser de outra forma porque JESUS sempre se pronunciou em termos absolutos. Não havia espaço para desconsidera-lo. As pessoas ou o amavam ou o odiavam porque ao considerar as implicações de seu discurso achavam mais plausível de que se tratasse de um doido como tantos que surgiam de tempos em tempos na Palestina. Isso é assim ainda hoje. Muitas pessoas gostam de ler o Sermão do Monte e sua moral selvagem, as parábolas e suas lições vividas mas quando chegam a certos pronunciamentos como os sete EU SOU do evangelho de João (Eu Sou o pão da vida, Eu Sou a luz do mundo, Eu Sou a porta das ovelhas; Eu Sou o Bom pastor; Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida; Eu Sou a Ressurreição e a Vida; Eu Sou a Videira Verdadeira) torcem o nariz e tendem a achar que isto soa como uma brincadeira de mau gosto.
 Para qualquer leitor mais atento, as implicações dos discursos de JESUS são obvias. Ele não referiu-se a si mesmo como um profeta, um sábio, um ensinador como o povo judeu estava acostumado, mas usou títulos que o distinguiam de todos os outros que haviam falado em nome do DEUS hebreu. Os judeus sabiam muito bem as implicações do uso de epítetos como Filho de DEUS (é só ler João 10,33 a 36 para conferir) ou Filho do Homem, um designativo bastante distinto para um judeu porque se refere unicamente ao tão aguardado Messias de Israel e usado em Daniel 7:13, 14 neste contexto. No livro “Evidencias que exigem um veredito”, Josh Mc Dowell cita o estudioso Scotchmer que afirmou: "pela formação judaica que tiveram, os discípulos e inimigos de Jesus compreendiam que o real significado da expressão 'Filho de Deus' era 'Divindade'.
  É justamente isso que Ele quis dizer em João 8,23: “Eu não sou desse mundo”; ou em Mateus 12,16“Todas as coisas me foram entregues por meu Pai...E ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”. 
C.S. Lewis, autor das Crônicas de Narnia, disse :   ... Um homem que fosse um simples homem e dissesse o tipo de coisas que Jesus disse não seria um grande mestre de ensinos éticos. Seria um lunático — estando em pé de igualdade com o homem que diz o mesmo de Napoleão ou, então, seria o Diabo vindo do inferno. Você precisa tomar uma decisão. Ou esse homem era e é o Filho de Deus, ou, então, era um louco ou algo pior ...que ninguém apareça com algum tipo de insensatez paternalista, afirmando que Ele foi um grande mestre humano. Ele não deixou conosco a responsabilidade de decidir a respeito. Não pretendeu fazê-lo".
 Não seria preciso dizer que nenhum outro falou assim, a não ser os vários mentirosos e lunáticos que afirmaram coisas parecidas. Sobre esse aspecto que não pode ser desconsiderado se estamos tratando de todas as possibilidades acerca de JESUS, Josh Mc Dowell diz em seu clássico “Evidencias...”: “Todavia, devemos nos lembrar que alguém pensar que é Deus, especialmente numa cultura veementemente monoteísta, e então dizer aos outros que o destino eterno de cada um depende de crerem nEle não é uma fantasia insignificante, mas os pensamentos de um lunático no sentido pleno da palavra. Jesus foi esse tipo de pessoa?” Dizendo isso, ele nos propõe um trilema, isto é, “proposição formada de três lemas contraditórios disjuntivamente e de tal maneira dispostos que, negada ou concedida qualquer das três proposições, permanece sempre firme a conclusão contra o adversário. 
Vamos lá: para o fato de JESUS ter se declarado filho de DEUS, sendo assim de origem divina, vc pode tomar três caminhos. Dois deles levam a conclusões parecidas e partem da premissa que suas afirmações eram falsas. Sendo assim:
 1º- Ele não sabia que eram falsas – Jesus estava iludido consigo mesmo, ou seja era um lunático desses que se acham nos hospícios se dizendo Napoleão;

2º - Ele sabia que eram falsas – Nesse caso, ele era um mentiroso perigoso, um psicopata mestre em manipular mentes, tão doente a ponto de morrer sustentando sua mentira só para colocar seu nome na Historia.
 Vamos analisar as implicações dessas duas assertivas:
 A primeira hipótese não se coaduna com a profundidade e sublimidade dos ensinos morais e éticos de JESUS, seus exemplos práticos, sua bondade, sua serenidade e suas parábolas reconhecidas como alguns dos mais belos exemplares de sabedoria retórica já registrados nas palavras de qualquer sabio, e, mais do que tudo, seus argumentos a fortiori (que significa "por causa de uma razão mais forte", ou seja, "com muito mais razão" - http://www.sualingua.com.br/04/04_afortiori.htm ) como resposta aos problemas  referentes à Lei apresentados por oponentes como saduceus e fariseus, as quais faziam com que esses experimentados polemistas se calassem de imediato, demonstram uma acuidade em termos de lógica e razão, um equilíbrio entre astúcia e benevolência que exigem dizer que JESUS era um sujeito com plenas posses de suas faculdades mentais e não menos que isso. São inúmeros ainda hoje os livros que tentam penetrar na psicologia dos ensinamentos de JESUS, dando provas da profundidade de seus argumentos. Um dos maiores best-sellers do ano passado em todo mundo foi o livro escrito por Mark W. Baker“JESUS, o maior psicólogo que já existiu”. Um ano antes, outro fenômeno de literatura foi “O Monge e o Executivo”, centrado nos exemplos práticos da liderança de JESUS sobre seus discípulos e ensinando como se tornar um líder-servidor como ele.   Recomendo especialmente a serie de quatro livros “Analise da Inteligência de Cristo”, do psiquiatra brasileiro Augusto Cury, No prefacio do primeiro volume, ele conta que “Estudar a mente de Jesus Cristo é mais complexo do que estudar a mente de qualquer pensador da psicologia e da filosofia. Investigar se a sua inteligência poderia ou não ser fruto da criatividade intelectual humana é uma tese estimulante e que possui muitas implicações”. Continuando, “Muitas escolas têm recomendado aos professores sua leitura e o têm adotado em diversasdisciplinas, com o objetivo de que seus alunos expandam as funções mais importantes da inteligência. Psicólogos o têm utilizado e estimulado seus pacientes a lê-lo, com o objetivo de ajudá-los a prevenir a depressão, a ansiedade e o stress. Empresários têm adquirido centenas de exemplares para distribuir aos seus melhores amigos e clientes. Professores universitários o têm recomendado em faculdades. Leitores têm confessado que sua vida ganhou um novo significado após a leitura de “Análise...”. Além disso,apesar desse livro tratar de psicologia e não de religião, pessoas de diversas religiões têm sido ajudadas por ele e o utilizado sistematicamente”.
 A pergunta obvia é: Um lunático poderia ludibriar a Historia e as ciências da personalidade dessa forma? Mais ainda: um personagem tão fascinante poderia ter sido inventado na mente de alguém?
 A segunda hipótese revela uma tese mais perturbadora: a de que JESUS tenha sido um psicopata megalomaníaco que urdiu um plano para entrar para a Historia. Como todos os problemas inerentes a ela, essa afirmação ainda é mais discutível que a outra, pois sabe-se que um psicopata é mestre na arte de enganar. Os filmes de suspense são pródigos em retratar personagens psicopatas que manipulam suas vitimas visando obter vantagens ou maior prazer. Geralmente são inteligentes e de personalidade cativante e levam seus planos às ultimas conseqüências. Essa hipótese é verdadeiramente aterradora e alguem pode perfeitamente acreditar nela e dizer que JESUS foi tão ardiloso a ponto de fazer com que um discípulo seu encenasse um ato de traição para leva-lo ao suicídio (uma pratica constatável em certos lideres psicopatas como Jim jones) e, sabendo que os judeus iriam querer sua morte, insuflado os discípulos a roubar seu corpo para depois espalhara a mentira da ressurreição. 
O mais impressionante dessa maracutaia toda não seria o plano em si, mas que aqueles caipiras galileus conseguissem levar a melhor em tudo sobre os judeus e os romanos juntos, levando a cabo o plano de modo perfeito, sem vestígios de sua fraude, conseguindo com que sua seita aumentasse prodigiosamente logo nos primeiros anos no local palco da fraude e, em seguida, pelo resto do mundo romano. Mais, eles seria culpados pela conversão de um homem como Paulo, antes perseguidor implacável, determinado a destruir completamente a heresia cristã, no maior defensor e proclamador do Evangelho no mundo. Alguém poderá dizer que não provas também sobre quem era na verdade Paulo ou Pedro e aí teremos não um, mas um bando de psicopatas da mais alta estirpe reunidos na formação do cristianismo, algo como uma Associação dos Psicopatas Unidos por Uma Causa. Realmente, essa é uma hipótese bem mais louca que a outra.
  Você pode dizer que estou fazendo piada, mas as implicações são realmente essas para as duas hipóteses. Resta analisar a terceira hipótese  você verá que ela pode ser mais perturbadora que as outras duas juntas.
 3º - JESUS falou somente a Verdade sobre Si mesmo: Josh McDowell cita o teólogo Thomas Schultz : “ Conforme vemos, seguramente Ele não se encaixa dentro do molde de outros líderes religiosos: "Nenhum dos grandes líderes religiosos, nem Moisés, nem Paulo, nem Buda, nem Maomé, nem Confúcio, nem qualquer outro, alguma vez afirmou que era Deus; ou melhor, com a exceção de Jesus Cristo. Cristo é o único líder religioso que chegou a declarar a sua divindade e o único indivíduo que convenceu uma grande parte do mundo de que era Deus".
 Nesse caso, seria salutar fazer a mesma pergunta que Pilatos fez à multidão em Jerusalem naquela Páscoa: “O que farei então de JESUS, chamado o Cristo?”Mateus 27,22
Você pode tomar duas decisões a partir dessa instante, ambas capitais: aceitar o fato de que Ele é quem disse que era e que você precisa Dele ou ignora-lo solenemente.
Os que tomam essa decisão a tomam baseadas no medo da perda do controle de suas vidas e se agarram a idéia de serem senhoras de seu destino e não estão dispostas a abrir mão de certos hábitos e costumes, mas nunca mais poderão ficar indiferentes ao fato de que Ele não deixou absolutamente opção para que alguém o chamasse de outra coisa. Ele chamou a responsabilidade para si daquilo  que afirmava. Tomé, por fim  reconhecendo a natureza sobrehumana de JESUS ao colocar a mão sobre as feridas produzidas na cruz, exclamou se rendendo aos pés dele: “SENHOR meu e DEUS meu!”; uma declaração bastante forte para um judeu criado numa cultura de arraigado monoteísmo.
 Com ultimo apelo à realidade da divindade autoproclamada de Cristo, gostaria de apresentar uma prova histórica e arqueológica irrefutável sobre uma profecia de JESUS cumprida já no primeiro século da era cristã. Ela está registrada nos Evangelho de Mateus, e se refere às cidade impenitentes de Cafarnaum, Betsaida e Corazim.

Mateus 11 - 20  Passou, então, Jesus a increpar as cidades nas quais ele operara numerosos milagres, pelo fato de não se terem arrependido:
21  Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidom se tivessem operado os milagres que em vós se fizeram, há muito que elas se teriam arrependido com pano de saco e cinza.
22  E, contudo, vos digo: no Dia do Juízo, haverá menos rigor para Tiro e Sidom do que para vós outras.
23  Tu, Cafarnaum, elevar-te-ás, porventura, até ao céu? Descerás até ao inferno; porque, se em Sodoma se tivessem operado os milagres que em ti se fizeram, teria ela permanecido até ao dia de hoje.
24  Digo-vos, porém, que menos rigor haverá, no Dia do Juízo, para com a terra de Sodoma do que para contigo.

 A critica não aceita a Bíblia como escrito profético, isto é, que ela registra vaticínios reais daqueles que foram chamados profetas em suas paginas, os quais anunciaram muitas coisas que viriam a acontecer num futuro próximo ou mesmo em épocas muito distantes das quais eles viveram. Geralmente, os escritos proféticos se encontram no Antigo Testamento, mas o livro profético mais conhecido da Bíblia está no Novo Testamento, o Apocalipse.
 JESUS proferiu profecias varias vezes. Seu grande Sermão Profético, que prediz a queda de Jerusalém, ocorrida no ano 70 d.c., consta dos quatro Evangelhos Sinóticos e é tão importante quanto o Sermão do Monte, embora muitos tentem diminuir-lhe o valor, numa atitude arbitraria, justamente por causa do seu caráter profético. Dizem que foi inserido nos Evangelhos depois do acontecido embora não haja uma só evidencia que aponte que esses relatos não constavam dos escritos originais, como atestam os mais antigos e fieis manuscritos que temos hoje.

 A passagem em questão não consta do Sermão Profético, mas é claramente uma profecia de JESUS contra essas cidades da Galileia que não aceitaram sua pregação e tem a particularidade de não poderem ser enquadradas como inserções posteriores. Por quê?
 Porque essas cidades se tornaram em ruínas por volta do ano 400 d.c., quando um grande terremoto devastou toda a região e nem o mais louco critico poderia dizer que as declarações em questão foram inseridas após o desastre, pois alguns dos melhores manuscritos do Novo testamento são reconhecidamente muito anteriores a essa época.

 O mais impressionante é que, apesar da localização privilegiada dessas cidades, elas nunca vieram a ser reconstruídas e habitadas novamente, sendo simplesmente abandonadas. A cidade de Tiberiades que também fica na mesma região, porem, apesar de ter sido parcialmente destruída algumas vezes, sempre voltou a vida e continua de pé depois de vinte séculos, como muitas cidades milenares da Palestina contra as quais não foram pronunciadas sentenças de juízo por JESUS ou qualquer dos profetas. 

Coincidência? Como tudo que apresentamos aqui, cabe a você decidir o que fazer quanto a isso.

1 comentários:

Pedro Carvalho disse...
Este comentário foi removido pelo autor.

Postar um comentário

Leu, gostou, odiou, quer malhar? Deixe sua opinião, ora bolas!!!Tá com medo, por que entrou na Trincheira? Não fique em cima do muro!!!!

Leia também