25 junho 2010

EVOLUÇÃO E SELEÇÃO NATURAL - PROCESSOS CEGOS OU INTELIGENTES?

“Em 2009, com o aniversário dos 200 anos do nascimento de Darwin, o conceito de Darwinismo tornou-se tão popular que foi celebrado na maioria das revistas de biologia. No entanto, a teoria darwinista da evolução está associada com o conhecimento científico ultrapassado e crenças ultrapassadas do século 19"


Tal informação poderia ser facilmente creditada a algum defensor do criacionismo bíblico, mas, na verdade, trata-se de uma matéria do conceituado jornal londrino de divulgação de pesquisas médico-científica, The Lancet


A Ciência evoluiu tanto no último século até hoje que se viu obrigada a rever suas teorias, refazer seus cálculos e reeditar seus postulados e isso continuamente e numa velocidade análoga ao surgimento das novas tecnologias que possibilitaram ao homem lançar um olhar mais profundo tanto na direção do firmamento, no caso da astrofísica e seus potentes telescópios, quanto para dentro do mundo microcósmico das células e os não menos potentes microscópios eletrônicos. 


A Ciência não deixou de ser a Ciência após reformular e corrigir conceitos antigos, como os de Newton, englobando a sua Mecânica dentro de uma teoria que explicava melhor o funcionamento do Universo, a Relatividade de Einstein. Das medições e observações surgidas desse conceito, decorreu a aceitação geral de que o Universo como o conhecemos teve um início, o chamado Big Bang, algo que os cientistas não desejavam em absoluto encontrar pelas implicações religiosas que  a idéia traz em si , pois criam que poderiam provar o contrário, ou seja, que o Universo era perfeitamente estável desde que se tem notícia. 


Da mesma forma, ao olhar para dentro dos átomos, o microcosmo das partículas subatômicas, percebeu-se que a Relatividade de Einstein não funcionava tão bem quanto no macrocosmo das galáxias. Nascia a Física Quântica e suas aberrações que teriam feito Newton enlouquecer A Física Quântica e seus desdobramentos, como a Teoria das Supercordas, muito em voga hoje em dia entre os cientistas para tentar explicar as abstrações de certas partículas que parecem surgir do "nada" para ir rumo ao "nada", não subtraiu em nada a validez da Relatividade de Einstein. Ambas são válidas em esferas diferentes.


É difícil entender o porquê o mesmo não ocorre em relação a Biologia e outras ciências aplicáveis ao estudo do surgimento da vida na Terra. Nesse sentido, a afirmação acima, vinda da fonte da qual veio, é um bom indício  de que o acúmulo de descobertas no segmento científico que estuda as bases da vida terrestre pode estar se abrindo para trabalhar com uma perspectiva diferente da proposta inicial de Darwin e dos naturalistas do século XIX. Isto seria natural e não implica necessariamente em defender algum tipo de criacionismo, mas ceder diante do peso das evidências científicas, como no caso do Big Bang, de que a vida em si não pode ser explicada como tendo surgido ao acaso, num processo cego e aleatório. a recusa em trabalhar com outras hipóteses é meramente de cunho filosófico, como já afirmou Michael Behe em seu clássico livro "A Caixa Preta de Darwin". 


Segundo esse conceituado bioquímico, a Teoria em si não precisaria ser descartada de todo, mas adequada a nova realidade cientifica surgida dos avanços no estudo das bases celulares da vida, a qual deixa claro que a teoria de Darwin não consegue dar conta nem mesmo do surgimento de vida a partir de não-vida, ou seja, a primeira célula multiplicadora de vida surgida espontaneamente de interações químicas entre materiais inertes e sem vida. Ora, uma das coisas mais claras em Ciência biológica, não de hoje em dia, mas já de muito tempo, é que somente Vida Gera Vida, ou seja, a vida só pode surgir de material orgânico não do que é inorgânico.


A Informação Genética é um dado novo e um novo campo no qual as descobertas irão alargar as fronteiras do conhecimento humano. Craig Venter é um dos empreendedores do ramo, um homem ambicioso que quer escrever seu nome nas novas páginas dessa Ciência. A julgar como a mídia está disposta a alardear suas "façanhas" no ramo, seus negócios só irão crescer exponencialmente. Sua última inovação causou alarde recentemente sendo noticiada no mundo todo com estardalhaço. A equipe dele manipulou geneticamente o DNA de uma bactéria introduzindo sequências cromossômicas sintéticas montadas artificialmente num sintetizador químico.


 Basicamente, aquilo que a equipe de Venter conseguiu não foi criar vida em laboratório como alguns meios de comunicação falsamente alardearam, mas descobrir exatamente onde inserir a informação genética fabricada no lugar correto no intrincado cordão cromossômico.  Feito isso, conseguiram que a bactéria "funcionasse" do modo como esperavam dentro de outra bactéria. Isso só foi possivel graças ao sequenciamento genético do qual Venter e sua equipe também são pioneiros. Assim, cada cromossomo da bactéria teve sua posição e função, bem como sua composição química, bem definidas, mas ainda assim, nem todo processo dessa "modificação" foi "artificial", pois tiveram que depender da ação natural de certos fungos para completar a união do "DNA alienígena". 


Os experimentos de Venter e outros na área trazem sérias especulações na esfera da bioética mas, em geral, os avanços da Ciência devem contribuir para a idéia que se tem de que nossa civilização está progredindo de alguma forma para minimizar os efeitos da nossa crescente industrialização e globalização. Como toda Ciência prática, ela deve possuir dois lados, podendo evoluir para técnicas que visem algum Bem, como foi no caso das vacinas, ou um grande potencial para o Mal. Nada diferente do que temos visto usualmente.


Para nós, fica claro que a Ciência molecular de hoje já trabalha com a vida da mesma forma que os cientistas da computação trabalham na programação de dados. Somos máquinas biológicas. Aquilo que define quem somos e como somos, são informações químicas codificadas e dobradas sobre si mesmas em fitas que podem ser desenroladas e lidas por alguém capacitado para tal. Se quisermos mudar a programação em geral, basta conhecer a informação contida ali. 


Como estamos no ambiente da blogosfera, temos muitas pessoas que possuem blogs eaqueles que, como eu, já ousaram acessar aquela parte do "Painel" que diz "editar HTML" para tentar inserir alguma modificação no lay-out de sua página terão uma imagem clara de tudo isso. Ao inserir um código específico (algo como  ) você pode fazer aparecer em sua página algum item novo, com uma funcionalidade diferente, um elemento programado e desenhado para tal. Um código bem feito funcionará perfeitamente, mas se tiver alguma falha, pode deixar alguns recursos inúteis em sua página. 


A Informação Genética atua da mesma forma em nós. Aquela aparente sopa de letrinhas sem sentido, distribuída entre colchetes e parenteses, é responsável por cada item da página, seu formato, seu tamanho, sua posição e funcionalidade. Da mesma forma, tudo aquilo que nos faz como nos somos aparece em forma quimicamente codificada dentro da fita helicoidal conhecida como DNA.


A Evolução darwiniana das espécies encontra um sério problema aqui. O surgimento de qualquer tipo de vida a partir de material inorgânico já era matéria controversa na época de Darwin, na qual se acreditava que a base da vida celular era bem simples, mas, ao abrir-se a "caixa" celular mais rudimentar, encontramos uma maquinaria elaborada, uma fábrica fantástica capaz de se autogerir e se reproduzir e, mais adiante, descobriu-se que isso tudo só se fazia possível graças ao código da máquina, dobrado sobre si mesmo vezes sem conta na forma de uma fita que contém em si toda a informação necessária para que a célula em questão se multiplique da maneira correta. 

Como se vê, não se trata simplesmente apenas de que a vida tenha surgido de certa maneira, por sorte, e alguns aminoácidos tenham ganho ao acaso a capacidade de se reproduzir, protegendo-se do mundo hostil dentro de uma membrana celular, gerando o primeiro ser vivo, mas, na verdade, COMO poderia o acaso, aleatoriamente, agrupar em perfeita ordem as sequências exatas de ADN que tornam funcionais uma célula, produzindo enzimas específicas para cada função dentro da mesma, por mais rudimentar que fosse essa primeira célula? As dificuldades matemáticas se tornam virtualmente intransponíveis. 

Segundo Fred Hoyle, um dos maiores cientistas do século passado, "A noção de que não somente os biopolímeros mas todo o completo programa operativo de uma célula viva, pudesse vir ao acaso por uma 'sopa' orgânica primordial aqui na Terra é evidentemente um extremíssimo disparate." 


Não vou perder tempo colocando os números a que certos matemáticos chegaram ao calcular as probabilidades  para que tal evento ocorresse uma única vez , mas somente dizer que eles consideram que a quantidade de tempo que levaria para que tal combinação de resultados simultâneos acontecesse em um único lugar e isso ao acaso é bem maior do que a idade atribuída ao Universo.


Segundo um site de divulgação científica, "até mesmo uma célula primitiva como a bactéria E. coli, uma das formas de vida mais simples existentes hoje, é incrivelmente complexa. Seguindo o modelo da E. coli, uma célula teria que conter, em um mínimo absoluto:
  • uma parede celular de alguma natureza, para conter a célula;
  • um mapa genético para a célula (na forma de DNA);
  • uma enzima capaz de copiar informações do mapa genético para a produção de novas proteínas e enzimas;
  • uma enzima capaz de produzir novas enzimas, juntamente com todos os blocos de construção para essas enzimas;
  • uma enzima que possa construir paredes celulares;
  • uma enzima capaz de copiar o material genético, em preparação para a divisão celular (reprodução);
  • uma enzima ou enzimas capazes de cuidar de todas as outras operações de divisão de uma célula em duas, para implementar a reprodução (por exemplo, algo precisa separar a segunda cópia do material genético da primeira, e depois a parede celular precisa dividir-se e se fechar, nas duas novas células);
  • enzimas capazes de produzir moléculas de energia para que todas as enzimas mencionadas anteriormente possam funcionar."
OU seja, o nível de  especialização mesmo nesse nível é tremendo. Ainda mais: 
"O mecanismo de mutação da evolução não explica como o crescimento de um genoma é possível. Como as mutações criam novos cromossomos ou alongam uma fita de DNA? É interessante notar que, em todos os cruzamentos seletivos de cães, não houve alteração no genoma básico deles. Todas as raças de cães ainda podem cruzar umas com as outras. As pessoas não testemunham um aumento no DNA do cão, mas simplesmente selecionaram genes do pool genético canino existente para a criação de diferentes raças."

Trocando em miúdos, como se não bastasse o mistério do surgimento da primeira célula autoreplicante, também é desconhecido os meios naturais (isto é, não há pistas) pelo qual as espécies puderam se tornar diferentes umas das outras pelo acúmulo de mutações. De modo sitomático, foi justamente nesse quesito que o aclamado Richard Dawkins sofreu sua maior humilhação pública num vídeo que ficou famoso no mundo inteiro. Uma pretensa equipe de jornalistas evolucionistas (na verdade, uns malucos defensores do criacionismo disfarçados de ateus !!!!) perguntou a Dawkins se ele poderia dar um único exemplo de mutação genética ou processo evolucionário que tenha resultado em aumento de informação no genoma. O pedido de Dawkins para que lhe dessem um tempo para pensar e o longo silêncio que se seguiu falaram muito mais que a resposta dada longos segundos depois. 

A rigor, Dawkins saiu pela tangente sem explicar nada apelando para a famosa história do elo ancestral comum a todas as espécies superiores mas cujo rastro não pode ser encontrado em lugar algum hoje. Dawkins saiu depois com uma desculpa de que notou que havia caído numa cilada de criacionistas logo que ouviu a pergunta e que ficou embaraçado por isso. Mas por que ele ficaria embaraçado se lhe foi dada uma boa chance de responder a fanáticos religiosos idiotizados com os argumentos  lógicos e claros da ciência ateísta? A menos, é claro, que o maior defensor do ateísmo científico não tenha nada a dizer sobre isso.

Numa entrevista a uma rede americana, Dawkins disse que a Ciência tem acumulado muitas provas científicas sobre como o Universo funciona, o que tornaria uma explicação sobrenatural do surgimento do Universo por DEUS algo inútil. Para ele, o acúmulo de informação científica vai tornar a idéia de DEUS algo irrelevante em algumas décadas. Mas a coisa não vai justamente por aí, para não dizer exatamente que caminha do contrário. A Ciência descobriu realmente como um sem número de coisas antes misteriosas acontecem (por exemplo, a eletricidade, a gravidade, as marés, etc), mas não pode dizer uma única palavra do PORQUÊ de acontecerem exatamente dessa forma (Dawkins, nesta entrevista, também usa uma argumentação bastante errada para repelir a afirmação do interlocutor de que os maiores genocidas da história recente eram ateus: Hitler, Stalin, Mao e Pol Pot. Dawkins afirmou que esses déspotas foram realmente maus, mas que sua maldade não poderia ser atribuída ao seu ateísmo. Ora, então porque a maldade dos cruzados, dos inquisidores e dos jihadistas deve ser creditada à religião em si e não à disposição e conveniências individuais dos envolvidos? O argumento em si se torna inválido e autocontraditório por ser tendendioso.)


Exatamente como no caso do avanço na genética, o acúmulo de informação científica, longe de dar uma explicação simples e racional para o surgimento do Universo tem esbarrado em evidências concretas de que não só a vida biológica mas o próprio surgimento da matéria a partir de um "nada absoluto" é um dado tão bizarro com o qual eles não gostariam de trabalhar por suas implicações metafísicas. 

O Big Bang foi aprovado como teoria geral para o surgimento do Universo não porque fosse a teoria mais bonitinha mas porque derivava de observações e dados matemáticos confiáveis, não obstante suas implicações religiosas. Muitos cientistas, entre eles o próprio Einstein, se retorceram de vontade de arranjar um jeito de escapar das inferências que se fariam inevitavelmente pelos religiosos, mas nada puderam fazer. Não é isso que tem acontecido também com a descoberta da informação codificada do DNA? 

Com a descoberta de grandezas como a Gravidade, a Energia, do Eletromagnetismo, da Força Nuclear (fraca e forte) e da Física Quãntica, também ganhou força o argumento teleológico a favor de um sobrenatural como causa primeira, ou pelo menos, de um supernatural inteligente com poderes além da nossa compreensão. O argumento teleológico busca evidencias de um projetista como explicação mais razoável para a incrível quantidade de ordenação que se vê no Univeros através das leis naturais. No jargão científico, há o que se chama de "Sintonia Fina" (fine tuning) das leis da natureza, uma série de felizes "coincidências" encontradas pelos cientistas. As interações dos fenômenos é tão intensa e ao mesmo tempo delicada que o brilhante Stephen Hawking teve que dizer que "As chances contrárias ao surgimento de um Universo como o nosso a partir de algo como o Big Bang são enormes. Acho que existem claras implicações religiosas" (citado do livro "Quando a Ciência encontra a religião", de Ian G. Barbour, professor emérito de Física e Religião no Carleton College em Northfield, Minnesota - recomendo altamente esse  livro aos interessados no assunto)
Algumas das interações descobertas :


- Dentre os muitos  Universos compatíveis com as teorias de Einstein, o nosso seria um dos poucos realmente adequados para abrigar a vida orgânica como a conhecemos; vida essa baseada na síntese do carbono, o qual, por "coincidência", é produzido nos cosmos com tanta precisão e especificidade que alguns cientistas consideram "aterrador" esse fato;


-A gravidade é cerca de 1039 vezes mais fraca que a força eletromagnética. Se a gravidade fosse 1033 vezes mais fraca, as estrelas teriam um bilhão de vezes menos massa e queimariam um milhão de vezes mais rápido;


-A fraca energia nuclear tem 1028 vezes a força da gravidade. Se a fraca energia nuclear fosse levemente mais fraca, todo o hidrogênio no universo se teria transformado em hélio (impossibilitando a existência de água, por exemplo).Uma forte energia nuclear (de 2%) teria impedido a formação dos prótons, produzindo um universo sem átomos. Decrescendo seu valor em apenas 5%, teríamos um universo sem estrelas;


-Se a diferença em massa entre um próton e um nêutron não fosse exatamente a que é – cerca de duas vezes a massa de um elétron - então todos os nêutrons se transformariam em prótons e vice-versa. E diríamos “adeus” à química como a conhecemos – e à vida; *


* citações da obra do Dr. Patrick Glynn, Ph.D., formado em Harvard (EUA) e Cambridge (Inglaterra), é Diretor Associado e Acadêmico residente da George Washington University Institute for Communitarian Policy em Washington D. C.



Outro pesquisador dedicado disse que "Quanto mais examino o Universo e os detalhes de sua arquitetura, mas encontro indícios de que o Universo, de certo modo, devia saber que nós iríamos surgir".



UM Universo que "espera" o surgimento da vida não está muito de acordo com processos aleatórios deixados à sabedoria de coincidências. Tal informação só faz sentido se o processo é guiado, dirigido e isso implica numa "mente" organizadora. Tal nível de especificidade em todos os níveis verificados pela Ciência está de acordo com a Evolução darwiniana e a seleção natural como processo aleatório, totalmente cego?



Uma amostra de como a Ciência, assim como a religião, induz a uma "feroz fidelidade" a Darwin, como aponta Michael Behe, está nas explicações dadas pelos darwinistas para certos casos bem complicados como o das baleias. Vejamos:

Os ancestrais das baleias viviam na terra. Existem evidências de que a baleia evoluiu da vida na terra para a vida no mar. Mas como e por que isso aconteceu? O "por que" geralmente é atribuído à abundância de alimentos no mar. Basicamente, as baleias foram onde estava a comida. O "como" é um pouco mais complicado: baleias são mamíferos, como os humanos, e como nós viviam e se moviam em terra firme, respirando ar em seus pulmões. Como então se tornaram criaturas marinhas? Um aspecto desta evolução, de acordo com Tom Harris, autor de Como funcionam as baleias, é explicado da seguinte maneira: 
... para fazerem esta transição, as baleias tiveram que superar inúmeros obstáculos. Em primeiro lugar, tiveram que lidar com o acesso reduzido ao ar respirável. Isso levou a várias adaptações notáveis. O "nariz" das baleias saiu da face e foi parar no alto de sua cabeça. Este orifício de respiração permite que respirem sem emergirem totalmente. Em vez disso, uma baleia nada próximo à superfície, arqueia o corpo emergindo brevemente as costas e, então, flexiona a cauda, impelindo-a rapidamente a profundidades maiores.
A "explicação" parece convincente? Na falta de qualquer coisa melhor lança-se o recurso da necessidade e tal necessidade é a responsável por toda transformação de que uma espécie precisa para se tornar em outra, mas como vimos, o neo-darwinismo está em apuros justamente pela falta de provas de que o acúmulo de tais mutações possa acrescentar as informações necessárias ao DNA. Mais ainda, o registro fóssil das baleias é um pesadelo para os neo-darwinistas pois, por tudo que se possa averiguar, desde a mais remota antiguidade, uma baleia sempre foi uma baleia como as de hoje em dia. Ora, isso não se parece com método cientifico, mas com especulação pseudo-científica. A Ciência está cheia disso hoje em dia. Na ânsia por não se dar por derrotados, os ateístas fundamentalistas lançam mão de explicações e cenários cada vez mais metafisicos. Qualquer explicação é boa o  suficiente se mantiver-se longe de qualquer referência a algo que esteja além do natural. A Ciência hoje em dia quer determinar e nortear a visão de mundo de seis bilhões de pessoas. Como? Suprimindo e ridicularizando tudo que faz referencia ao sagrado.


Por tudo que pudemos conferir, a vida como a conhecemos segue um enredo, um roteiro com fim específico: o surgimento de vida inteligente que pudesse descobrir as causas e efeitos que a produziram e quais os indícios que apontam sua origem. 


Dizer simplesmente que tal processo "evolutivo", ou seja, propiciador de vida, emergiu do acaso e que ele pudesse produzir aleatoriamente seres que pudessem teorizar e  depois comprovar por métodos a existência de tal ordenação, nos dá uma amostra do quanto estamos distantes de descobrir quem somos realmente e encontrar a totalidade de nós mesmos. Descobrir que a vida pode ter sido ordenada desde o princípio deveria causar o tipo de assombro que o contato com DEUS geralmente causa a um inconverso, mas não é preciso pensar que essa idéia deva levar a algum tipo particular de crença. Antes, deveria causar resignação, humildade, devoção e uma sadia sensação de sagrado no interior por reconhecer que esse dom vem de tão alto, não importando, pelo menos a princípio, quem seja seu idealizador. Nós simplesmente somos e o porque disso pertence à Providência. Se estamos evoluindo ou decaindo também deve ser algo que diz respeito a ela de alguma forma. 


Esta é uma idéia que acalenta esperanças, mas não uma esperança senil, porque se tanto trabalho de artesão foi preciso para que chegássemos até aqui, como não seríamos objeto da mais bondosa intenção dessa Inteligência, e porque não dizer, do seu Amor?


Pra terminar quero postar o vídeo de uma parte de um documentário que tem feito sucesso no exterior. Trata-se do filme "Expelled -No Intelligence Alowed", produzido por Ben Stein, que mostra o sofrimento e perseguição a que certos cientistas tem sido submetidos ao desafiar o stabilishment com noções bem atuais da Ciência. Vale a pena conferir. É realmente uma pedrada das boas em várias presunções darwinistas, trazendo implicações (até mesmo históricas) sérias sobre onde tal ensino pode levar a humanidade.


 O documentário pode ser encontrado em 10 partes no You Tube. O trecho   em questão exibe uma entrevista do autor com o famigerado Richard Dawkins onde, surpreendentemente , ele admite a hipótese do design inteligente em termos de uma interferencia de engenharia genética alienígena em nossa criação!!!!! É hilário vê-lo se engasgar todo ao admitir que não tem idéia alguma sobre como a coisa toda da vida começou e admitir que "Se olharmos para os detalhes, detalhes da bioquímica, biologia molecular, PODEREMOS  ENCONTRAR A ASSINATURA DE ALGUM TIPO DE DESIGNER"! Obviamente, isso não resolveria a questão, somente a levaria mais adiante, e a pergunta sobre a origem de tais "deuses" persitiria. 


Enfim, quem em nada crê, sempre exigirá mais e mais "provas" e teorias absurdas ainda que isso os afaste cada vez mais do verdadeiro sentido da jornada humana, somente revelada no conhecimento de DEUS .


0 comentários:

Postar um comentário

Leu, gostou, odiou, quer malhar? Deixe sua opinião, ora bolas!!!Tá com medo, por que entrou na Trincheira? Não fique em cima do muro!!!!

Leia também