07 fevereiro 2009

ZEITGEIST - O ESPIRITO DA MENTIRA REFUTADO FURO A FURO - parte I




















Esta matéria está dividida em 4 partes
 I - ZEITGEIST REFUTADO FURO A FURO
 II - A PRECESSÃO DOS EQUINOCIOS – O DESTINO ESTÁ NOS ASTROS OU NA MÃO DO DEUS ETERNO?
III - A VIA CONTRARIA DE INFLUENCIA E O VERDADEIRO CERNE DA EXPERIENCIA CRISTÃ – O TESTEMUNHO DE ONTEM E HOJE
 IV - GAUTAMA, O BUDDHA E AS (DE)SEMELHANÇAS ENTRE O BUDISMO E CRISTIANISMO

 ZEITGEIST REFUTADO FURO A FURO -  parte 1 de 4
 Recentemente, um colega de serviço, certamente sabedor da minha qualidade de cristão, perguntou-me se eu já havia visto na web o documentario Zeitgeist – O Espírito do Tempo. Disse que sim, e em resposta disse que achei interessante, mas perguntei a ele se ele tinha averiguado as informações ali contidas e ele, como eu esperava, disse que não, admitindo que não podia argumentar a favor ou contra.
 Creio firmemente na democracia e na liberdade de expressão. Creio que todos, absolutamente todos tem o direito de expressar suas opiniões sobre qualquer assunto de modo civilizado e, necessariamente, sem prejuízo de nenhuma parte. O debate aberto e franco, feito com sinceridade e bom senso, sempre engrandece uma sociedade. Os autores de Zeitgeist tem todo o direito de expor suas opiniões sobre o cristianismo, sem censura de espécie alguma por parte de algum tribunal do Santo Oficio, mas, em contrapartida, nós, cristãos, temos também o direito de expor nossas opiniões sobre aquilo que consideramos inverdades sobre o cristianismo, o que deveras encontramos na película em tela. Aos interessados, resta apenas considerar as alegações de ambos os lados e decidir quais são validas ou não.

POUCOS VIDEOS NA INTERNET tem recebido tanta divulgação e causado tanta polemica quanto este, por causa da natureza do seu conteúdo e das alegações, as quais seguem uma tendência cada vez mais em voga atualmente, evidenciada pelo sucesso na mídia de materiais como O Código Da Vinci, os livros de Richard Dawkins e o clamor por descobertas como o Evangelho de Judas e por pseudo descobertas arqueológicas como a protagonizada pelo cineasta James Cameron  de uma urna funerária que supostamente seria de Jesus.
 Zeitgeist é uma peça de propaganda bem montada, sem duvida. Faz insinuações e alegações que induzem a um raciocínio que parece encaixar-se logicamente através de um discurso bastante convincente para a assistência média. Lembrou-me um documentário que vi sobre como Goebbells, ministro de propaganda do regime nazista, conseguiu influenciar uma geração inteira a acreditar cegamente em Hitler e seus ideais com uma boa dose de marketing e programação neurolinguistica.
 Na presente era digital, as pessoas se acostumaram a receber muita informação pela internet sem se dar muito ao trabalho de pesquisar as fontes do material lido. Esse é o verdadeiro perigo de tanta informação divergente sobre o cristianismo. Zeitgeist fornece muita informação derivada de fontes que a maioria das pessoas não se darão ao trabalho de pesquisar se são confiáveis ou não. A maioria vai achar que tais informações merecem credito, pois na maior parte das vezes as pessoas tendem a não ver segundas intenções por trás de matérias pretensamente jornalísticas e também porque uma grande parte do povo está de saco cheio daquilo se chama religião e religiosos em geral. Jesus ainda tem seu credito junto a essas pessoas mas a maioria acha que ele foi mal entendido e que não há ninguém por ai que possa representa-Lo dignamente.Alguns vão receber com um pé atrás, como se diz, tais informações, mas não se darão ao trabalho de pesquisar se são factuais ou não. Em todo caso, permanecerá uma sombra de duvida sobre aquilo tudo. Somente alguns poucos, até porque as referencias são muitas e obrigam um trabalho de investigador mais árduo, persistirão em buscar a verdade, isto é, se aquilo que os autores de Zeitgeist dizem se traduz em fatos verificáveis no registro histórico ou mitologico.
 E é justamente aí que as coisas começam a ficar pretas para o autor/compilador de Zeitgeist. Sim, porque Zeitgeist é uma compilação de idéias que pouco tem de originais e uma analise de suas fontes e referencias nos levam a ocultistas como Gerald Massey, um praticante de druidismo, e que colaborou com artigos no jornal “Lúcifer” de H.P. Blavatski fundadora da Teosofia, outra ocultista encontrada entre as referencias, ao professor ateísta John Allegro, que publicou em 1970 um livro que sugeria que o nome Jesus era simplesmente um código usado por uma seita de viciados em cogumelos alucinógenos (!!!!???!!!***###???). Outra fonte citada é o maçom de 33º grau ManLy P. Hall (5 x). 

Vejo com desconfiança o uso dessas referencias ocultistas, pois implica no fato do uso de idéias deturpadas das crenças básicas do cristianismo, visto que a Teosofia e a Maçonaria se ocupam basicamente de astrologia e misterios indo-arianos, numa tentativa de reinserir o paganismo no mundo e isso não de forma velada.

 Após entrar em contato com as alegadas similaridades entre JESUS e mitos solares antigos, fui dar uma pesquisada por conta própria. Como já esperava, fiquei ainda mais convencido de que o ser humano é um bicho complicado quando quer provar algo a qualquer custo a outras pessoas como se daquilo dependesse sua vida e sua honra. Certas paixões são verdadeiramente arrebatadoras. Paulo escreveu em I Corintios 11.19 que importa que venham mesmo as heresias para que, junto com elas, se manifestem também os que são sinceros. Vejo nisso a oportunidade de mostrar a verdade do que creio e a mentira dos que renegam o Evangelho.

Não vejo como refutar cada alegação de Zeitgeist, isso levaria muito tempo de uma pesquisa muito pormenorizada das fontes, mas já podemos trabalhar a contento com o que temos. Penso mesmo que a refutação de apenas algumas das colunas principais desse edifício o faz ruir por inteiro sem muito trabalho. Vamos começar com uma dessas colunas, as similaridades entre a historia de JESUS e de um deus egípcio bem conhecido, Horus.
 São enumeradas no filme cerca d oito semelhanças principais entre JESUS e Horus, alem de nomes em comum usados como títulos.


HORUS


- Nascido em 25 de dezembro: Os especialistas dizem que as celebrações do nascimento do deus-falcão ocorriam no mês de  Khoiak (outubro/novembro) e não em dezembro, mas outros especialistas afirmam que os egípcios faziam essa data coincidir como o solstício de inverno, o ponto vernal do nosso sol no hemisfério norte, ou seja, 25 de dezembro. Ora, essa é uma semelhança que realmente faz de horus um deus-solar relacionado com a maioria dos deuses pagãos mas que realmente não o faz se assemelhar em nada a Cristo. Temos aqui um legitimo tiro pela culatra. Qualquer um, mesmo o mais tapado dos seres, deveria saber a essas alturas que a data de 25 de dezembro foi escolhida para que se comemorasse o aniversario do Cristo séculos depois de sua morte e ressurreição, por uma conveniência e um artifício da igreja romana, visto que lograram pouco êxito em suprimir de vez as festividades pagãs referentes ao solstício de inverno em Roma e em todo mundo “cristianizado” a força pelo imperador Constantino, já uma festa muito bonita, alegre, muito semelhante ao Natal de hoje,envolvendo troca de presentes, votos de felicidade, etc, etc, pois marcava a derrota das forças do inverno pelas forças do calor e da vida representadas pelo sol, o qual aos poucos ganharia força a partir daquela data, com dias mais longos e mais quentes. Por trás de tudo, porem, havia um forte cheiro de ritos de fertilidade, bem ao gosto do paganismo: volta da vida, volta do calor, volta do desejo e da capacidade de reproduzir, tanto do homem quanto da natureza. Esse tipo de culto da fertilidade e seus ritos sexuais eram bem comum na Antiguidade. Estima-se que só na cidade grega de Corinto, nos tempos de Paulo, existiam cerca de mil prostitutas rituais (hieroduli), as quais atendiam os seus “adoradores” no templo de Afrodite, no topo de um monte de 547m. Nenhum papa, por mais “infalível” que seja, poderia afirmar uma heresia dessas, que Cristo nasceu em 25 de dezembro. Não se encontra nenhum indicio disso na Bíblia, muito pelo contrario. O texto do nascimento do Messias em Mateus e Lucas, principalmente este, nos oferecem boas pistas: é dito que Maria e José tiveram que se locomover grandes distancias, primeiramente da Galileia até Belém, para depois fugir para o Egito, algo impensável para uma família com um recém-nascido no auge do inverno do Hemisfério Norte; fala-se numa caravana de magos (ou profetas, astrólogos, adivinhos, caldeus, o que quer que sejam) que vinha do Oriente: ora, nenhum idiota organizaria uma caravana do Oriente para a Palestina para atravessar o ermo  numa época dessas, as caravanas eram organizadas para viajar nas datas menos inóspitas; a Escritura declara tambem em Lucas que haviam pastores naquela noite, vigiando e apascentando seu rebanho “durante as vigílias da noite” e isso, segundo  o Comentário de John Gill localiza o nascimento de JESUS para antes de meados de outubro, que é quando caem as primeiras chuvas no final de outubro, quando o gado é finalmente recolhido dos campos para os currais das vilas, onde permanece até o fim do inverno; outra evidencia se encontra quando estudamos os pormenores da narrativa de Lucas no cap. 1, quando ele diz que o pai de João Batista, Zacarias, servia no Templo como sacerdote e era da ordem (turno)de Abias = Seria muito complicado expor em pormenores tudo que se refere a ordem das turmas de sacerdotes que ministravam no Templo segundo o costume judaico, mas procurando ser o mais sucinto possível, é sabido que Davi dividiu o serviço do Templo entre 24 sacerdotes da descendencia de Arão, os quais ministrariam em turnos de dois em dois a partir do primeiro dia do calendario religioso judaico, ou seja, aos 14 do mês de Abibe (março/abril); Zacarias pertencia ao 8º turno, que, seguindo esse raciocínio, deveria ministrar por volta do mês de junho, inicio de julho, mês de ... É contado que sua mulher, Isabel, concebeu depois daqueles dias, após sua volta e, exatos seis meses depois, o anjo Gabriel anuncia a Maria sua eleição e que sua prima já estava grávida (Lucas 1,26). Ora, se Isabel concebeu João por volta do fim  de julho e meados de agosto, seis meses depois significa janeiro/fevereiro, o que resultaria num nascimento entre fins de outubro e inicio de novembro, oportunamente antes das chuvas e do rigor do inverno;

 - Nascido de virgem: essa é boa mesmo! É preciso muita má vontade par dizer que Isis era virgem quando concebeu Horus, porque nunca é dito que ela era virgem, mas viúva de Osíris quando da concepção do deus-ídolo falcão! Viúva? Sim, viúva. Como ela engravidou? O relato do mito diz que Isis pratica algumas artes mágicas para, literalmente, levantar o pênis de Osíris e retirar dele o sêmen necessário para fecunda-la:
 "[Isis] fez o membro impotente [pênis] levantar, daquele cujo coração repousava , e tirou dele a sua  
essência [esperma], e assim ela fez um herdeiro [Horus]. " ;

 Ascharya S e os autores de Zeitgeist também vêem semelhanças entre um painel de 3500 anos num templo de Luxor, o qual narraria “a Anunciação, a Imaculada Conceição (outra mancada, pois o termo não se refere a JESUS mas é o dogma da Igreja Romana referente ao nascimento sem pecado da Virgem) , o nascimento e a adoração a Horus”, como a participação do deus-idolo Thot, no papel do anjo Gabriel, e Kneph fazendo as vezes do Espírito-Santo, mais a participação especial de três reis magos, trazendo presentes, lógico. Perfeito, não? Claro que não! As inscrições, que dão detalhes que o painel não pode dar, deesmentem cada palavra de Ascharya S. A egiptologa deve saber que, na verdade, o painel não se refere a  Horus mas é uma descrição da concepção e do nascimento de Amenophis, um dos maiores faraós do Antigo Egito, e como sua mãe, antes de consumar seu casamento com seu marido, deitou-se com a divindade Amon, o qual ela reconheceu como um deus e cedeu a seus encantos. O texto, bastante erótico, pra não dizer pornôgrafico, diz que “Amon fez tudo o que quis com ela” e depois começaram a trocar uma daquelas “conversas-de-cama” típicas na qual ela o elogiava pelo tamanho do membro e etc, etc...Divino ou  miraculoso,  Não sei, mas apimentado, sim! Mais informações sobre o assunto, se vc lê inglês, siga o link : http://stellarhousepublishing.com/luxor.html

 - Crucificação, morto por três dias e ressurreição: não há um só relato que diga que horus tenha sido alguma vez crucificado! Muito menos morto e depois de três dias ressuscitado! De uma só tacada, temos três mentiras deslavadas!
 - Vitória sobre as trevas: se há alguma  relação ente o relato da batalha entre horus e set e o encontro de JESUS e satanás no deserto, vc mesmo pode julgar: Durante a batalha entre os deuses, Horus rasga um dos testículos de SEt enquanto Set (às vezes chamado Seth) arranca fora um dos olhos de horus. Set depois tenta provar seu domínio iniciando um “relacionamento” ( não fica claro que tipo de relacionamento é esse, mas deduz-se que seja de cunho sexual!!) com Horus. Horus pega o sêmen (!!!!!!!!!!)de Set em sua mão (Blaaargh!!)e lança isto em um rio ali perto. 

Horus se masturba ( ###**!!!) e esparrama o sêmen dele em cima de uma alface que Set consome (HAAHAAHHHH!!!). Set e Horus comparecem perante os deuses para proclamar o direito deles de reger o Egito. Quando Set faz suas reivindicações para dominar sobre Horus, o sêmen dele é achado no rio. Quando o domínio de Horus é considerado, o sêmen dele é achado dentro de Set e assim a Horus é concedido predomínio em todo o Egito  Muito “isperto” esse Horus, né? Não há nada, ABSOLUTAMENTE NADA parecido com a vitoria sobre o pecado que o Novo Testamento prega ter Cristo realizado na cruz!!!!!

- Os doze discípulos de Horus: outra mentira deslavada de Zeitgeist! Nunca é dito nos mitos egipcios mais antigos que Horus tivesse doze discípulos e que estes o seguiam praticando milagres. Na verdade, essa “evidencia” é tirada de representações do deus-falcão nas quais ele se encontra rodeado pelos doze signos zodiacais, visto que se trata de um deus-simbolico da religião de símbolos astrológicos tão popular na Antiguidade. Zeitgeist força novamente a barra para tentar fazer-nos engolir uma pretensa correlação entre os signos do zodíaco com todas as vezes que o numero doze aparece na Bíblia mas falha grotescamente proferindo asneiras que doem ao ouvido de quem estudou o mínimo possível as Escrituras. Por exemplo:
 . são realmente em numero de doze as tribos da nação de Israel ,mas o vídeo lista 12 irmãos de José; Entretanto, como, perguntaria eu, José teria doze irmãos, se as doze tribos só estão completas com a inserção de seus dois filhos, Manasses e Efraim? José tem na verdade, apenas 10 irmãos, os quais são: Judah, Ruben, Simeão, Issacar, Zebulon, Gade, Aser, Naftali, Levi e Benjamin; Os rebenttos de José fechariam a lista perfazendo os doze pariarcas das doze tribos;
 - o numero de juizes no Israel-predinastico enumerados na Bíblia é na verdade de 14 , visto que Samuel foi também um juiz, o ultimo antes do primeiro reino unido, Saul;
 -12 profetas do Antigo Testamento: Se quiser pode contar comigo( vou ficar só nos profetas que escreveram os livros proféticos do A.T., pois, a rigor, Moises, Josué e Samuel também foram chamados profetas, e também deixarei de lado Elias, um dos maiores profetas do A.T., pois ele não escreveu livro algum, fora profetas como Natã, Aias, Ido, Semaias,  Hulda, Azarias, Hanani, Zadoque,, Asafe, Jeú, Hemã (ufa!) também citados como profetas nas Crônicas e nos livros dos Reis, mas que também não deixaram escritos autorizados): Joel, Oseias, Amos, Miquéias, Isaias, Sofonias, jeremias, Habacuque, Daniel, Ezequiel, Ageu, Zacarias, Malaquias; Contou quantos? Treze? Uau, passou perto, mas treze não são doze, não é mesmo? Um dos maiores profetas do A.T. atendia pelo nome de Davi, isto mesmo, o Rei Davi; Ele profetizou sobre JESUS nos Salmos 22 e 110; Também João Batista é descrito por JESUS como o ultimo dos profetas do período da Lei mosaica em Mateus 11,13; Isto eleva bastante o numero de profetas;
 - 12 reis de Israel: é ignorância demais da historia de Israel! As listas dos reis de cada reino, depois da separação do reino unido no reinado do filho de Salomão, Roboão, declara que 20 reis ascenderam ao trono tanto em Judah, o reino do Sul, quanto em Israel, o reino do norte; E o quê o vídeo quer dizer com doze príncipes de Israel? Não há nenhuma referencia bíblica sobre isso!;

Krishna


Nomes similares: para começar, Krishna significa em sânscrito “negro”, por causa do tom de pele (azul-escuro) atribuido a ele nos mitos indianos. Nem  de longe tem um significado como Cristo ou Messias, que significam “Ungido”, “Escolhido”, etc...


Nascido da virgem Devaki: Não há relato de nascimento virginal de Krishna mesmo porque é declarado que seus pais geraram sete outros filhos antes dele (!!!!!). Sua mãe, Devaki, era casada com Vasudeva, um nobre nos tribunais da localidade de Mathura, e não um camponês ou carpinteiro como os criticos querem fazer as pessoas crerem; obviamente que a ideia de que o cristianismo tirou a concepção virginal de JESUS desse e de outros mitos é falha em sua essência, pois a profecia que diz respeito a isso, a qual se encontra em Isaias 7, 14, localiza-se comprovadamente no ano 700 a.c., mais ou menos 100 anos antes de Krishna; isto é, SE Krishna existiu realmente, o que é altamente duvidavel.
Nascimento,Matança de crianças, fuga dos pais: não há paralelos estreitos também nesta parte da historia; o mito conta que um governante tirânico de nome Kansa decidiu matar não todos os infantes de uma cidade mas somente os filhos de Devaki por causa de uma profecia de que um deles iria mata-lo; por conta disso, seus pais forma presos e Krishna nasceu não num estábulo ou coisa parecida mas dentro da prisão, de onde foi posteriormente tirado e dado a um pai adotivo; não há nenhum relato original de uma estrela apontando o nascimento dele e também, como se deveria esperar, de nenhuma visita de pastores de ovelhas na cadeia para adora-lo;
 -Morte e ressurreição: sobre a morte e ressurreição de Krishna, não há referencia alguma sobre uma morte por crucificação, mas por um infeliz acidente numa caçada, na qual um caçador o alvejou por engano; nunca é dito que Krishna, ao contrario de JESUS, soubesse seu destino, embora estivesse meditando e ele sequer chegou ser enterrado segundo o mito, mas ressuscitou imediatamente e somente o caçador viu isso; A ressurreição de JESUS, porem, foi comprovada por inúmera pessoas pelo espaço de 40 dias após sua ocorrência de modo que Paulo chega a dizer que Ele foi visto de uma só vez por 500 irmãos reunidos num lugar (I Cor. 15,); Para ser realmente semelhante de algum modo a morte de Cristo, o mito de Krishna deveria guardar alguma relação entre sua morte e seus efeitos sobre os seres humanos em geral, mas não há nada de redentor na morte de Krishna; o objetivo de sua vida era somente vingança sobre um governador despótico; Krishna pode ser inserido com muito mais propriedade na linha de guerreiro-herói tão aclamada entre os gregos que surgem como vingadores dos deuses contra opressores e usurpadores de tronos, não um salvador espiritual como JESUS.
 Como se não bastasse a fraqueza e inutilidade das alegadas semelhanças, temos que levar em conta que os textos hinduístas, como a maioria dos textos antigos que carregam esses mitos, não passaram pelo crivo de uma critica especializada como ocorreu com os textos do Antigo e Novo Testamentos. Depois de muitos ataques durante os séculos XVIII e XIX, a Bíblia saiu fortalecida, principalmente depois dos achados em Qunram, pois os críticos do texto puderam atestar sua fidelidade de muitas formas, de modo que podemos ter a certeza de que hoje temos um texto fiel aos originais em quase 100% dos casos em que havia alguma duvida, algo impressionante se comparado a maioria dos escritos sagrados antigos.
Só como exemplo, o Alcorão, escrito até bem recente, comprovadamente já sofreu muitas inserções posteriores a Maomé. A maioria dos especialistas admite que a corruptibilidade desses textos está acima do aceitável e muitos deles são datados para bem depois do cristianismo já estar estabelecido no Ocidente.
 As pretensas similaridades de outras pretensas deidades são tão fracas e forçadas que seria perda de tempo se deter muito nelas. Só com muita má vontade alguém pode ver em Dionísio, o deus grego do vinho e das orgias sexuais, alguma semelhança com Cristo e seus ensinos.
 Attis é outro deus mitológico cuja existência histórica não pode ser atestada e a analise do mito não permite correlação alguma com o cristianismo. Ele não ensinou nada que tenha a ver com Cristo e, como os outros pretensos salvadores, nunca foi crucificado, nem ressuscitou ao terceiro dia. Não se encontra nesses mitos nenhum indicio do sacrifício expiatório que Cristo disse que veio realizar através de sua morte, ou seja, de que forma eles podem alegar que esses são “salvadores” como JESUS disse que era? Nenhum desses personagens disse sequer uma vez que perdoava os pecados de uma pessoa como JESUS disse que fazia. Nenhum deles disse que veio para dar sua vida em resgate do pecador como Cristo disse que veio. O próprio conceito de pecado e pecador não existia nessas culturas sendo praticamente exclusivo do judaísmo. Penso que chegamos ao âmago da questão.

CONCEITOS EXCLUDENTES DE PECADO, SALVAÇÃO E ASTROLOGIA  E A INGENUIDADES DOS AUTORES DE ZEITGEIST
 O conceito da encarnação do Verbo que veio para livrar o homem do pecado através de um sacrifício cruento, como simbolizado durante séculos por Israel pelos holocaustos de animais “puros”, ou seja, preparados para esse mesmo fim, ocupa o centro da mensagem do Evangelho. Não são os ensinos ou parábolas ou milagres. Como Cristo mesmo disse, Ele veio para cumprir o que estava escrito sobre ele na Lei de Moises e nos profetas. Ele predisse sua morte e ressurreição com o fim de SALVAR A ALMA DOS PECADORES DE UMA CONDENAÇÃO ETERNA. Não se encontra esse conceito nos mitos. Ele é exclusivo do cristianismo e, portanto, uma prova de sua autenticidade.
Os autores de Zeitgeist foram levados pelo engano de certas correntes que criam ter encontrado uma grande descoberta quando viram que 25 de dezembro era uma data a muito celebrada nos ritos pagãos da maioria das religiões antigas. Zeitgeist está correto sobre as referencias astrológicas sobre o ponto vernal, mas na realidade, isso não se aplica a Cristo, pois como vimos, as chances dEle ter nascido nessa data são nulas e, portanto, JESUS não é um messias da linha solar. Quem escolheu essa data foi a Igreja de Roma, responsável pala crescente paganização do cristianismo a partir do século IV com a inserção de costumes e praticas estranhas ao verdadeiro cristianismo, afastando-o do plano original e fazendo-o cada vez mais semelhante a um amalgama entre o judaísmo e mitraismo romano. Instituiu-se uma hierarquia clerical rígida para distinguir leigos e sacerdotes, roupas diferentes, como mitras, estolas, já usadas pelos sacerdotes de Mitra, para salientar as diferenças e títulos usurpados da religião vencida como Pontífice Maximo, nome pelo qual era designado o sumo-sacerdote pagão de Roma, titulo usurpado pelos imperadores romanos mais tarde. Por volta de 380 d.C. começou a pratica da veneração a Maria e a outros “santos” e mártires, bem como a visitação aos  túmulos destes heróis, dando inicio ao panteão romano de sub-deuses. Em 394 d.C., substituiu-se o culto cristão normal pelo sacrifício da missa, onde, segundo a Sé de Roma, se pretende repetir o sacrifício de Cristo de forma incruenta.
 Por volta de 700 d.C.,  o uso de imagens já estava difundido tornando o “cristianismo” de Roma em nada diferente das religiões pagãs antigas da vechia Roma. O Jesus romano era igual ao Júpiter do panteão indo-europeu (Dyaus Pater mitraico) a frente das legiões  conquistadoras dos povos bárbaros, os quais tinham que se submeter (se converter) ou morrer. 
 Quanto às referencias astrológicas na Bíblia, elas apontam justamente para o contrario do que os autores de Zeitgeist dizem, numa franca oposição do DEUS Eterno descrito na Bíblia aos poderes e forças do cosmos que tem tentado moldar o pensamento humano através das ciências, antes ocultas mas agora nem tanto, e da religião comum a tantos povos antigos que sempre divinizaram os astros, emprestando-lhes personalidades, e rendendo-lhes cultos de fertilidade que quase sempre descambavam para a imoralidade e licenciosidade. Foi assim no Egito, em Roma, na Grécia, na Babilônia, na Assíria, na Europa céltica, entre maias, aztecas, etc, etc... Se dermos uma olhada bem atenta às religiões mitológicas das grandes civilizações constataremos o fato de que se trata da mesmíssima religião. Há variação nos nomes dos deuses e na forma externa dos cultos, mas o cerne é impressionantemente o mesmo, ou seja, mitos baseados no cultos dos astros, onde cada planeta e signo do zodíaco é representado por uma divindade.
 Há uma advertência interessante em Deuteronômio 4:19  (“e não levantes os teus olhos aos céus e vejas o sol, e a lua, e as estrelas, todo o exército dos céus, e sejas impelido a que te inclines perante eles, e sirvas àqueles que o SENHOR, teu Deus, repartiu a todos os povos debaixo de todos os céus”) para que os israelitas não fizessem como os outros povos servindo àqueles a quem o SENHOR havia dado a outras nações.

é reconhecido pelos especialistas como um dos livros mais antigos da coleção judaica. Algumas pistas fornecidas pelas evidencias textuais o coloca na época dos patriarcas, o que o faria quase um contemporâneo de Abraão. Há uma passagem em Jó 31, versos 26 a 28, que diz: “ se olhei para o sol, quando resplandecia, ou para a lua, que caminhava esplendente; e o meu coração se deixou enganar em oculto, e beijos lhes atirei com a mão; também isto seria delito à punição de juízes; pois assim negaria eu ao Deus lá de cima”

 Quando a Bíblia menciona “exercito dos céus” está justamente fazendo referencia ao culto astrológico praticado por todos os outros povos aos redor dos israelitas. Fiquei surpreso ao constatar que o numero de referencias ao “exercito do céus” no Antigo Testamento é exatamente de doze vezes. A Bíblia é um livro de revelação por excelência e frequentemente usa uma linguagem simbólica e numérica que deixa margem para as mais diversas interpretações( e muitos abusam desse direito de interpreta-la) como o simbolismo do sete, o três da tríade divina, o famoso 666, etc, etc.
 O simbolismo do doze é marcante em toda Bíblia, mas está também em franca oposição ao sentido que os povos antigos davam a ele, como pretendo demonstrar adiante. Esse numero, em todas as culturas onde houve o culto astrológico mencionado, é associado às constelações representadas desde a mais antiga humanidade ao Zodíaco. O mesmo Zodíaco que é exposto hoje em tantos lugares, com as mesmas representações de animais ás mesmas constelações estelares, já era conhecido dos povos que comprovadamente formaram o inicio da civilação como a conhecemos, como sumerios, babilônios, egípcios.
 Visto que se trata de um assunto deveras intrigante para aqueles interessados nas origens do ser humano e sobre como civilizações como Sumeria e Egito puderam surgir de modo tão resplandecente e complexo, com sua cultura, arquitetura e astronomia, tão diversa do resto do mundo bárbaro, e como os autores de Zeitgeist só conseguiram arranhar a superfície do real mistério envolvido, faremos um pequena digressão aqui.
 Como veremos, a toca do coelho é muito mais profunda.
 O artigo seguinte é contraindicado a pessoas que possuem um pensamento tradicional demais e não expressa dogmas de fé, sendo apenas fruto dos estudos do autor, de muitos anos de pesquisa de varias correntes de pensamento, naturalistas e mesmo ocultistas. No final, penso que se trata de Historia e Ortodoxia afinal de contas, mas não é o que se pode considerar uma mensagem evangélica como se acostumou a encontrar, fácil de digerir. Não estou inventando moda, mas apenas colocando em perspectiva tudo aquilo que acumulei durante anos e que me fizeram chegar onde creio estar a Verdade, ou seja, em JESUS CRISTO. Mas, longe do pensamento religioso e dogmático e eclesiastico, pois não falo em nome de nenhuma instituição, permito-me a alguns pensamentos quânticos, ou seja, que não seguem a regra comum, porque perturbadores em suas implicações.


continua em: A PRECESSÃO DOS EQUINOCIOS – O DESTINO ESTÁ NOS ASTROS OU NA MÃO DO DEUS ETERNO? 

5 comentários:

Anônimo disse...

parabéns pela pesquisa!

Anônimo disse...

Se a gente concordar que o monoteísmo não combinava com a época, algumas questões se impõem. Quem era Abraão em Ur? A qual estrato social pertencia? Em seu "exílio voluntário" ele teria tentado arrebanhar seguidores? Poderia ter sido encarado como um contestador ao regime? Poderia ter sido expulso de Ur? Havia instabilidade social em Ur, com evidência comprovada em pesquisa arqueológica aceita? O Deus que falou a Abraão em Ur precisaria de quê para convencer alguém da empreitada? Do que Abraão teve realmente que abrir mão quando resolveu deixar suas posses em busca de um lugar melhor para viver?

ALDO VIEIRA disse...

Olá e obrigado pelo seu comentário. Não sei se posso responder tais questões satisfatoriamente, amigo, mas creio que pode ter havido algum tipo de instabilidade social em Ur por causa do discurso monoteísta de Abrãao, aliás, Flavio Josefo cita isso em sua História dos Hebreus, dizendo que Berose, historiador e sacerdote caldeu, faz referencia a ele em sua obra mas citar-lhe o nome, mas não se aprofunda no assunto.Mas creio que há outro sentido que podemos atribuir à história do patriarca. Para mim, Ur simboliza, e era de fato, na época, aquilo que Babilonia seria anos depois, um centro irradiador de cultura que exprime em essencia tudo aquilo que conhecemos hoje por civilização: riqueza, pobreza, hierarquia social, luxuria, individualismo, corrupção, entretenimento, criminalidade, etc...O recado de DEUS a Abraão parece querer dizer a ele para se afastar disso tudo, o que naquele tempo equivalia a abandonar algo tido como presente dos deuses ao homem, a civilização. O paradigma de Ur como centro de cultura "civilizada" ainda está entre nós, vivemos no meio de uma cultura baseada nos mesmos termos. A tensão entre esse sistema e a Visão de DEUS para Abraão continua na vida de cada um que recebe a Palavra em seu coração ainda hoje: "Não ameis o mundo nem aquilo que nele há, pois o que ama o mundo o Amor do Pai não está nele" - I João 2.15

Anônimo disse...

Alguns de seus argumentos também se aplicam aos cristãos. Te pergunto: o que a bíblia descreve foi confirmado? Onde estão as provas?
Hittler usou certo marketing para convencer as pessoas, não? e a bíblia nao pode ser considerada tb um marketing para convencer os leitores?

ALDO VIEIRA disse...

É claro que podem ser aplicados aos cristãos ou a qualquer outro grupo que advogue qualquer coisa mas a questão é se sua "propaganda" era enganosa ou não. Podemos aceitar ou duvidar de qualquer coisa basado em certas premissas e o cristianismo parte da premissa de que aqueles homens testemunharam algo verdadeiro e expuseram suas vidas por essa Verdade, que diz que o Verbo de DEUS veio ao mundo em forma humana, que nós rejeitamos e o matamos exatamente como Ele disse que fariamos. Aliás Ele disse também que as coisas iriam piorar depois dele e a história da igreja e seus erros provam isso mas não alteram essa Verdade.A objeção de muitos ao cristianismo não está baseado no seu ensino, que é quase uma unanimidade mas no fato dEle ter proclamado ser quem disse que era e na Sua Ressurreição, inaceitável para os céticos, mas analise: se Ele era de fato quem disse ser não seria plausivel fazer as coisas que fez?

Postar um comentário

Leu, gostou, odiou, quer malhar? Deixe sua opinião, ora bolas!!!Tá com medo, por que entrou na Trincheira? Não fique em cima do muro!!!!

Leia também