24 janeiro 2010

PENSANDO FORA DA CAIXA


E se estivermos empacotando A VERDADE dentro de caixinhas religiosas?
E se estivermos sendo ensinados a crer em questões irrelevantes como sendo essenciais?
E se você estiver sendo apenas domesticado?
E se JESUS não estiver nem aí com 90% daquilo que se faz dentro das "igrejas" hoje em dia?
E se você estiver se enganando querendo "algo", não "Alguém"?
E se você, achando que entraria na liberdade dos filhos de DEUS, estiver entrando no cativeiro da Babilônia?
E se você, desejoso por aprender mais sobre a Graça, estiver se prendendo cada vez mais à Lei?
E se, depois de tantos anos, você olhar para si mesmo e ver que se tornou apenas mais religioso?

Você questiona sua própria fé e seus fundamentos? O por quê de frequentar essa ou aquela denominação? Já se perguntou se tudo que é pregado ali é realmente essencial e "bíblico" como gostam de afirmar?

Ao contrário do que muitos afirmam, questionar com Sabedoria traz mais benefícios ao cristão do que dizer "Amém" a tudo que vem dos púlpitos. JESUS nos aconselhou a sermos como crianças quanto a pureza das nossas intenções, não quanto ao nosso entendimento. Quanto a isso, ele nos exortou a sermos como as serpentes, phronimos, ou seja, sábios, inteligentes, diligentes.


QUESTÕES ESPINHOSAS DENTRO DA ECLESIA - COMO LIDAR COM ELAS?

Como você lida com questões espinhosas dentro da sua comunhão? O que faz quando vê que aquilo que você acredita ser a mais pura verdade cristã ser diluída até se tornar uma sopa insípida de abobrinhas doutrinárias ? O que você faz quando vê que a Ferrari que você tem na garagem está apresentando o desempenho e todos os defeitos de um fusquinha 68 com o carburador entupido e motor desregulado?O que você faz quando vê que, mesmo depois de ter remado tanto, você não saiu do lugar e que ano após ano, os mesmos problemas se sucedem dentro da expressão do Corpo a qual você pertence? Que tipo de pessoa você é? Se é uma ovelha, briga, ralha e incita os pastores a tomarem uma atitude diante de certos padrões inconvenientes da sua comunhão? Acha que não há muito espaço pra opinar (afinal é uma ovelha, apesar de já ser uma ovelha meio velha)?Ou se resigna ao seu confortável banco de espera para o céu?
Se é pastor do rebanho ou outro líder qualquer, como estimula os seus a obterem uma visão mais alta do que é ser membro do Corpo e participar mais dando opiniões e estimulando debates para crescimento espiritual? Com pregações mais enérgicas? Com "pitos" de gabinete? Promove campanhas e mais seminários e palestras? Revê conceitos?Muda paradigmas? Ou acha que absolutamente não é necessário mudanças e que bom mesmo é que cada macaco fique no seu galho. Debates, opiniões, democracia em geral, não foram feitos para a igreja, por isso Deus nos deu a hierarquia, para calar a boca dos contradizentes. Quem estiver descontente procure ouro lugar, afinal, igreja tem aos montes, não é mesmo?Que bom seria se todos ficassem satisfeitos e gratos com aquilo que é apresentado diariamente dentro das igrejas, não? Há cultos, palestras, ensino, eventos e etc...Porque simplesmente não veem que inquirir demais é do diabo e que será feliz e terá algum futuro se simplesmente obedecer as regras ("Não são muitas", dirão), sem esquecer de contribuir financeiramente para manter toda parafernália, claro?
Mas há uma gente que não se contenta com nada e começam a falar de coisas desagradáveis e espinhosas demais como comunhão e a questionar o por que de certas coisas não andarem, a questionar modelos de ensino e o afastamento e esfriamento das relações interpessoais dentro do Corpo. "Que gente desagradável!Querem destruir a Igreja!"
Há um aforismo que diz "Não se pode obter algo diferente quando se faz sempre a mesma coisa". Há certas questões espinhosas dentro da Eclesia, as quais determinam que tipo de pessoas somos. As questões estão lá mas muitos preferem não toca-las nem se referir a elas, pois custaria caro querer resolve-las. Custaria muito mais do que simplesmente tempo. Custaria arregaçar as mangas, abrir mão de prerrogativas, fazer meia volta e rever conceitos e padrões estabelecidos há séculos e abrir-se para questionamentos difíceis, tanto da parte da liderança quanto do "rebanho".
Como essas questões continuarão lá, nos assombrando com sua presença, quer queiramos ou não, ignora-las não será um medida sã, pois elas, cedo ou tarde emergem, como o lixo despejado em represa. Não ataca-las frontalmente significa fazer uma aposta contra um sentimento que tem crescido nos ultimos anos no seio da Igreja de Cristo no mundo inteiro, mas especialmente no Ocidente. Esse "feeling", apontado por especialistas como George Barna, nos EUA, é ignorado pela parte dos frequentadores de igrejas recém chegados aos templos, pois não possuem parâmetros para notar certas coisas.
Essa sensibilidade aumenta muito na parcela de membros que já frequentam um comunhão denominacional há um bom tempo. Essa é a porcentagem de cristãos aos quais mais se atribui a rotação contínua que se vê dentro das igrejas, principalemente pentecostais e neo-pentecostais, pois, segundo pesquisas, essas pessoas, já cristãos discipulados e mais maduros, ficam, em média, de quatro a cinco anos dentro de uma congregação e depois migram para outra, quem sabe, em busca de novas oportunidades ou simplesmente por não concordarem com um ponto ou outro da comunhão pregressa. Essas pessoas sentem-se, de algum modo, frustradas e com puco espaço para mostrar serviço e querem ser de novo estimuladas a sentir o que sentiam no início.O caminho mais fácil é sempre trocar de galho.
Já entre os líderes das instituições, esse sentimento não passa despercebido, já foi diagnosticado como uma ameaça há muito tempo, sendo um inimigo bem conhecido. Muitas fórmulas, programas, reformas estruturais já foram tentados para sanar o problema, em vão, porém. Muitos livros, seminários, pseudoreformas e métodos depois, a questão continua aumentando pois nunca foi encarada de forma satisfatória. E qual é essa questão?
Essa questão diz respeito a como fazer com que as pessoas se mantenham entusiasmadas com o passar dos anos com suas congregações, mantendo um nível de compromisso acima da média de um ou dois comparecimentos por semana nos templos e mantendo uma visão espiritual com propósitos. A apatia com que muitos cristãos tratam sua vida espiritual tem levantado sérios questionamentos na liderança. Como estimular continuamente as mais diversas classes de pessoas, jovens, adultos e velhos a ter um objetivo comum e a continuar engajados nos projetos da denominação? Mais: que tipo de alvo, objetivo, propósito pode ser oferecido a um cristão já amadurecido dentro das estruturas eclesiasticas?

Muitos líderes tem se debruçado sobre o problema que não é outro senão responder certas perguntinhas bem chatinhas . A primeira é: Qual a real motivação das pessoas que vão aos templos? Segunda: Como resolver a apatia e falta de comprometimento das pessoas na sociedade pós-moderna?
Não existe uma resposta única para as duas perguntas. Tanto a motivação das pessoas quanto seu nivel de comprometimento ou apatia espiritual são questões que variam a nivel individual. No geral, porém, uma grande parte frequenta os templos a fim de se livrar de suas dores de consciência para com a obrigação que muitos sentem de cultuar a DEUS. Tais pessoas não se perguntam muito sobre o por quê disso ou daquilo e na realidade querem um serviço religioso que não cobre muito caro para participar, seja agradável de assistir e que não tome muito seu tempo, afinal, ele é escasso hoje em dia. Então, poderiamos dizer que a apatia e falta de interesse dos membros de uma denominação está intimamente ligada à motivação que os levou ali.
Mas também podemos dizer que há outros motivos. A mentalidade prática e imediatista adotada pela maioria dos líderes das denominações evangélicas, cujo propósito é quase exclusivamente encher os templos e alavancar o nome da própria comunidade como numa corrida agressiva mercado, é uma das razões para os resultados que se vêem hoje. Pressa em obter o sucesso ministerial sempre custa a qualidade do discipulado. Antigamente, os evangélicos nesse país tinham pressa em torna-lo o mais evangélico possivel no menor espaço de tempo, antes que a igreja católica romana pudesse reagir satisfatoriamente. Hoje, os líderes evangélicos competem com o vizinho da esquina por um controle territorial mais apertado.
Em todo caso, a busca por soluções pelos líderes passa longe da questão central e o que geralmente vemos são "soluções" mirabolantes que passam por campanhas, programas, mais ativismo, fervor nas exortações e em casos mais extremos, unções especiais de "apóstolos" e "profetas" "ungidos" e "objetos de poder" consagrados para endireitar o que está torto. Isso serve para catalisar a atenção do povo e tentar demonstrar que "algo" está acontecendo. O "absurdário" gospel não pára de crescer e há quem realmente goste disso e os que se aproveitam disso (mais sobre o absurdário gospel). Eu mesmo poderia incluir algumas pérolas que testemunhei para engrossar o caldo: vi com meus olhos e ouvi com meus ouvidos duas pessoas (respectivamente "apóstolo" e "profeta")de um ministério paulistano se auto declararem as duas testemunhas de Apocalipse 13; outro afamado adorador esteve em Taubaté em 2006 e declarou que João 3,29, que se refere sobre o Amigo do Noivo, referia-se a ele próprio de modo literal. Também travou-se por aqui uma intensa batalha espiritual...contra o Sítio do Pica Pau Amarelo!!!! Como disse o amigo Teóphillo Noturno em seu blog, "apostasia não é igreja vazia...é igreja cheia", cheia de gente que se compraz em oferecer um manjar podre, e de gente que não se importa em come-lo.
É triste assumir que maioria dos abusos e distorções doutrinárias são expelidas pelo ramo no qual nasci, o neo-pentecostalismo. Parece que todo abuso e mercantilismo são permitidos no meio por falta de limites doutrinários claros e pela facilidade com que as "crias" se multiplicam. Já postei aqui sobre a facilidade que qualquer joão ninguém tem para abrir uma "benção" do gênero e, assim, as inovações e aberrações não param.
As neo realmente tem quem puxar, pois são crias das igrejas pentecostais, iniciadoras de todo tipo de inovação e divisão no meio, como a "DEUS é Amor", "Casa da Benção" e "Brasil para Cristo". A divisão que temos visto nos ministérios pode parecer a alguns multiplicação que favorece a divulgação do evangelho, mas divisão não é multiplicação, que é o fator divino gerando o incremento da Eclesia. Divisão gera divisão. Distorção gera distorção.
A expansão do genero no país é tão irresistível que ramos mais tradicionais como muitos batistas e presbiterianos não resistiram e entraram na dança adquirindo tiques de gosto duvidoso como a "adoração extravagante", "sessões de libertação", "curas da alma", "teologia da prosperidade", etc...As Assembléias de DEUS depois de descerem o pau na tal "teologia do Edir Macedo", agora tem que engolir um representante de peso dos seus, o sr. Silas Malafaia, como um dos maiores expoentes dessa infame distorção do Evangelho, expondo-se ao lado de um dos papas de tal heresia, o sr. Morris Cerulo. Já não há limites estabelecidos, o crossover se estabeleceu por completo.
Fico a me perguntar de quem é a culpa de tanta confusão dessa Torre de Babel gospel?Como, buscando o Poder dos dons de DEUS, acabamos nos abrindo pra todo tipo de desequilíbrio? o Poder do Espírito não deveria gerar em nós o contrário disso? Temperança, discernimento, equilíbrio. O Poder de DEUS nos deixou desequilibrados? Não creio. O poder de confundir pertence ao inimigo. Devemos buscar o Poder de DEUS com a mais pura das intenções e o que ocorre é que grande parte tem buscado tal Poder para atingir objetivos pessoais. E o que se acha então é o poder da alma, da psiqué, que pode, e tem sido, inflamada pelo inimigo. Já na década de 30, Watchman Nee observava isso em seus apontamentos mais tarde coligidos e publicados num livro com o nome "O Pode Latente da Alma":

"Se alguém que é experimentado no Senhor está presente numa reunião de avivamento pode dizer se o pregador está usando o poder da alma ou o poder espiritual...Uma vez um irmão entre nós observou que se uma pessoa tinha poder ou não podia ser julgado pela forma com que esmurrava o púlpito. Precisamos discernir numa reunião se o poder de alguém ê psíquico ou espiritual...

Podemos julgar este poder de duas direções: a do pregador e a do auditório. Se um pregador confia em sua experiência passada (na qual pessoas se arrependeram por meio de sua pregação), e decide entregar uma mensagem segunda vez na expectativa de alcançar o mesmo resultado, ele está, sem dúvida, operando com seu poder psíquico. Ou se ele procura despertar as pessoas contando estórias de arrependimento, novamente ele estará usando seu poder psíquico...

Por outro lado, se a atitude do pregador é semelhante à de Evan Roberts, o vaso de Deus no Reavivamento no País de Gales em 1904-5, então seu poder da alma será recusado, porque este servo do Senhor pediu a Deus para quebrá-lo, para quebrar seu poder da alma, para domar seu ego e bloquear tudo o que viesse dele.

Aquele que ministra deve conhecer a diferença entre estas duas forças. Deve ser capaz de discernir o que é feito pelo poder da sua alma e o que é feito pelo poder de Deus...A tarefa do homem é obedecer a Deus, mas o poder do Espírito Santo não é dado para o homem sentir." (Observe que sentir no espírito é outro assunto)...

Minha obrigação é pedir a Deus para amarrar a força da minha alma, isto é, meu próprio poder. Devo obedecer a Deus absolutamente e o resto eu deixo que Ele faça...

O perigo do púlpito está no fato de que muitos pregadores não sabem que estão usando seu próprio poder psíquico. Eles pensam que têm poder, mas estão apenas empregando o poder psicológico para ganhar as pessoas.




Tremendo discernimento, não? Nee, apóstolo sem título na China comunista, cria nos dons mas estava "esperto" quanto à possibilidade de engano psicológico. O mau uso não pode gerar o desuso. Da mesma forma que temos que romper radicalmente qualquer vínculo com as obras demoníacas, devemos expor tais desvarios como frutos inaceitáveis e repudia-los totalmente. Não se pode falar em reforma de uma obra nascida de divisão, contenda, ciúmes e engano. Tem que haver rompimento radical para que o novo se estabeleça sobre um fundamento puro e legítimo. Vinho novo somente se deita em odres novos. Muito se fala hoje em dia em reforma apostólica-profética, já há muitos que se intitularam como tal e apregoaram "Reforma!" somente para não ficar para trás e ter um lugar nesse mover de "novas unções", mas não passa de renomeação de cargos e títulos. Tal "reforma' já nasceu reprovada por DEUS pelos frutos daqueles que a semearam. Não há nada para se aproveitar nesse bolo fermentado.Creio que DEUS esta trazendo algo novo e nesse novo de DEUS há espaço para apóstolos e profetas, bem como para o Amor Fraternal entre irmãos que não se distinguem um dos outros por nomes, cargos e títulos, mas somente pelo serviço prestado ao Corpo.

Resumindo, os bereanos são uma raça rara hoje em dia. Mas existem.Entre os sinceros, a necessidade de um despertar espiritual, um avivamento genuíno, está claro e é urgente há muito tempo. Um avivamento real é algo que o homem não pode produzir por qualquer meio. É fruto de anos de quebrantamento, de arrependimento, de oração coletiva e imersão na Palavra Viva. Segundo as palavras de um evangelista, "é como um filho que caminha ao lado do Pai segurando sua mão e, de repente, o Pai o ergue sobre seus ombros e o carrega". Os homens são práticos demais para esperar isso e preferem seus próprios meios. O Oficina G3 canta numa das canções de seu ultimo album, Depois da Guerra:

"Quantas vezes os meus próprios meios me levaram a lugar algum..Buscar a coisa certa da maneira errada é o mesmo que nadar contra a maré...Lutando pelas nossas próprias forças já entramos na batalha derrotados...Mas é tempo de abrirmos os olhos, não temos mais onde correr...e entender que sem o Pai não somos Nada" - Profético ou não?

BUSCANDO O SENTIDO DE "UNS AOS OUTROS" DO NOVO TESTAMENTO - De que necessitamos realmente hoje em dia? Despertar espiritual ou ativismo? As receitas variam mas muitos já tem se pronunciado por uma nova reforma no meio evangélico. Há uma ansiedade no meio de líderes sérios. Eles sentem uma mudança vindo e querem se posicionar de modo a não serem surpreendidos.
Há muito questionamento genuíno nas páginas da web, no blogs e nos foruns de discussão. Pessoas que desejam algo mais sólido e profundo e que o buscaram de muitas formas dentro das instituições e não encontraram senão mais frustração e cansaço e enfado. É gente calejada, experiente e imbuída do sentido de propósito real existente na Igreja de Cristo na Terra. Mais do que um lugar para frequentar aos domingos, ouvir doces palavras e contar hinos bonitos, essas pessoas querem ver em funcionamento o Reino de DEUS outorgado por JESUS aos que viessem a crer. Sem máscaras, sem fórmulas, sem manipulação psicológica. Começou-se novamente a buscar o sentido perdido da expressão/fórmula "uns aos outros" presente cerca de 30 vezes nas cartas apostólicas.


















Segundo o instituto norte-americano de pesquisas Barna Group, entre os cristãos compromissados com uma comunhão, é cada vez maior a busca por formas variadas de culto cristão. Essas pessoas são membros de uma comunhão convencional mas também estão se abrindo para experimentar outras formas de igreja que vem ganhando consistencia nos ultimos anos: os grupos celulares e comunhões de igrejas nos lares.
Esse é um reflexo importante que mostra que muitas pessoas não estão plenamente realizadas apenas com idas regulares ao templo para assistencia de cultos. Elas querem mais. Querem aprender mais, absorver mais umas das outras, querem mais liberdade para inquirir sem necessariamente serem tachadas de rebeldes por isso. Qual o melhor ambiente para isso senão a atmosfera informal de uma casa? Ali, não há pompas ou circunstancias, todos estão no mesmo patamar, não há microfones nem luzes, todos podem falar e abrir-se e o pastor é um dos convivas, geralmente, o anfitrião, não um pequeno imperador concedendo audiencias aos súditos. Essas pessoas querem ser EDIFICADAS ESPIRITUALMENTE POR JESUS NÃO AMONTOADAS NUM MONTE DE PEDRAS!
Muitos líderes cristãos sérios tem apostado na disseminação dos pequenos grupos como forma de escapar do vácuo eclesiastico deixado pela precária relação fraternal que se encontra nas igrejas de hoje, principalmente as mega-igrejas. O criador e presidente do instituto Barna de pesquisas (George Barna, autor de "Pense como JESUS" e co-autor de "Cristianismo Pagão", ao lado de Frank Viola) lançou no EUA um livro contundente chamado "Revolution" que trata a tendencia das house churches como algo que tem crescido exponencialmente e que veio para ficar e se alastrar pelo país pelos próximos vinte anos. Ele diz:

"Por necessidade, a transição de uma nação que exclusivamente oferece uma experiência de igreja convencional para uma que oferece uma escolha entre a igreja convencional e outras formas de experiência espiritual está mudando as regras e papéis...Um novo conjunto de recursos espirituais está sendo desenvolvido e utilizado pela comunidade em expansão das igrejas nos lares...As formas tradicionais de pensar e viver a "igreja" estão sendo rapidamente revolucionadas por uma forma de "escolha religiosa", em que as pessoas estão tendo uma maior responsabilidade pessoal por sua experiência espiritual e desenvolvimento" -Fonte http://www.barna.org


Cientes da transição que afetará o modo como vemos e vivemos a Eclesia, alguns novos líderes da nova geração, da chamada "Igreja Emergente" tem se posicionado na vanguarda da
busca por um retorno à simplicidade do Evangelho. O crescimento desse segmento mostra o quanto as pessoas estão cansadas da manipulação dos televangelistas e dos empresários das
megaigrejas. Nada de campanhas para atrair público, apelos constrangedores, markting ministerial agressivo...Somente as boas novas espalhada do modo antigo, boca a boca, pessoa por
pessoa. Li recentemente o livro de John Burke, "Proibida a Entrada de Pessoas Perfeitas", editora Vida. Embora a comunidade de Burke, a Gateway Church em Austin, Texas, ainda possua muito
de uma igreja convencional, o enfoque principal são os grupos de crescimento espiritual que se reunem uma ou duas vezes por semana nas casas dos membros. A inclusão de gente que normal
mente seria avessa a participar de um culto "normal" dentro de um templo é radical. Preparar e treinar adequadamente pessoas para trabalhar num campo desses é uma tarefa monumental. Já
não se pode simplesmente esperar que o discipulo "verbalize bem" e "atue" sobre o púlpito. É preciso que o indivíduo esteja apto a discernir a diferença entre cultura e espiritualidade genuína, sem
abrir concessões ao Evangelho da Salvação.

Um outro líder que tem chamado a atenção dos meios especializados, não da mídia em geral é um chinês radicado nos EUA desde os 7 anos chamado Francis Chan. Chan passou por uma de
silusão em seu chamado quando era pastor de jovens de uma igreja da Califórnia. “Eu aprendi muito mais do ponto de vista intelectual do que em qualquer outra época da minha vida, mas foi um tempo pecaminoso e cheio de hipocrisia.”
Depois de entregar o cargo e o "ministério", Chan, caindo aos pedaços, estava pronto para o novo de DEUS. Conheceu sua esposa e depois um grupo de desiludidos como ele mesmo que se juntaram para recuperar os cacos de sua fé e fundaram uma comunidade, a Cornerstone, que mantem uma sede em Simi Valley, California, que até possui uma fonte para batismo, mas nenhum púlpito. Agora, Chan tem planos para Los Angeles:

"O plano de Chan, à longo prazo, envolve a construção de uma igreja sem ter o prédio. O pastor assistente Matt Moore diz que esta experiência é uma maneira de descobrir como a igreja pode crescer sem os limites de uma edificação. Cada igreja satélite terá um ancião responsável por aquela congregação e estes membros poderão escolher se querem ir ou não para a igreja principal em Simi Valley...
A Cornerstone inicialmente usará este modelo com várias igrejas pequenas que se reunirão de maneira autônoma. O ministério se baseia principalmente num website chamado IAmChurch.org (Eu Sou Igreja), aonde as pequenas igrejas locais poderão encontrar vídeos de sermões e outros recursos.
Chan diz que estes “agrupamentos” (ele não usa o termo igreja em casa porque isso também pode sugerir uma edificação, que por sua vez pode limitar o crescimento) serão semelhantes a um projeto laboratorial estudantil, local no qual há um nível alto de engajamento e envolvimento, sendo bem diferente de um auditório para palestras aonde somente uma pessoa fala. De fato, Chan diz que o culto de uma igreja não deverá ser o evento principal destes ministérios nas vizinhanças.
“Nós ainda nem temos planos do que terá acontecido daqui a três meses; por enquanto oraremos fervorosamente e pediremos ao Espírito Santo que edifique a sua igreja.” O pastor executivo da Cornerstone, Todd Nighswonger diz que a Crowded House (Casa Abarrotada) no Reino Unido e as Soma Communities (Comunidades Soma) em Seattle são os modelos nos quais se basearam para esta experiência no Condado de Los Angeles." - fonte http://cristianismohoje.com.br/?s=mark+driscoll&x=0&y=0


Chan arremata: “As Igrejas que construímos somente através dos nossos próprios esforços e não na força do Espírito rapidamente entrarão em colapso quando deixamos de constantemente empurrar e incitar as pessoas para que prossigam”. A iniciativa pode gerar algo bom. Só o tempo dirá. Por aqui, os exemplos semelhantes existem mas estão engatinhando nessa direção. Falta ousadia para romper paradigmas e tradições. Mas DEUS não se deixa escarnecer.O falso nunca tomará o lugar do verdadeiro. Acontece que se queremos o verdadeiro Reino de DEUS não devemos busca-lo nas coisas que são aparentes, nem nas que são alguma coisa aos olhos de todos. Devemos buscar entre os fracos, os de pouca força, onde não há palco nem espaço para atuação de profissionais. JESUS não deixou de ser simples. Assim como ele se hospedou em seus ultimos dias em Betania, na casa de Lázaro e de Simão, o Leproso, Ele procura hoje por casas de paz, onde possa entrar e se sentir em casa.

Não seja relapso com aquilo que DEUS lhe entregou como dom precioso, sua Fé, que pode lhe garantir a salvação. Seja um inquiridor, seja criterioso, não diga amém a qualquer coisa que vem do pulpito. Analise pelas Escrituras, no seu contexto, e pelo Espírito Santo que ensina e corrige. Seja resoluto em manter-se no Caminho correto ,sem desviar, mas não seja amargo com as pessoas. Não contenda, nem gaste energia à toa. Esteja convicto da Verdade. DEUS ama tais pessoas como está escrito em Apocalipse 2,2 e 3 :

" Eu sei as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos e o não são e tu os achaste mentirosos; e tens perseverança, e suportaste provas por causa do meu nome, e não te deixaste esmorecer;"

Eu de minha parte digo que estou esperando em DEUS a adoção por parte de uma família espiritual legítima, como foi profetizado em minha vida por uma profetiza que reconheço como legítima. JESUS disse que não há quem deixe pai e mãe (pode-se entender também como tradições e paradigmas) e não receba cem vezes mais em irmãos, pais, mães e filhos e depois a vida Eterna. Amém. Até lá sigo repudiando as obras dos nicolaítas e seus frutos malignos.


2 comentários:

Marcello de Oliveira disse...

Shalom!

Uma alegria conhecer seu blog. O Eterno resplandeça o rosto Dele sobre ti e toda a sua família.

Medite no Sl 36.8,9

Nele, Pr Marcelo

Visite>> http://davarelohim.blogspot.com/

e veja o texto:

A radiografia de uma sociedade doente

ALDO VIEIRA disse...

Olá Marcello, Shalom Adonai. Obrigado pela visita, será retribuída. Espero q possamos interagir mais.

Um abraço.

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