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EVANGÉLICO EU?



A DITADURA DOS PRESSUPOSTOS
Declarar-se um cristão evangélico hoje em dia é declara-se parte de um universo inteiro de definições, ou indefinições, de declarações doutrinárias das mais variadas, tradições e costumes tão diversos, divergentes e excludentes entre si capazes de fazer inveja a biodiversidade do mundo dos insetos.
Com efeito, não é difícil reunir em um mesmo ambiente, como o de trabalho, por exemplo, um pequeno grupo de "evangélicos" das mais variadas confissões. Aos olhos de todos, numa primeira impressão, trata-se de um grupo que possui a mesmíssima fé não importando se um deles se converteu no ensino calvinista presbiteriento e outro no ensino mamonista macediano.
Se, porem, nos debruçarmos sobre um parapeito, bem acima desse grupo, que ainda contém um pentecostal antidiluviano, um outro pentecostal membro da D.E.Amr, um "irmão" da C.C. no B. e, por fim, um neo-pentecostal no estilo da RenaS/A,  a fim de ouvirmos como interagem e manifestam sua fraternidade comum, com o que nos depararíamos?
Haveria alguma surpresa se aquilo que ouvíssemos fosse uma conversa desconexa, nervosa, desprovida de sentido para o ser humano "natural", já que tratam-se de "espirituais", repleta de negativas e maneios de cabeça, com muita tese e antítese, mas nenhuma síntese?
O presbiteriento procuraria demonstrar ao adepto macediano os erros doutrinários de sua fé com uma detalhada explanação do plano soteriológico, ao passo que o  pentecostal antidiluviano asseveraria que sem o batismo no Espírito e seus dons é impossível servir a DEUS ( o que lhe valeria uma reprimenda do calvinista, claro). Por sua vez, o crente da D.E.Amr diria que nenhuma "igreja" possui uma doutrina rígida o bastante para agradar a Deus quanto a da sua denominação. Enquanto isso, o "irmão" da C.C no B procuraria chamar a atenção de todos para o fato crucial de que só a sua "igreja" cumpre o mandamento deixado para que as mulheres usem véu durante a reunião e que "Deus deixou UM POVO escolhido de boas obras, não dois". A essas altura, um adepto do Advento que passava pelo local e ouve a conversa, quer participar contribuindo com a noção de que o Sábado é o selo de Deus para distinguir os salvos. Já o neo-pentecostal, que já passou por umas cinco denominações e permanece calado a maior parte do tempo, irrompe no meio da conversa dizendo que todos estavam desatualizados no mover de Deus, pois Deus hoje está levantando  novos apóstolos e profetas para levar a "igreja" a um novo nível de sucesso.
Nesse instante, o antidiluviano pentecostal, querendo sair pela tangente, cita que JESUS está voltando e que temos que estar preparados para o arrebatamento da igreja, no que seria prontamente rebatido pelo calvinista, que daria sua versão do milênio. Os crentes da D.E.Amr. e da C.C.B. imediatamente se incluiriam no rapto da noiva, muito embora, excluindo-se um ao outro sem dó algum. No meio de tudo isso, o fiel macediano, sempre muito ocupado com o trabalho em duas jornadas, pergunta com cara de espanto "O que é afinal esse tal de arrebatamento?"
Aquilo que pode parecer um simples quadro cômico, não foge muito da realidade que eu mesmo já cheguei a presenciar.
COMO CHEGAMOS A ISSO? Como o ensino de "verdades" menores e periféricas veio obliterar a comunhão entre irmãos de tal forma a ponto de não discernirmos mais se habitamos  mesma casa? Creio que a maior parte da culpa deve recair sobre o incrível poder que as instituições eclesiasticas organizadas tem de entorpecer o sentido da fé, entulhando o canal do discernimento espiritual com ensinos programados e esquemas humanos de interpretação de textos. Não importa a época, nós sempre apresentamos a tendencia mórbida de tentar emparedar DEUS e a Palavra dentro de determinados limites, que geralmente se conformam com o modo como vemos a coisa toda. É incrível o poder de assimilação a que somos submetidos dentro das organizações eclesiasticas. Somos moldados ali em série e conformados a doutrinas várias que nos tornam potenciais defensores de feudos e de seus senhores. As escolas "cristãs" de doutrinamento teológico, tanto a dos "leigos, como a escola dominical, e as de ensino "superior", como as faculdades teológicas, vieram a se tornar centros de lavagem cerebral em nome da Fé.
Há uma verdadeira ditadura de pressupostos que impõe hoje em dia, limites à comunhão que se poderia ter pelo simples fato de que, a partir da minha identificação como cristão, seguir-se-á, uma sondagem do terreno para que se saiba em qual galho da árvore eu estou sentado.
Se eu, numa conversa informal, disser que não creio no Arrebatamento, como 90% dos crentes de hoje acreditam, já ficarão com um pé atrás comigo. "Xiiiii...." Se, logo em seguida, ao ser sondado sobre a importancia de ser dizimista fiel, eu declarar que acredito que não somos obrigados pela Lei de DEUS a dar dízimos no ministério presente, 98% vão me torcer o nariz.  Se a conversa for adiante, o que duvido, pois conviver com opiniões divergentes não é o forte dos evangélicos, e alguém quiser saber em qual denominação congrego, ao que responderei que não estou ligado a nenhuma por questão de consciencia, sofro o risco de uma excomunhão pública. "Queima...Tá desviado!"
Se somos tão pouco tolerantes uns com os outros em questões tão medíocres como esperamos reagir nas questões realmente espinhosas, como acolher o fraco e o pecador sem preconceitos? Se resolvemos nossas diferenças segregando uns aos outros como pregar o perdão e a reconciliação? Se há tão pouco respeito às opiniões e práticas uns dos outros como esperamos que o mundo nos veja? 
Essa questão na verdade, demonstra que os evangélicos não entenderam algo mais profundo e que vai além da letra, a qual acreditam conhecer bem. Não entenderam o Espírito que governa a letra e dá seu verdadeiro contexto. Ou quem sabe, o que é até pior, chegaram a entender, mas transigiram no cumprimento da realização da Sua vontade. A verdadeira base da comunhão cristã, a única expressamente declarada no novo Testamento e a única capaz de construir algo REAL, não são dogmas, doutrinas, interpretações, visões, declarações,  estatutos, organogramas, metas, etc, etc...Mas UMA PESSOA CHAMADA JESUS CRISTO. 
O verdadeiro Espírito Santo que procede do Pai não nos revelará nem pode nos mostrar outra que não seja O FILHO DE DEUS. Essa é a sua missão entre nós. Por isso, não aceito dogmas ou doutrinas que tentam interpretar a Escritura e que aparecem vez por outra como uma "Revelação do Espírito mais completa do plano de DEUS para hoje", pois não passam de esquemas elaborados pela mente humana mas que nunca chegam ao centro da questão. Foi assim que surgiu cada grande ramo pseudo-cristão que temos hoje no mundo, como as testemunhas de jeová e os mormons, sem esquecer os adventistas. 
Quando o Espírito Santo nos desconecta dessas "meias-verdades" e passamos a nos ocupar da COISA-REAL, algo começa a acontecer, algo começa a se desprender dentro de nós e Ele pode nos guiar a Verdade. A Verdade somos nós em relação a Ele, e Ele a nós e todas as coisas se tornam relativas a isso, tudo deve estar subordinado a isso. Tudo o mais é menor do que isso. 
O que geralmente acontece com alguém que se "converte" numa denominação, eu mesmo já presenciei isso muitas vezes e pode-se dizer que aconteceu comigo também, é que a maioria chega ali querendo algo com DEUS, procurando algo que o preencha, desejando uma mudança em seu viver. A grande maioria vem e uma religião na qual só ouviram falar de JESUS mas gostariam de conhece-lo melhor. Então, Cristo lhes é apresentado na pregação evangelística de um modo vivo e vibrante e a pessoa vem a conhecer suas promessas num nível mais pessoal e sente que deve se render a Ele. É como a emoção de um verdadeiro encontro com Ele, as pessoas vão às lágrimas e se abrem totalmente e passam a ter consciencia de que podem se achegar a Ele em oração, procura-lo diariamente em adoração e que, a cada encontro, poderá ser conformado a Ele, à sua imagem e semelhança. Isso é realmente verdadeiro. Todos devem almejar um relacionamento íntimo, pessoal e intransferível com DEUS e seu Filho, através do Espírito Santo. Isso e bíblico e é para isso que Ele se manifestou. 
Mas, em verdade, penso que as pessoas não são tão estimuladas a isso, a desenvolver esse tipo de relacionamento espiritual. Na verdade, não são ensinadas sistematicamente nem estimuladas a isso. Na verdade, a primeira coisa pouco espiritual que o recém chegado vai notar é que ele tem que preencher uma ficha com seus dados para constar do rol de membros da igreja local. Logo após, começa o processo pelo qual o cidadão vai ser conformado ao padrão vigente no local através de um sistema de ensino que consiste em receber toneladas de informações e instruções: curso para o batismo, discipulado, escola dominical e horas e mais horas de preleções nos cultos, mas poucos minutos de conversa franca com os irmãos e líderes, e nenhum tempo para expor dúvidas ou receios, exceto nas "audiencias" concedidas pelo "pastor" em seus gabinetes, onde ele se senta à sua frente e o ouve como um psicólogo e como um conselheiro profissional encerra a questão com um conselho edificante, perfeitamente bíblico e frio como um presunto e impessoal como um operador de telemarketing.
Perceba que o enfoque foi ligeiramente mudado e voce foi levado a se distrair do principal. Aquele JESUS do início, tão presente, tão real, vai dando lugar a um monte de coisas periféricas quanto mais você se dedica a "trabalhar para Ele"? Não é irônico? Marta andava atarefada com os preparativos (em grego litourgia) ao passo que Maria deixava um pouco o ativismo de lado para somente ficar aos pés. Aos poucos outras coisas vão sendo colocadas no lugar Dele e já não sentimos seu jugo suave e seu fardo leve, mas o fardo e o jugo de homens.
Diante dessas e outras coisas, já há algum tempo abdiquei de ser chamado "evangélico" e todas as implicações dessa palavra por não comungar com muitas de suas práticas e costumes. Quero voltar aos primeiros tempos, aos dias em que ser chamado cristão bastava. Quem sabe, até mesmo a palavra cristão não seja boa o suficiente. Quem sabe ela tenha sido inventada pelos pagãos de Antioquia como um rótulo pejorativo para aqueles que antes eram simplesmente conhecidos como "os do Caminho" (Atos 9.2). 
Os ocupados do Caminho devem deixar de lado os penduricalhos da religião porque prejudicam o caminhar. Devem aborrecer aquilo que os prendem geograficamente a um lugar, e  como não seria assim se nasceram do Espírito? Os do Caminho aprenderam a ouvir uma única Voz que os guia para longe das distrações e confusões. Acima de tudo, os do Caminho encontram-se pelo Caminho e passam a cuidar uns dos outros em meio a marcha.
Não que não tivessem problemas. Tinham muitos, mas aprenderam  a crescer e amadurecer com eles preservando a unidade essencial (Atos 15), separando o Caminho da cultura dos homens (I Cor. 1 e 2) e estabelecendo o essencial: JESUS Cristo, completo, inteiro, manifesto (I Cor. 3.11).
Quero viver esse nível, quero crer que é possível hoje. Se não encontra-lo, não voltarei a me interessar por modelos pirateados e falseados da Graça, que não nos dão a dimensão exata do caráter que Cristo quer construir em nós individualmente e o sentido do que é a Sua Igreja, coletivamente.

Ps: Encontrei na web uma preleção interessante do pastor Ed René Kivitz, pastor da Igreja Batista de Águas Brancas em São Paulo e uma das vozes mais ouvidas da ala "séria" evangelical brasileira. Vale a pena ouvi-lo pois é um sinal de que onde abundam as heresias, os sinceros começam a se manifestar em prol da Verdade.Sigam o link e baixem o arquivo que é um audio em mp3. 

http://www.4shared.com/file/141583482/b2758779/Ed_Rene_Diferena_entre__Cristianismo_e_Religio.html


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O ERRO DE JEROBOÃO

AVISO IMPORTANTE: Este post traz questões indigestas para cristãos com mente infantilizada por respostas prontas aprendidas em escola dominical

A Bíblia e a vontade de DEUS seguem sendo um verdadeiro mistério para mim. Não vou fazer ares de doutor da Lei ou exegeta calvinista para dizer que entendo algo que nem sequer ouso dizer que caberá um dia na minha mente. A passagem em questão, sobre a escolha divina por Jeroboão e suas implicações, vem me perseguindo há alguns dias e resolvi estuda-la mais de perto. 
A Verdade é que, não importa o que digam, NÃO EXISTE uma resposta completa e absolutamente satisfatória para explicar o modo adotado por DEUS para agir/intervir em determinadas ocasiões apresentadas nas páginas da Bíblia. Não vou me furtar a tentar achar uma explicação razoável para o fato Dele ter achado que seria melhor dividir Israel ao meio por causa da impiedade gerada dentro da casa de Salomão do que simplesmente levantar outro lider, como realmente o fez com Jeroboão, sem precisar de tal medida tão drástica e com resultados tão nocivos quanto uma secção civil como ocorreu. Pense bem: DEUS poderia destituir a descendencia de Davi temporariamente e depois recupera-la em outra geração. A divisão do reino foi irreparável e irreversível em poucos anos. De modo semelhante, não há solução fácil para o fato da escolha de DEUS para liderar as dez tribos ter recaído sobre Jeroboão. 
Jeroboão me faz lembrar outra escolha decepcionante: Saul. Saul colecionou tantas "bolas fora" durante seu reinado, acumulando maldições para si e sua casa, que fica difícil não fazer a fatídica pergunta: DEUS errou ao escolhe-lo? Mas como se Ele sabe tudo? Ele não sabia que Saul iria pisar na bola feio? O mesmo não sucede com o "coitado" do Jeroboão? DEUS o escolhe, manda um profeta dizer-lhe que é "o homem" de DEUS para a situação e dá-lhe promessas dignas de um Davi, só pro "coitado" ir descendo depois ladeira abaixo e sem freios? Ah, não...Seria melhor então deixar o homem na dele, bem quietinho num canto qualquer, não? 
Sei que isso pode parecer meio herege, mas a verdade é que isso faz pensar em coisas muito densas e profundas como o significado real da nossa eleição e chamado. Crer e pensar não são tarefas desvinculadas. Muitas vezes, pensar significa questionar a validade de certos pensamentos pre-concebidos.
Longe de mim, porém, querer condenar a DEUS, sei que não posso querer compreender o porquê de Suas decisões ou seu modo de agir. A minha lógica é humana, animal, limitada e tacanha. Eu não enxergo sequer uma hora a minha frente então como saberei que as minhas soluções são mais acertadas? Porque aparentam ser mais práticas?
Posso lidar com tudo isso e aceitar o que a teoria teológica diz sobre a infalibilidade de DEUS e  Sua onipotencia, onisciencia, etc...mesmo que isso me conduza a um beco sem saída na interpretação bíblica quando tenho que enfrentar textos espinhosos que lidam com o fato Dele ter feito escolhas que dão margem para que muitos interpretem seu caráter de um modo não tão lisonjeiro, principalmente por punir toda humanidade com a morte pelo erro do primeiro casal, o que resultou em toda essa panacéia. Não teria eu, ou qualquer um de nós, o direito de ser levado a mesma escolha antes de entrar nessa massa falida chamada mundo??
Não me tomem por herege, apóstata, ou coisa que o valha. Estou estabelecendo argumentos que passam pela cabeça de qualquer pessoa sincera que quer realmente entender o que está escrito nas páginas da Bíblia. Isso é de suma importancia, por que tais questões estão lá e já levaram a uma série de erros interpretativos que culminaram em heresias perniciosas para o cristianismo, como o agnosticismo, que prega que o JEOVÁ do V.T. é um espírito maligno que criou esse mundo e toda matéria, e que JESUS veio para nos libertar do jugo dele, nos levando ao seu reino espiritual. Recentemente, pesquisando nas páginas da net sobre o assunto, encontrei esse estudo de uma comunidade evangélica aparentemente ortodoxa mas que atribui várias injustiças ao JEOVÁ do V.T.
Rejeitamos esse erro pelo que é: uma mentira do inferno e estabelecemos a ortodoxia apostólica que diz que o DEUS ÚNICO criou todas as coisas através de seu único filho, a quem outorgou o domínio de tudo.
Logo, quando falamos em DEUS no V.T., as decisões e  manifestações epifãnicas, não estamos falando de outro DEUS senão o único que reconhecemos, que é JESUS, o Alfa e o Ômega, DEUS verdadeiro enviado pelo DEUS Pai para atuar dentro do tempo-espaço.
Algumas pessoas gostam de evitar questões teologicas difíceis como o fato de que foi o mesmo JESUS que disse para amar os inimigos no Sermão do Monte, aquele mesmo que ordenou a destruição completa dos cananeus. Preferem "operar" DEUS, separando o DEUS da Lei do DEUS revelado na cruz. Logicamente, preferem ficar com o DEUS "paz e amor" do N.T., convenientemente esquecendo que Ananias e Safira também tentaram ignorar que Ele é um fogo consumidor.
Então, JESUS é o DEUS que se encontra com Adão e Eva na viração do dia, que aparece na sarça ardente, que escolhe Israel como povo, que o guia através do deserto, que ordena a invasão de Canaã, que escolhe Saul e Jeroboão, que parte Israel em dois, etc...É com Ele que temos de tratar. Você pode dizer que Ele errou?
Eu prefiro outra alternativa, outra via. JESUS, sem dúvida, é DEUS e pode operar na plenitude do poder de DEUS, mas NÃO PODE nos esmagar com o peso do seu Poder. Por assim dizer, Ele está restrito, não pode usar muito mais do que sua influencia na maior parte dos casos sobre os homens, especialmente na área da escolha individual, pois mais que isso seria trapacear. Dentro do espaço-tempo, JESUS tem que fazer escolhas difíceis como qualquer um de nós. Isso pode chocar ou escandalizar os conservadores, mas se conforma a realidade.
Como se explica a escolha de gente tão patética como Saul ou Jeroboão para liderar o povo de DEUS senão pelo fato de que JESUS os escolheu sem antever todo mau que fariam, mas crendo que poderiam acertar, pois tinham dentro de si, potencial para tal? O livre-arbítrio humano é uma verdadeira caixa de pandora para DEUS. Não ligo a mínima para a doutrina da predestinação e seu determinismo frio.
Ele, o SENHOR, sabe que "ganhamos" o direito de viver por nossas escolhas naquele dia no jardim. Como "deuses", como afirmou a velha serpente, nós vivemos para satisfazer nossa própria vontade. Se nossos "pais" tivessem escolhido a outra alternativa, seríamos filhos de DEUS verdadeiramente e O conheceríamos face a face.
Pensar dessa forma foi libertador para mim, pois recoloca as coisas no seu devido lugar. DEUS é supremo e soberano, sim, MAS ESCOLHEU limitar o raio de ação de seu poder ilimitado em JESUS para respeitar o direito de escolha do ser humano. Não há outro modo de conciliar a idéia de um DEUS Todo-Poderoso e Onisciente com as narrativas da criação e queda do homem e de todo mal que disso adveio à humanidade. Dizer que JESUS sabia que o primeiro homem fracassaria de qualquer forma , e que mesmo assim Ele foi em frente, faz dele um deus frio e calculista, da mesma forma que dizer que ao escolher Saul e Jeroboão sabendo que cairiam,  fazemos dele um deus estabanado que erra em suas escolhas. Em ambas situações a doutrina da Onipotencia e da Onisciencia de DEUS entra em cheque-mate. Ao passo que, se a incógnita da escolha humana em relação ao DEUS que atua no tempo-espaço for mantida, preservamos a Sua natureza onipotente e ressaltamos a obediencia, o Amor e a perseverança e paciencia do Filho em produzir em nós o tipo de seres que o Pai deseja ver. Dizer menos que isso, é dizer que DEUS somente atua numa peça teatral na qual ele conhece todas as falas e o seu  final e na qual somos todos suas marionetes. Isto posto, creio que podemos passar a tratar do caso de Jeroboão especificamente.

A escolha de Jeroboão e seus erros e sua apostasia traz reflexões úteis para os dias de hoje. Nossa escolha e eleição por parte de DEUS estão sendo avaliadas constantemente por nossas próprias escolhas e predileções diárias, pelo modo como gerenciamos as circunstancias e decidimos como seguir em frente. É chocante dizer isso, mas JESUS TEM  DE EXERCER FÉ EM NÓS. Ele espera que possamos agir de boa mente e de acordo com a direção dada inicialmente. No caso de Jeroboão, ela foi clara:

I Reis 11.38 : "Se ouvires tudo o que eu te ordenar, e andares nos meus caminhos, e fizeres o que é reto perante mim, guardando os meus estatutos e os meus mandamentos, como fez Davi, meu servo, eu serei contigo, e te edificarei uma casa estável, como edifiquei a Davi, e te darei Israel"


Que promessa , que oportunidade, não? JESUS, querendo ainda pôr mel na chupeta de Jeroboão, ainda deu uma dica do modelo que ele deveria seguir: Davi. É muito mais fácil seguir um modelo pronto do que ser o molde do qual virão os modelos seguintes, não? Mas Jeroboão ( que quer dizer "o povo contenderá") não atentou para esse detalhe. Ele possuía uma idéia bem própria do que deveria ser um rei, um líder para Israel. A faca estava em sua mão e o queijo bem diante dele ali na mesa, mas Jeroboão confundiu-se e acabou cortando os dedos. Como? Por que?
A única resposta que consigo dar é que Jeroboão não tinha o coração no lugar certo, como Saul antes dele, diferentes de Davi, o aferidor de medida para todos o reis de Israel. Por isso, o coração de Jeroboão se encheu com o primeiro sintoma de quem quer estar a frente de um empreendimento espiritual, por que foi ordenado pela boca de um profeta, a qualquer preço, sem antes preparar o coração para tal. O "SE" dito pelo profeta a Jeroboão é uma condicional gigantesca e está presente na maioria das promessas de DEUS.

A diferença entre "preparar o coração" ou não para buscar ao SENHOR e servi-lo pode ser constatada em passagens como II Crônicas 19.3, II Cr. 11.16, II Cr.30.19, I Samuel 7.3, I Cr. 29.18, Salmos 57.7, Salmos 78.8, I Cr. 12.14, II Cr.34.1 a 3. Vamos selecionar alguns para comparar:

2 Crônicas 12:14 : " E fez o que era mau, porquanto não preparou o coração para buscar o SENHOR"

Salmos 57:7: "Preparado está o meu coração, ó Deus, preparado está o meu coração; cantarei e salmodiarei"
Salmos 78:8 : "...e não fossem como seus pais, geração contumaz e rebelde, geração que não regeu o seu coração, e cujo espírito não foi fiel para com Deus"

2 Reis 22:2 : "E fez o que era reto aos olhos do SENHOR; e andou em todo o caminho de Davi, seu pai, e não se apartou dele nem para a direita nem para a esquerda" - sobre Josias

A palavra coração em hebraico vem de uma raiz relacionada não tanto ao orgão vital, mas a parte interior do homem, sua consciencia, e tem relação com a palavra raiz labab, que siginifica "tornar-se sensato, inteligente". Tornar-se um homem sensato ou sábio nas antigas sociedades orientais e ser reconhecido como tal não era apenas um elogio, mas uma alta posição reservada para poucos. Os reis persas da dinastia aquemênida chamavam a si mesmos de "homens sensatos", pois esse é o significado da palavra. Ciro, um dos reis aquemenidas e responsável pelo fim do cativeiro babilonico do povo hebreu, é chamado na Bíblia de "ungido do SENHOR" pela boca de Isaías. 

Ser um "homem-sensato" está então intimamente ligado ao modo como nos dispomos a buscar a DEUS em nossos corações, em nosso homem-interior. 


Provérbios 2:

1 Filho meu, se aceitares as minhas palavras e esconderes contigo os meus mandamentos,
2  para fazeres atento à sabedoria o teu ouvido e para inclinares o coração ao entendimento,
3  e, se clamares por inteligência, e por entendimento alçares a voz,
4  se buscares a sabedoria como a prata e como a tesouros escondidos a procurares,
5  então, entenderás o temor do SENHOR e acharás o conhecimento de Deus.


O ensino do SENHOR sobre o que vem do coração do homem é claro em Mateus 15.18 A 19:
"



Mas o que sai da boca vem do coração, e é isso que contamina o homem; 
Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias"



Vemos como o coração, ou homem interior, pode ser campo fértil ou solo árido para a Palavra de DEUS. Na parábola do semeador (Mateus 13) das quatro sementes lançadas em vários tipos de solo, apenas uma caiu em solo fértil. Vemos nisso que o desvario do coração humano em aceitar e interpretar corretamente a vontade de DEUS é muito grande.

No mundo há um ditado muito popular nos ambientes de trabalho que diz "Se você quer conhecer realmente uma pessoa, dê um cargo a ela". Quem já não constatou isso pessoalmente, da mudança que ocorre quando alguém que você pensa conhecer bem começa a ter atitudes autoritárias e descabidas por conta de sua posição na hierarquia da organização?
No meio "evangélico" poderíamos parafrasear isso da seguinte forma:
Se você quer conhecer realmente uma pessoa, espere até ela receber uma "promessa de DEUS". Como Jeroboão, todos temos uma promessa de DEUS dada ao coração ou declarada publicamente pela boca de um servo. Alguns se ufanam disso, se achando proprietários dela e, ao invés de se humilharem mais por sua indignidade, se ensoberbecem se achando algo que não são e se esquecendo que as condicionais de DEUS são mais importantes do que o fim da promessa, do objetivo para o qual será guiado, pois elas é que guardam o SEGREDO DO SUCESSO COM DEUS. Davi o conheceu e, por isso, foi o rei mais bem sucedido da história de Israel. Tal segredo está descrito no Salmo 25:
12  Ao homem que teme ao SENHOR, ele o instruirá no caminho que deve escolher.
13  Na prosperidade repousará a sua alma, e a sua descendência herdará a terra.
14  A intimidade do SENHOR é para os que o temem, aos quais ele dará a conhecer a sua aliança.
15  Os meus olhos se elevam continuamente ao SENHOR, pois ele me tirará os pés do laço.

O Temor do SENHOR descrito 27 vezes na Bíblia não é outra coisa senão MEDO. Sim, medo de perder o SENHOR e sua Presença e das consequencias que isso trará. Davi queria sinceridade com DEUS. Seus desejos e motivações não estavam velados diante de si mesmo, mas lhe eram bem conhecidos e expostos a DEUS em oração e súplica. Quantos dentre nós nem mesmo sabem aquilo que vai dentro realmente de seu coração? Qual a sua idolatria escondida? O quanto podemos usurpar uma promessa de DEUS para nos servir dela para alcançar nossos próprios objetivos?


Estudar aquilo que saltou do coração de Jeroboão nos permitirá entender o nível no qual nasce o engano, a apostasia, o afastamento do plano inicial de DEUS para nós e o início da operação do erro para aqueles que não amam a VERDADE em AMOR.

A RELIGIÃO APÓSTATA DE JEROBOÃO - A "CANANEIZAÇÃO" DO CULTO A YAHWEH



O primeiro dos erros manifestados por Jeroboão, o qual também pode ser constatado em Saul , mas está, em contraste, ausente em Davi, pode ser chamado de PRESSA.
Em
I Reis 11.40, lemos que Salomão procurou matar a Jeroboão, logo após este ter recebido a profecia de Aías. Como Salomão ficou sabendo do acontecido e por que desejou matar de pronto a Jeroboão sem que este nada tivesse feito ainda? Isso não parece do caráter de Salomão que, embora a essa altura, já tivesse se vendido às alianças políticas que trouxeram  deuses estranhos juntamente com as mulheres que desposou, nunca foi descrito como um ímpio o um tirano insensato. O Novo Comentário da Bíblia diz sobre o assunto:

Jeroboão não quis esperar o tempo determinado por Deus e conspirou contra Salomão-Salomão não podia, doutra forma, ter tomado conhecimento do que o esperava (40) visto que desconhecia a profecia; é provável que a conspiração continuasse durante a sua permanência no Egito (ver comentário a #1Rs 12.1-20). A Septuaginta inclui, no capítulo 12, uma notável variante em que se afirma ter Jeroboão chegado a provocar uma revolta. Qualquer que seja a explicação para essa variante da Septuaginta, somos forçados a reconhecer que alguns dos maiores investigadores e exegetas a rejeitam. Consideremos, pois, os vers. 26 e 40 como indicações de que houve uma conspiração prematuramente descoberta pelos espiões do rei.

 Ao contrário de Davi, Jeroboão achou que a profecia era um sinal de que ele poderia agir livremente para adiantar todo o processo. Presunção errada e rebelde que demonstra ansiedade, inquietação e falta de confiança em DEUS. Segundo erro manifesto: INSEGURANÇA- Jeroboão temeu ser deixado só pelo povo:

I Reis 12: 


26  Disse Jeroboão consigo: Agora, tornará o reino para a casa de Davi.

27  Se este povo subir para fazer sacrifícios na Casa do SENHOR, em Jerusalém, o coração dele se tornará a seu senhor, a Roboão, rei de Judá; e me matarão e tornarão a ele, ao rei de Judá.
28  Pelo que o rei, tendo tomado conselhos, fez dois bezerros de ouro; e disse ao povo: Basta de subirdes a Jerusalém; vês aqui teus deuses, ó Israel, que te fizeram subir da terra do Egito!
29  Pôs um em Betel e o outro, em Dã.




Diferentemente de Davi, que não temia ficar só, se submetendo a um exílio voluntário, por que sabia que o SENHOR não o desampararia, Jeroboão preferiu estabelecer estratégias próprias para garantir um bom público no seu "show", não confiando que DEUS cumpriria sua parte no "acordo".  A estratégia adotada mostra que Jeroboão se daria muito bem nos dias de hoje, pois ele partiu de uma premissa de mercado muito segura: dar ao povo algo de fácil aceitação, simplista, algo ao qual já estivesse acostumados, um "show" bem encenado, facilmente visualizável em seus objetivos e de claro gosto popular. 

Pode-se dizer que o terceiro erro manifestado de Jeroboão foi sua CRIATIVIDADE. A "sacada" "genial" dos "bezerros" de ouro (na verdade touros de ouro - o escritor bíblico quis associar o mais possível este erro com aquele do Êxodo), foi uma jogada de mestre e que merece ser estudada em seus pormenores históricos. Foi arquitetada usando como base a ignorância e falta de instrução do povo na Lei de DEUS e no conhecimento da Sua verdadeira natureza. Ao que parece, a aproximação até mesmo cultural das tribos do norte com a Siria e tribos cananitas não dispersas pela conquista hebraica cobrou seu preço na forma de um crescente sincretismo e engano que foi assumindo ares de tradição entre o povo mais pobre e supersticioso. YAHWEH, o DEUS que livrou o povo do cativeiro egípcio, era um deus distinto dos demais deuses pagãos, os quais estavam relacionados ao culto da natureza e seus ciclos e estações, bem como com a astrologia. YAHWEH, por sua vez, estava acima e além dos eventos naturais e era senhor e criador de todas as coisas e tão transcendente que não se poderia imaginar uma imagem ou escultura para caracteriza-lo. Mas com o tempo e a falta de instrução adequada, o povo do norte, principalmente de Dã, foi associando seu deus ao deus mais "poderoso" do panteão cananita, Baal. O Novo Comentário da Bíblia explica:


"Era, portanto, fatalmente fácil ao israelita comum dar a Jeová uma interpretação cananéia e toma-lo como o maior dos deuses e não como o DEUS ÚNICO, fazendo-o descer assim ao nível da natureza e, por consequencia, considera-lo natural, e, num plano igualmente natural, interpretar os seus mandamentos.

Jeroboão, assim, somente se aproveitou de algo que já existia no coração dos homens das tribos do norte, materializando um símbolo que remetia diretamente ao culto de Baal: o touro com o disco solar sobre a cabeça. O touro em si, não era uma estilização de YAHWEH, mas na mente do cidadão comum, a associação se tornava evidente demais: os dois eram o mesmo deus. Assim como o suntuoso templo de Jerusalém em nada contribuiu para aumentar a consciencia do povo de que seu DEUS não era como os outros deuses e não precisava de uma casa para habitar como eles, a idéia de Jeroboão abriu as portas para a cananeização crescente das mentes trazendo a apostasia total em alguns anos.
Baal tinha uma consorte, uma esposa que lhe gerou filhos, Astarte, ou Ishtar. Achados arqueológicos em sítios do reino do norte de imagens dessa deusa comprovam a adoção dessas supertições pelo povo de DEUS. Triste mas verdadeiro constatar que anos mais tarde esse povo viria até mesmo a sacrificar suas crianças dizendo que o faziam em honra a YAHWEH. É incrível o potencial de maldade a que um simples desvio pode levar em algumas gerações.

Há outras considerações a serem tecidas sobre os "bezerros de ouro" de Jeroboão. 



Sua adoção é o emblema da troca, da substituição de um ideal por um outro. Baal é o deus da terra, das coisas materiais. Podemos associa-lo facilmente a Mamon. Seu culto abrigava todo tipo de carnalidade e busca por hedonismo e riqueza a todo custo. O culto cananita é o culto da satisfação do ventre, das necessidades materiais e físicas, do presente, do aqui e agora, do vai ou racha, do "eu quero é mais". Tudo pode ser conseguido e adquirido aqui mesmo, não precisamos esperar. Nem preciso dizer que o verdadeiro DEUS e Seu Reino são uma antítese a esse pensamento. 

Outro traço da religião cananita assumido por Jeroboão está no fato dele ter assumido o posto de "rei divino", muito comum nas religiões pagãs da época, com o rei assumindo o posto de sumo-sacerdote da religião vigente. Como rei e alto-sacerdote da religião apóstata que criara, Jeroboão sentiu-e à vontade para se afastar de vez da Lei de Moisés e criar um simulacro da religião judaica, consagrando sacerdotes que não pertenciam a tribo de Levi, e mudando a data da principal celebração judaica, a Páscoa, celebrada na Primavera, e que marcava o Ano Novo hebreu, lembrando a supremacia do DEUS ÚNICO sobre os deuses da natureza do Egito, para o outono, para a conformar com as datas do Ano Novo cananeu e seus ritos de fertilidade. Como rei divino e sumo-sacerdote de sua religião, Jeroboão sacrificava e queimava incenso no altar. Ele era supremo e sua vontade era a vontade de um deus.


Cada uma das ações de Jeroboão tem por objetivo único fazer o povo esquecer do DEUS de Abraão, Isaque e Jacó e da Lei escrita no Sinai. Extinguir de sua memória o DEUS da Palavra negando-lhe a Palavra de DEUS. Com certeza, se a ensinavam ali, era de modo deturpado e moldado a servir às conveniencias do apóstata e rei. Cada intenção por detrás dos atos dele visavam distanciar o povo cada vez mais do Grande DEUS EU SOU e fazer suas expectativas recaírem sobre aquilo que ele e seus sacerdotes praticavam no altar, com grandiloquencia, com emocionalismo, com apelos frequentes à consciencia do povo. 
Posso ve-los clamando: "Venham e sacrifiquem...não neguem nada ao seu deus e ele vos dará tudo o que quiserem...Sejam fiéis...Com nosso lider enviado e constituído por DEUS a frente do rebanho, finalmente seremos guiados a uma terra que mana leite e mel...Fomos enganados e oprimidos por uma falsa religião por muito tempo, mas agora. debaixo dessa nova unção, um novo tempo se inicia...Creiam no seu rei e profeta e prosperareis!"

O povo em catarse brada por seu rei que sobe ao altar no auge do ritual. Sua fala impressiona, encoraja os presentes com sua ousadia e eloquencia. Um verdadeiro profeta para um novo tempo, como Moisés o foi. "Salve o rei e profeta Jeroboão!!!", grita a turba.

O erro de Jeroboão ainda está bem vivo entre nós, bem como seus bezerros de ouro, símbolos de uma culto que celebra o comum, o ordinário, o natural, símbolo de um deus menor que barganha suas bençãos com mortais. O erro de Jeroboão revive em cada "ungido" que surge e que troca as promessas seguras, condicionais do DEUS ETERNO por suas próprias estratégias, baseadas no seu medo do fracasso, em sua insegurança como líder, na sua incredulidade e criatividade para gerar um modelo com soluções próprias e práticas, mas longe de um vínculo real com o ESPÍRITO DA PALAVRA. 

Ainda mais: o erro de Jeroboão vive e se torna mais forte quando um pretenso lider espiritual nega ao seu povo o acesso ao ensino da Verdade pura e santa, condenando seus púpilos a uma eterna infância espiritual, para usar e abusar deles com ações de graças.

A justiça e a soberania de DEUS permanecem incólumes diante de homens como Jeroboão, pois seu pecado não é fruto de um determinismo onisciente que faz brotar do mesmo solo os bons para  a salvação e o maus para a perdição, mas da sua permissão, dada para que do solo do coração do homem,que pode gerar tanta coisa má, também possa ser gerado o legítimo conhecimento da sua perfeita vontade. Aos sinceros, consigo mesmos e com o Pai, pertence esse Caminho. 


Obs: Dedico este post aos blogueiros cristãos de plantão, parceiros do Caminho, verdadeiros sentinelas em suas torres de vigia, no espírito de Isaías 21.8, prontos a denunciar o engano e a hipocrisia da falsa adoração de Jeroboão entre nós hoje em dia. Vocês me dão força e ânimo para prosseguir pois vejo que não estou só.  



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OCEANO DA PAIXÃO

Montei este vídeo combinando a incrível musicalidade de Djavan com cenas emocionantes do filme A Paixão de Cristo de Mel Gibson. A letra dessa música "casou" perfeitamente com as imagens e com a idéia do projeto, ou seja, encontrar JESUS em todos os lugares possíveis. Ele é meu Mestre, meu ensinador, o meu Cristo que me ensina a amar o mundo como o Pai nos amou. Tudo que vejo me remete a Ele, Tudo que ouço me faz lembrar Dele e não há separação entre sacro e mundano, conquanto eu consiga discernir o que é bom do que é mau. Fiz isso para adora-Lo e espero que possam submergir nessa águas apaixonadas do Amor de DEUS.


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DESERTO DA GRAÇA

                                                                                    


PAI, Tu me despiste e nu  fiquei diante de Ti
Cada uma das peças caíram e nada ficou
E então me vi como sou
E Tu me atraíste para fora e me impeliste para o deserto
Sequidão, solidão, fome, sede, angústia, incerteza nos uivos do vento
Longe da sombra de Tuas Asas
Lembrava do sabor e vida das Tuas Águas
Despido de pressupostos e planos eu pensava:
"Que engano! Me  abandonaste?
Este é O CAMINHO para o qual me guiaste?"


Enfim, hoje vejo e sinto o por quê está escrito
"O povo que escapou da espada (morte) achou GRAÇA NO DESERTO"
É preciso prosseguir em frente e perder, ser despido
Confrontado e impelido
Para o deserto onde o medo e o terror esperam
E encontrar O CAMINHO onde não se vê caminhos
E segui-LO, sem pressupostos e planos
Sobre pedras e escorpiões
Perdendo, mas na Verdade, ganhando
Nada tendo, mas na Verdade, possuindo Tudo


Me fizeste o Bem, SENHOR
Eu o reconheço em meus passos
Quando me imaginava perdido foi que o Vi
Quando me senti rejeitado foi que Ouvi...
"Filho, é por aqui."


trilha sonora deste post







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