02 fevereiro 2010

DESERTO DA GRAÇA

                                                                                    


PAI, Tu me despiste e nu  fiquei diante de Ti
Cada uma das peças caíram e nada ficou
E então me vi como sou
E Tu me atraíste para fora e me impeliste para o deserto
Sequidão, solidão, fome, sede, angústia, incerteza nos uivos do vento
Longe da sombra de Tuas Asas
Lembrava do sabor e vida das Tuas Águas
Despido de pressupostos e planos eu pensava:
"Que engano! Me  abandonaste?
Este é O CAMINHO para o qual me guiaste?"


Enfim, hoje vejo e sinto o por quê está escrito
"O povo que escapou da espada (morte) achou GRAÇA NO DESERTO"
É preciso prosseguir em frente e perder, ser despido
Confrontado e impelido
Para o deserto onde o medo e o terror esperam
E encontrar O CAMINHO onde não se vê caminhos
E segui-LO, sem pressupostos e planos
Sobre pedras e escorpiões
Perdendo, mas na Verdade, ganhando
Nada tendo, mas na Verdade, possuindo Tudo


Me fizeste o Bem, SENHOR
Eu o reconheço em meus passos
Quando me imaginava perdido foi que o Vi
Quando me senti rejeitado foi que Ouvi...
"Filho, é por aqui."


trilha sonora deste post







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