30 maio 2009

"ATÉ QUANDO, SENHOR?"


Por vezes, ao me deparar com os noticiários tão fartos de absurdos dos cotidianos da vida em sociedade dos dias de hoje, sou obrigado a desviar meus olhos e não coloca-los sobre os jornais por uns bons dias, para não enfermar e amargar meu coração. Como não ficar doente diante de tanta violência e corrupção? Como chegamos a isso? Como nos tornamos isso? 
Fico sabendo que no Brasil, país de índole "pacífica", há uma média de 48 mil homicídios por ano (!!!???!!***###@@@@!!!!!!!). Quantos morreram no Iraque mesmo ano passado? Sei que cerca de dez anos de guerra no Vietnã custaram 50 mil vidas de soldados americanos. As denúnicas sobre casos de pedofilia cresceram no ultimo ano mais de mil por cento, graças aos mecanismos de controle criados, mas quantos casos nunca vem a publico? Estamos vivendo uma epidemia de pedofilia? Que mundo é esse, afinal? 
Na minha indignação, não posso deixar de me perguntar qual o propósito de tanto mal sobre a Terra e me recordo dos queixumes de gente como Habacuque, Asafe, Jeremias e outros que ousaram levantar suas vozes e perguntar algo que alguém que tem uma fé alienada nunca pergunta: "Até quando, SENHOR?" Até quando, Senhor, sofreremos os maus? Até quando veremos os perversos levarem a melhor? Até quando veremos as aves de rapina ocupar lugares de honra em nossa nação?
Posso usar as palavras do salmista no Salmo 11: "2 - Porque eis que os ímpios armam o arco, põem as flechas na corda, para com elas atirarem, às ocultas, aos retos de coração; 3 - Na verdade, que já os fundamentos se transtornam; que pode fazer o justo?"
Com efeito, que poderá fazer aquele que tem orado pela paz do seu povo quando tantos tem escolhido como lema de vida "roubar, matar e destruir"? Como se deu que tantos dos nossos jovens tem escolhido como "profissão"tomar dos outros aquilo pelo qual não trabalharam? Meus pais me ensinaram que não é bom nem lucrativo tomar nada de ninguém porque depois aquilo me seria cobrado em dobro. Por que tantos que aprendem esse princípio ao adentrar as superlotadas cadeias, tendo tudo que mais prezam tirado de si, continuam dispostos a trilhar caminhos tortuosos. Quando digo "valioso", digo coisas que deveriam ser valorizadas por todo ser humano como honra, dignidade, convívio em família, etc. Sim, porque num xadrez (cela) com capacidade para seis ou sete, mas onde estão mais de vinte a primeira coisa que se perde é a dignidade. Não há privacidade nem para ir ao banheiro. Como alguém pode desejar esse estilo de vida? Logicamente, tomo esses valores como padrões pessoais. Visto que hoje em dia temos exemplos acabados de pessoas que entram e saem das cadeias e têm orgulho de serem consideradas "do crime", acho que os valores são outros. De fato, como acharão algo ruim estar num lugar onde estão "pessoas" que participam das mesmas convicções e predileções como roubo e assassinato, podem se drogar a vontade sem medo da policia e até manter os negócios funcionando via celular?
Que poderá fazer aquele que tem cultivado uma vida de temor a DEUS, desejando a simplicidade e a integridade quando todas as virtudes parecem ter fugido da terra e agora se encontram num país distante daqui e os homens de direito da nação se convertem numa raça de gafanhotos muito vorazes em seus apetites e desavergonhados em demonstrar suas impudicices a todos. Causam vergonha e nem sequer se ruborizam por suas perfídias trazidas à luz pela imprensa.

"Habacuque 1:2  Até quando, SENHOR, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! E não salvarás?"

Estamos sendo espreitados, acossados, encurralados em nossas casas, semáforos, escolas, supermercados e postos de combustivel, enquanto tentamos fingir que somos intocáveis e vamos levando nossas vidinhas pacatas na esperança que o mal não chegue onde estou e que não sejamos vitimados pelo infortunio que já se abate sobre a vida de milhares. Estamos aturdidos e anestesiados frente ao mal e a perversidade do espirito humano que sempre descobre um meio de cavar mais fundo o já profundo poço em que sobrevivemos. 

48 mil homicídios e nenhuma voz relevante se altera!!!!Perdemos a capacidade de nos indignar!

Quando olhamos as notícias, lá está mais uma triste história de alguém que pagou pela sonolencia e negligencia que nos assola. O preço alto da conta da nossa letargia em tomar parte de uma solução durável e verdadeira chega em forma de mais um cidadão produtivo que paga seus impostos e que cuida de sua familia ou uma criança que poderia ter um futuro brilhante ceifados, podados de modo traumatizante por alguém cheio de ódio por sua própria existencia, o qual quer achar um culpado por sua condição. 

Lamentações 4,18: Espreitavam os nossos passos, de maneira que não podíamos andar pelas nossas praças; aproximava-se o nosso fim, os nossos dias se cumpriam, era chegado o nosso fim.
19  Os nossos perseguidores foram mais ligeiros do que as aves dos céus; sobre os montes nos perseguiram, no deserto nos armaram ciladas.


Vamos ficando cada vez piores com essa troca. Uma troca desigual. Vidas pálidas, mas íntegras em sua simplicidade de viver.Vamos ficando com os "nóias" do crack, com os menores delinquentes que matam sem piedade para que fique patente que estão dando o troco a um mundo que não os recebeu dignamente, com os irresponsáveis do transito que se embebedam para matar atrás do volante, com os criminosos das facções do crime organizado protegidos por direitos cada vez mais inalienáveis e por uma estirpe de politicos que o mundo nunca viu igual em sem-vergonhice, que nos fazem pensar o quanto somos idiotas por lhes dar uma carta de crédito atrás da outra para nos roubar e rir da nossa cara nos horários políticos, com suas vinhetas produzidas com dinheiro sujo de campanhas movidas a caixa dois. 
Nossa justiça não consegue fechar os olhos na hora de julgar. O ministro do STF, Marco Aurélio Mello, negou recentemente habeas corpus a uma mulher condenada a dois anos de prisão por roubar uma caixa de chicletes, considerando que tal fato não deveria ser encarado como "insignificante" diante da Justiça. 

Salmo 82,2 : Até quando julgareis injustamente e tomareis partido pela causa dos ímpios?
3  Fazei justiça ao fraco e ao órfão, procedei retamente para com o aflito e o desamparado.
4  Socorrei o fraco e o necessitado; tirai-os das mãos dos ímpios.
5  Eles nada sabem, nem entendem; vagueiam em trevas; vacilam todos os fundamentos da terra.

ONDE ESTÁ A INDIGNAÇÃO DO MEU POVO?

Longe de fazermos parte ativa da solução, somos todos participantes da causa que nos fez dignos de recebermos esse grande mal que nos assola. Quais são as nossas prioridades? Não deveria ser socorrer o pobre e estender as mãos aos necessitados, além de ensinar o caminho da bondade, da virtude e da retidão de caráter a todos os participantes da sociedade para que o que está pretensamente acima no degrau da sociedade não venha a desprezar aquele que ocupa o degrau inferior, porque todos somos participantes das mesmas dádivas e mazelas? Me parece que essa deveria ser a questão central a ser incutida em cada geração que substituísse a outra: Por que fomos colocados aqui, uns do lado dos outros? Longe de ser uma questão meramente filosófica, ela contém em sua resposta, a dinãmica da vida saudável em sociedade. Estou aqui somente para agradar a mim mesmo? Para adquirir bens? Para odiar A ou B? Ou para aprender por que estou vivo? Elegemos prioridades que não são prioridades em absoluto.

Sabe aquela pergunta do inicio: Porque o homem não consegue extirpar o mal? POrque fazemos parte ativa no modo como ele prolifera através da nossa escolha em nos abster sempre de questões espinhosas. Certa vez, um jornal inglês questionou personalidades de todas as áreas com a inquietante pergunta: "Qual é o problema com o mundo?" Filósofos, cientistas e demagogos deram respostas elaboradas e complexas, como sempre, nada práticas. UM dos indagados foi o sr. G.K. Chesterton, um jornalistae escritor de peso (literalmente) e u mdefensor da fé cristã como resposta aos males humanos modernos. Sua sucinta resposta consistia em duas linhas: "Prezados senhores...Eu". Uma palavra que guarda um milhão de significados.

Nunca entenderei a mente que maquina o mal para que lhe sobrevenha algo favorável. Qual a medida a tomar sobre aqueles que acostumaram-se a tomar dos outros, seja bens, seja a vida, seja a dignidade, seja a vontade de viver? Não sou um pacifista. Defendo que o Estado pode escolher ter a prerrogativa de preservar vidas inocentes invocando a pena capital para aqueles que provaram ser inadaptaveis às regras de convívo sociall. Isso é bastante controverso no meio cristão. Alguns evocarão o Novo Testamento e Jesus, que mandou perdoar, que não estamos na época da Lei, etc. MInha pergunta é: Somos melhores hoje do que ontem?  Mas a resposta não é assim tão simples. UM país como o Brasil, com todas as suas perversões jurídicas e de juízo corrupto, não suporta tal fardo e a causa principal é a que vou expor no próximo parágrafo.

Continuaremos a pagar a conta enquanto não mudarmos o paradigmas e não procurar ensinar o que é ser humano na acepção da palavra. Mas como ensinaremos aquilo que não desejamos nos tornar? Como posso condenar a pena capital se primeiro não me esforcei para que fique evidente que não optamos por ela para nos livrar da responsabilidade subjetiva que temos diante de DEUS de ensinar a verdade que todos nascemos com direitos iguais a vida e ao amor? Temos faciltado para que todos venham a usufruir desses direitos universais? Se não nos tornarmos efetivamente, em virtude da experiencia pessoal, humanos legitimos, que se importam com a Reforma da sua casa, como alcançaremos resultados práticos? Ou seremos como um professor da rede pública, interessado somente em "dar" matéria sem passar conteúdo? Não estamos cansados de hipocrisia também? Meu ponto é que só podemos dar aquilo que temos.
Como posso amar realmente sem  conhecer o AMOR?  Como vencer o ódio? Certamente não o venceremos odiando e nem nos escondendo. Lei mais duras são desejáveis mas não trazem cura permanente nem afetam nossa forma de ver a vida.

Onde estão as vozes da nação, os indignados profetas de hoje? Não há ninguém que alce sua voz por  "EXCELÊNCIA NO VIVER"?

O que você faz quando o mal chega à sua porta? Vai suplicar por sua vida? Quando as águas negras estiverem subindo e subindo a quem você vai clamar? Despertaremos ou morreremos afogados em nossos próprios dejetos? 

ATÉ QUANDO DORMIREMOS? DESPERTA, BRASIL!!!!!


OS "ATÉ QUANDO" DE DEUS


A interpolação inicial passa a idéia de alguém que se volta a DEUS perplexo por algo que ele entende que deveria ser a prerrogativa de um ser onipotente consertar. "Como, DEUS, se Ele existe, permite tanta maldade?"é a pergunta mais pueril que se pode fazer. Um devoto poderia devolver a pergunta ao ateu dessa forma: "Se o homem não precisa de DEUS, porque ele não consegue se livrar do mal por si mesmo? Se ele precisa de DEUS, está provado que está em pecado. Nesse caso, a Biblia estaria correta, não?"

O fato, porém, é que achamos que DEUS está contente com aquilo que está vendo, porém, ao pesquisar a ocorrencia do termo "Até quando" na Biblia vi que a expressão não é propriedade exclusiva do ser humano. Até JESUS, figura que muitos ainda desvinculam da Divindade Maior, usou do termo para ressaltar o quanto sofria entre nós:   "Respondeu Jesus: Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei convosco e vos sofrerei?" - Lucas 9:41

Êxodo 16:28 - Então, disse o SENHOR a Moisés: Até quando recusareis guardar os meus mandamentos e as minhas leis?

Números 14:11 - Disse o SENHOR a Moisés: Até quando me provocará este povo e até quando não crerá em mim, a despeito de todos os sinais que fiz no meio dele?

Números 14:27 - Até quando sofrerei esta má congregação que murmura contra mim? Tenho ouvido as murmurações que os filhos de Israel proferem contra mim.

DEUS nos espera. Em Ezequiel 18.4, Ele declara que todas as almas são Dele mesmo. Tudo que tem vida procede Dele. Quem está perdendo em primeira instancia, é Ele. É Ele, como bondoso Pai, doador da Vida de todos, que chora pela escolha de seus filhos que se matam uns aos outros, quando não literalmente, através de suas escolhas, de seu egoísmo, das palavras que dividem e ferem. DEUS, que é Amor, não pode deixar de Amar mesmo aqueles que para nós fizeram coisas inconcebíveis. Os inocentes que tombam são recebidos em seu seio de amor pleno, nada mais pode toca-los, estão permanentemente consolados. 

Somos culpados diante dele, sim, por não escolher viver em todas as áreas segundo seus princípios. Nós esc0lhemos deixa-Lo de fora. Mas Ele estará pronto a entrar em cada vida, se convidado.

SALMO 10
1 Por que, SENHOR, te conservas longe? E te escondes nas horas de tribulação?
2  Com arrogância, os ímpios perseguem o pobre; sejam presas das tramas que urdiram.
3  Pois o perverso se gloria da cobiça de sua alma, o avarento maldiz o SENHOR e blasfema contra ele.
4  O perverso, na sua soberba, não investiga; que não há Deus são todas as suas cogitações.
5  São prósperos os seus caminhos em todo tempo; muito acima e longe dele estão os teus juízos; quanto aos seus adversários, ele a todos ridiculiza.
6  Pois diz lá no seu íntimo: Jamais serei abalado; de geração em geração, nenhum mal me sobrevirá.
7  A boca, ele a tem cheia de maldição, enganos e opressão; debaixo da língua, insulto e iniqüidade.
8  Põe-se de tocaia nas vilas, trucida os inocentes nos lugares ocultos; seus olhos espreitam o desamparado.
9  Está ele de emboscada, como o leão na sua caverna; está de emboscada para enlaçar o pobre: apanha-o e, na sua rede, o enleia.
10  Abaixa-se, rasteja; em seu poder, lhe caem os necessitados.
11  Diz ele, no seu íntimo: Deus se esqueceu, virou o rosto e não verá isto nunca.
12  Levanta-te, SENHOR! Ó Deus, ergue a mão! Não te esqueças dos pobres.
13  Por que razão despreza o ímpio a Deus, dizendo no seu íntimo que Deus não se importa?
14  Tu, porém, o tens visto, porque atentas aos trabalhos e à dor, para que os possas tomar em tuas mãos. A ti se entrega o desamparado; tu tens sido o defensor do órfão.
15  Quebranta o braço do perverso e do malvado; esquadrinha-lhes a maldade, até nada mais achares.
16  O SENHOR é rei eterno: da sua terra somem-se as nações.
17  Tens ouvido, SENHOR, o desejo dos humildes; tu lhes fortalecerás o coração e lhes acudirás,
18  para fazeres justiça ao órfão e ao oprimido, a fim de que o homem, que é da terra, já não infunda terror.


 

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