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UM CHAMADO À ANGUSTIA - DAVID WILKERSON

"Não é fácil para eu dar uma mensagem como esta. Tenho reclamado ao Senhor, dizendo: "Será que não poderias me dar uma mensagem mais agradável?". No entanto ele me deu um chamado à angústia. Pode não ser para todos os leitores, mas Deus tem falado comigo, e preciso compartilhar com quem puder ouvir.

Não sei quanto a você, mas eu estou cansado de ouvir sobre avivamentos, despertamentos, derramamentos do Espírito para os últimos dias. Já ouvi essa retórica por 50 anos. É apenas retórica, na maioria das vezes, sem qualquer significado real. Estou cansado de ouvir pessoas dizerem na igreja que querem ver seus familiares convertidos. Estou cansado de ouvi,..Jas dizer que estão preocupadas com seu ca¬samento problemático, quando é apenas conversa, retórica vazia.

Não quero mais ouvir sobre imoralida¬de no nosso pais, sobre a depravação da sociedade, sobre corrupção e desonesti¬dade nos negócios. Estou cansado de ou¬vir sobre os muçulmanos que estão cada vez mais fortes, sobre o enfraquecimento do cristianismo, sobre a falta de vida na Igreja. Tudo isso também não passa de retórica vazia, nunca muda nada.

Estou cansado também de tantas conferências sobre "Como obter suces¬so", porque não produzem nada. aComo enfrentar dificuldades", "Como levar sua igreja a crescer", "Como alcançar os per¬didos", "Como melhorar sua habilidade para lidar com pessoas", "Como impactar o mundo nesta era de informática". Quan¬do olho para o cenário religioso de hoje, o que vejo são invenções e ministérios do homem, da carne. Na maior parte, não há poder, não há impacto sobre o mundo.

Sem a Presença de Deus - e Sem Angústia

Vejo o mundo entrando cada vez mais na igreja, impactando a igreja ao invés de ser impactado por ela. Vejo a música tomando conta da casa de Deus, o entretenimento tomando conta da casa de Deus, uma verdadeira obsessão com apresentações e entretenimento. Há uma aversão à repreensão, à disciplina; nin¬guém quer ouvir nada negativo.

Quantas vezes, nos últimos tempos, você participou de um culto em que a presença do Espírito Santo foi tão forte

e seus pecados foram expostos ao seu coração, e você pôde ter um encontro com o amor e a graça de Deus? Quando foi a última vez em que viu jovens caindo de rosto em terra, clamando por misericórdia, porque o povo de Deus esteve prostrado antes na presença dele com tamanho encargo e agonía que um espírito de convícção foi enviado do céu sobre eles? Quantas vezes, nos últimos meses, você ouviu uma palavra de pregação que ardeu tão forte em sua alma que só podia ter vin¬do direto do céu, do coração de Deus?

O que foi que aconteceu com a an¬gústia na casa de Deus? O que aconteceu com angústia no ministério? Nem sequer se pronuncia essa palavra na nossa era amimada. Angústia significa extrema dor e aflição, as emoções aguçadas de tal forma, em virtude das condições interiores ou daquelas à sua volta, que o sofrimento se torna profundo, agudo, intenso. Angús¬tia é profunda dor, tristeza, a agonia do

ração de Deus.

Conseguimos manter nossa retórica religiosa e nosso vocabulário de aviva¬mento apesar de nos termos tornado ex¬tremamente passivos. O que chamamos de despertamento ou avivamento pessoal tem tido duração muito curta. Quando somos tocados pela mão de Deus, prometemos¬lhe que não voltaremos mais à passividade; entretanto, passadas algumas semanas ou meses, já nos esfriamos e caímos numa passividade maior ainda que no início.

Falo por experíência. Dizemos: "Desta vez, ó Deus, tu me tocaste e me mudas¬te por toda a vida; nunca mais serei o mesmo". É como a explosão de fogos de artifício. Produzem um grande estrondo e depois desaparecem.

A Situação de Ruína

Toda verdadeira paixão nasce da an¬gústia. Toda verdadeira paixão por Jesus nasce de um batismo de angústia. Se examinar as Escrituras, verá que quando Deus decidia restaurar uma situação arruinada, ele procurava um homem que orava e o levava às águas de angústia. Ele dividia com esse homem sua própria angústia por causa do que estava acon¬tecendo com seu povo. Ele o levava a um verdadeiro batismo de angústia.

Foi o que aconteceu no livro de Neemias. Jerusalém estava em ruínas. O centro do interesse de Deus na Terra, a cidade santa agora estava devastada, cheia de iniqüidade e de casamentos mistos entre o povo de Deus e pessoas pa¬gãs. Estavam escravizando seus próprios compatriotas, oprimindo os pobres. A casa de Deus estava Poluída com imundícia, o sumo sacerdote em conluio com Tobias, o réprobo pagão. Como Deus iria tratar essa situação? Como restauraria as ruínas?

Estamos diante de uma situação semelhante hoje - só que muito pior. Os homens estão ficando cada vez mais per¬versos, assim como Jesus predisse que aconteceria. A Igreja está contaminada com pedofilia, molestamento de crianças, incesto e adultério. As nações "cristãs" do Ocidente estão em acelerado declínio moral, inundadas com imundícia porno¬gráfica que causa vergonha ao restante do mundo. A ruína e o caos moral estão atin¬gindo a casa de Deus também. Multidões de cristãos em toda parte se reúnem para falar do próximo capítulo da novela ou do seriado que domina sua atenção e que, muitas vezes, exibe violência, promiscui¬dade, desonestidade e mentiras. Eles vão para os cultos, levantam as mãos, cantam, aplaudem, são abençoados - e voltam para casa para continuar enchendo os olhos com toda essa sujeira!

Agora, não me entenda mal: eu creio no amor de Deus. Prego sempre sobre a misericQrdia e a graça de Deus, sobre o seu amor de aliança. Creio que é importante falar sobre a bondade e a longanimidade de Jesus. Multidões de pessoas, porém, estão sendo bombardeadas hoje com mensagens de auto-ajuda. As pessoas estão transformando a graça de Deus em sensualidade, em cobiça carnal. Tornamo¬nos como os filhos de Israel, que diziam as palavras certas, mas cujo coração não estava reto com Deus (veja Dt 5.28,29).

Por Que Neemias?

Em Neemias 1.1-4, uma delegação chegou a Neemias da cidade arruinada de Jerusalém e contou-lhe como a cidade es¬tava devastada e como os muros estavam caídos. Eram homens, sem dúvida, te¬mentes a Deus, contudo não tinham idéia alguma de como Deus poderia resolver a situação ou trazer uma restauração. Só souberam relatar a ruína, a decadência, o desespero e a de•sesperança.

Qual foi a resposta de Neemias? 'Ten¬do eu ouvido estas palavras, assentei-me e chorei, e lamentei por alguns dias; e estive jejuando e orando perante o Deus dos céus" (Ne 1.4). Deus achou um ho¬mem de oração e o fez descer às águas da angústia.

"Estejam, pois, atentos os teus ouvidos [. .. ] à oração do teu servo, que hoje faço à tua presença, dia e noite, pelos filhos de Israel, teus servos; e faço confissão pelos pecados dos filhos de Israel, que temos cometido contra ti; pois eu e a casa de meu pai temos pecado" (Ne 1.6).

Neemias não era um pregador; era um homem de carreira secular, o copeiro do rei. Ele tinha uma vida de conforto, trabalhando no palácio. Podemos dizer que estava com a vida feita. Porém era um homem de oração. Deus achou um homem que não teria um mero súbito de emoção, um grande surto de interesse e preocupação que logo se dissiparia. Neemias chorou, lamentou, pôs-se a jejuar e orar noite e dia.

Um dos homens que fazia parte da delegação chamava-se Hanani. Sabemos que era um homem temente a Deus porque posteriormente foi nomeado como um dos governantes da cidade (Ne 7.2). Por que ele ou um dos outros não tinha uma solu¬ção para a situação? Por que Deus não os usou para restaurar a cidade? Porque não houve nenhum sinal de angústia! Não havia lágrimas, nenhuma palavra de oração.

Tem alguma importância para você o fato de que a Jerusalém de Deus atual, a Igreja, está em aliança com o mundo? Que há tanta frieza por toda parte? Multidões de pessoas estão caindo em passividade total. Preferem ir a igrejas onde podem ou¬vir mensagens suaves; não querem mais ouvir falar de ira ou repreensão. A ruína em que estamos - isso lhe importa?

Ou, chegando mais perto da sua vida pessoal, você se importa com a condição da Jerusalém de dentro, do coração? Tem percebido os sinais de ruínas que lentamente drenam sua paixão e poder espiritual? Ou está cego à mornidão, cego à mistura que vai se infiltrando impercep¬tivelmente? A cegueira espiritual, quando chega, raramente é notada. Geralmente é a última coisa a ser reconhecida por um filho de Deus que está em processo de decadência.

Como você reagiria se seu pastor ou alguém que o acompanha, conhece bem e se preocupa com sua vida chegasse e lhe dissesse: "Eu o amo, mas preciso dizer lhe a verdade. Você está mudando, está

 

caindo de onde estava antes. Há algum elemento do mundo que está invadindo seu coração. Não sei o que o está influen¬ciando, mas vejo mudanças em sua vida. Não há mais aquele quebrantamento, a compaixão que antes tinha por sua família. Não vejo preocupação pelos seus fami¬liares que não conhecem a Jesus. Você está mudando; pouco a pouco, algo está lhe acontecendo".

Será que você cairia de joelhos se a ruína que nem havia percebido de repente fosse revelada diante dos seus olhos? Apesar dos louvores maravilhosos e cultos abençoados, muitos estão mudando para o pior e nem se aperceberam disso. Estamos perdendo nossa garra. É a estratégia do ini¬migo - tirar sua garra para lutar em oração e chorar diante de Deus. Você fica acomo¬dado, assistindo à televisão, enquanto sua família caminha para o inferno!

Será que você realmente se importa que os seus familiares ou amigos estejam caminhando para o inferno enquanto nos aproximamos cada vez mais do fim de tudo? Você se preocupa com a possibilida¬de de se perderem pessoas tão próximas a alguém que ama a Jesus? Onde está a angústia, onde estão as lágrimas? Onde está a lamentação, onde está o jejum? Onde estão as pessoas que se levantam no meio da noite para expressar sua an¬gústia em oração? Onde está a confissão de pecados, pecados próprios e pecados dos filhos ou do cônjuge diante do Se¬nhor? Foi exatamente isto que Neemias fez (Ne 1.6). Foi também o que Daniel fez (veja Dn 9.5-14)."

 

Originalmente publicado no jornal “Arauto da Sua Vinda” de março/abril de 2008

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DUAS CASAS

Este é um estudo biblico que preparei a algum tempo que trata daquilo que tem sido uma grande dificuldade para mim nestes anos em que me dispus a ser discipulado dentro de uma denominação cristã: comunhão verdadeira que nasce de um relacionamento verdadeiro. Confiança que só pode ser gerada no convivio.

Geralmente, relacionamento dentro da "igreja" se resume em acreditar naquilo que se diz sobre o pulpito sem muitos questionamentos, frequentar os cultos, estudos biblicos e a escola dominical e, lógico, dar o dizimo e estar sempre na frente, respondendo aos apelos do pastor, prova da aceitação da mensagem (se possivel com uns estremeliques na hora da oração). Depois do culto, nos cumprimentamos com um sorriso e desejamos uma boa semana aos irmãos, depois de conversar um pouco com aqueles que temos afinidades e em geral, o assunto gira em torno de amenidades, coisas triviais. Acabamos por experimentar um nivel pifio de verdadeira unidade e comunhão entre os membros e lideres, um certo desconhecimento das dificuldades e deficiencias mutuas, que gera uma certa frieza e distanciamento dos problemas que todos temos como seres humanos. 

A ovelha que começa a trazer muitos problemas ao conhecimento do pastor acaba criando o estigma de pessoa chata e sem fé, que não absorve a pregação, por isso tem tantos problemas. O pastor ou lider em geral, tem que ser praticamente um superherói e nunca pode se apresentar diante do publico em fraqueza ou duvida, afinal é o lider que ouve a voz de DEUS, não? Ele tem sempre que ser a imagem da vitoria. Imagine um pastor dizer que não pode pregar num domingo a noite (logo num domingo a noite!) porque está com uma crise vocacional. De modo algum, o show tem que continuar!

No entanto, somos todos humanos e fraquejamos em tudo e até mesmo na fé. Não sei se sou mais fraco que outros, na verdade, acho apenas que tento ser honesto comigo mesmo sobre o ponto em que me encontro na minha peregrinação. Essa sinceridade comigo mesmo me fez ver não só minhas proprias mazelas mas o distanciamento entre o discurso que temos nos pulpitos e o testemunho escrituristico de Poder de DEUS no meio da Ekklesia. 

Paradoxalmente, nosso discurso é cada vez mais " biblico": nunca tivemos tantas "revelações" tiradas da Biblia (oferta de primicias, teologia do dominio, cinco ministerios de Efesios 4.11, restauração da Igreja, restauração dos dons profeticos, etc...) mas, em contrapartida, nossa pratica diaria não demosntra tanto Poder divino para trasformar vidas em dinamos que levem mais pessoas a ter um relacionamento mais profundo com DEUS. Nossas comunidades estão cheias de pessoas que não conseguem sair do nivel superficial, há pouco fervor na oração, há pouco clamor por mais de DEUS. Nunca se viu tanto divorcio no meio evangelico. Há muito do homem nos pulpitos, muita manipulação da alma, neurolinguistica, praticas motivacionais que fazem sucesso entre empresarios.Muita alma, pouco Espirito. Porque srá que vejo mais "curas" psicologicas do que verdadeiras curas fisicas?

Algo está errado. Algo está muito errado. Será que as promessas de DEUS se findaram? Por que será que Ele não cuida melhor do Seu testemunho limpando sua eira do trabalho debil da mão dos homens? Ah, se Ele enviasse Seu Fogo Consumidor e nos fizesse proclamar em alto e bom som como temos sido hipocritas diante de todo o mundo!

Tenho lido sobre homens sinceros que tem clamado por um mover soberano da parte de DEUS já mais de 50 anos. Gostaria de saber como esses homens se mantem em constante angustia pelo testemunho da Ekklesia todo esse tempo, porque eu já estou exausto depois e cinco anos. Pensei que eu ia aguentar mais. 

HOmens tremendos como David Wilkerson, usado por DEUS para converter lideres de gangues em Nova Iorque, historia afamada e contada no livro "A Cruz e o Punhal" tem falado sobre isso. No jornal interdenominacional Arauto de Sua Vinda, que vc pode receber de graça, na edição de março/abril de 2008, ele escreve sobre seu "Chamado à Angustia". Vale a pena ler se voce é um inconformado com o nivel que tem vivido.

Enquanto o Espirito Santo não se pronuncia , para sorte de uns, alguem diria, porem, devemos ser sinceros o suficiente e q uestionar sobre nossos metodos e modelos eclesiasticos (ô palavrinha!!) e nossa liturgia (outra que devia ser limada da igreja para sempre!). Espero que aquele que ler o artigo possa absorver algo edificante.


DUAS CASAS

 - Mateus 7, 24 a 27 mostra duas casas: uma edificada sobre a areia, a outra sobre a rocha, uma pode subsistir p/ sempre, a outra não; há um paralelo em Provérbios 9, onde  também vemos duas casas: uma é a casa da Sabedoria, a outra de uma mulher louca;

 

- a Sabedoria é personificada numa mulher q preparou um palácio (uma casa de sete colunas, portanto suntuosa) e preparou um banquete, convidando a muitos; sabemos, portanto q a Sabedoria é uma figura representando o SENHOR JESUS e seu ministério, pois ali diz q essa mulher “edificou, lavrou, sacrificou, misturou o vinho, preparou a mesa e deu ordens aos servos p/ q convidassem a muitos = exemplo de dedicação, abnegação, perseverança e cuidado com um objetivo único: p/ q muitos viessem a participar das Bodas do Cordeiro, da aliança no sangue e no pão. Assim, podemos dizer q uma casa de Sabedoria é uma casa evangelistica q está sempre pronta a lançar a pedra de edificação, a pedra angular;

 

- já da casa da louca se diz q não quer saber de nada: um verbo exprime ação e os dois únicos verbos encontrados ali são ‘assentar’ e ‘chamar’; Em contraste à casa da Sabedoria, essa casa assenta-se comodamente e fala coisas agradáveis e fáceis aos q passam... fala,fala, fala, mas seu discurso não produz vida, só morte (v. 18). Ela pode ser comparada a igreja de Sardes, pois ali só há mortos. Paulo diz em I Cor. 4, 19 e 20 aos que andavam ‘inchados’ em seu discurso: “O Reino de DEUS não consiste em palavras mas em PODER”; a palavra ‘inchado’ (tuphloo) vem da raiz da palavra grega para fumaça, fazer fumaça, ou seja, quando a Palavra diz q o inimigo cegou o entendimento dos incrédulos  quer dizer que ele teceu sobre seus olhos uma cortina de fumaça e aquele q está inchado está cheio dessa fumaça;

 

- a casa da mulher louca é a casa construída sobre a areia e não poderá permanecer contra a tempestade e os ventos q sopram contra ela, q é uma figura dos ataques do inimigo para minar suas forças: opressão, perseguição, tribulação, divisão, duvidas, frieza, etc; Na parábola, as duas casas são açoitadas pelas mesmas intempéries, mas só a casa edificada sobre a Rocha poderá permanecer como verdadeira ‘casa de DEUS’(Betel), a outra rapidamente se tornará num ‘monte de pedras’, da qual também temos um paralelo na Bíblia – a cidade de Ai (ruínas) destruída em Josué 8,28; 

 

AI E BETEL

 - Ai, como vimos em Josué, é uma cidade q por um espaço de tempo resistiu e chegou a vencer o povo de DEUS em batalha, porquanto nele havia anátema e isto é uma figura do quão puros e santificados devemos ser para que o SENHOR venha a cumprir seus propósitos em nós; ali vemos q Ai prosperou durante certo tempo, firme e sólida, como aquela casa feita sobre a areia em Mateus, a qual estava já em pé e suportou as provas por algum tempo, mas não pode resistir até o fim, prova de q não poderia ser usada por DEUS como habitação da Sua Glória: Assim, Ai se parece com a Casa de DEUS, tem uma fachada de casa de DEUS, mas nela só habitam os mortos;

 

- Precisamos saber diferenciar, a discernir qual a real diferença entre elas, porque vivemos em tempos trabalhosos, tempo de angustia p/ Jacó, tempo d multiplicação da iniqüidade e esfriamento no amor pois o mistério da injustiça descrito em II Tess 2.7 avança, enganando, seduzindo com palavras, palavras, doutrinas e ventos de doutrina, “um pouco aqui, um pouco ali”(Isaias 28. 10 e 13 – curioso q nessa mesma passagem, o SENHOR fala sobre a pedra de esquina, a pedra da edificação: “quem tem ouvidos p/ ouvir, q ouça”)

 

- vemos no verso 17 a louca dizer que “as águas roubadas são doces” = uma expressão parecida é usada em Mal. 3.10 p/ descrever aqueles que roubam a DEUS simplesmente por não entregarem os dízimos do Templo (se o povo podia roubar do sacerdocio, o sacerdocio tembem roubava o povo, pois do total do dizimo tambem era tirado uma parte para o sustento do orfão e da viuva; em tempos de apostasia, com certeza esses eram os mais prejudicados pela avareza dos sacerdotes que só desejavam enriquecer, o que é um erro grave, ou mesmo só pretendiam usar o dinheiro para ornamentar o Templo, como se os pobres não fossem dignos de receber a parte que DEUS lhes deu, o que é outro erro - muitos lideres de hoje agem assim e cobram seu povo todos os dizimos e ofertas que têm direito mas se recusam a dar o alimento ao necessitado ); Assim, ‘aguas roubadas’ podem significar o ato de não saciar o sedento, de não levar a Água da Vida aos q estão no deserto; Assim também com a expressão “o pão comido às ocultas é suave”, querendo simbolizar a atitude daquele q tem o bastante e não quer dividir, retendo o alimento sagrado, o pão não é multiplicado p/ a multidão; Ai é incapaz de evangelizar, pois é preguiçosa, não busca se fortalecer no SENHOR, orando, jejuando e vigiando e, por isso, tem poucos filhos, não é fecunda (Josué 7.3);

 

- Em Ai há muito pouco daqueles sentimentos que Paulo recomendou aos filipenses (Filp. 2.1): consolo em Cristo, estimulo de Amor, comunhão no Espírito, alguns entranháveis afetos e compaixões e outros a seguir como um mesmo ânimo, humildade, companheirismo, etc, “de sorte que”, de forma que de maneira que, pudessem ter o mesmo sentimento que havia em Cristo. Em Ai, sobravam os credos e doutrinas, um mandamento sobre o outro, um interminável faça isso ou aquilo, um legalismo velado e uma tendência incontrolável a desconfiança entre os irmãos, onde é mais fácil julgar do q amparar e cuidar, muito mais cômodo condenar e abandonar q ter o trabalho de sarar e confirmar; Essa é Ai, onde as pessoas são amontoadas, como uma pilha de pedras, sem q sejam edificadas, talhadas, colocadas uma ao lado das outras, bem ajustadas como uma edificação sólida; Essa é a realidade de Ai, apesar de no momento ela poder exibir  um titulo de cidade-forte, uma placa ou outdoor iluminado;

 

- Falar sobre Betel, porem, é mais prazeroso, porque falamos das certezas de DEUS, da sua fidelidade e soberania, porque Betel é a casa edificada sobre um único fundamento: RELACIONAMENTO COM DEUS! Credos e doutrinas ficam em 2º ou 3° planos; Quando Abraão edificou altar a DEUS em Gênesis 12.7, isso não foi fruto de um credo ou doutrina, mas de vida com DEUS; assim também foi com Jacó em Gênesis 28.19; Vida com DEUS é tudo o q um cristão pode almejar;

 

- Betel é a casa edificada sobre a Rocha, sobre Cristo, a Sabedoria personificada em Prov. 9 e devemos estudar como Ele começou a edificar a Igreja, a casa do Pai, lançando a si mesmo como fundamento principal; Primeiro temos q dizer q a palavra casa remete a idéia de família, pois numa casa não moram estranhos, mas pessoas com um certo tipo de afinidade q vai alem de uma mera concordância mental sobre o q é a verdade: A idéia de q a igreja é um lugar onde nos reunimos p/ cantar alguns hinos, ouvir um sermão, entregar nossos dízimos e ofertas e não criar nenhum vinculo afetivo mais profundo vai contra a idéia de família e de casa que o SENHOR estabeleceu desde o Éden, passando por Noé, Sem, Abraão, José, pela própria nação de Israel, das celebrações festivas de Israel e da própria igreja primitiva (como está dito em Atos 2.44); O próprio Jesus declara em Mateus 12.46 a 50, q havia deixado sua familia terrestre p/ constituir outra maior;

 

- P/ falar em Betel é preciso voltar a Prov. 9, p/ saber como o SENHOR começou a edificar sua casa: todo o contexto retrata fielmente tudo aquilo q o SENHOR JESUS realizou em seu ministério, porém, vamos ficar com a frase “lavrou as sete colunas”, no v. I;

 

- Uma coluna significa algo construído p/ ser capaz de sustentar sobre si um peso enorme e isso nos diz muito sobre os três anos em q JESUS trabalhou intensamente na vida desses homens a fim de molda-los, talha-los, transforma-los a tal ponto q pudessem ser o sustentáculo da igreja, homens q aprenderam a suportar a pressão dessa árdua tarefa? Como se deu isso?

 

- Podemos dizer q os discípulos se juntaram ao SENHOR por dois motivos basicamente: pela doutrina revolucionaria (ensinada com autoridade) e pelos sinais q ratificavam o q João Batista dizia sobre Ele... Mas o q se seguiu? Os discípulos foram submetidos a algum ritual de iniciação, uma sessão de descarrego, foram levados p/ uma escola doutrinaria ou seminário teológico? Não. Eles foram introduzidos à vida de JESUS e vice-versa (João I, 38 e 39) – o ensino, a doutrina não eram ministrados numa ocasião solene (como hoje), mas em cada situação por qual eles passavam no dia a dia do grupo; cada incidente servia como ilustração p/ q o Mestre aplicasse uma passagem escrituristica ou uma interpretação totalmente nova da lei;

 

- Eu me sinto levado a imaginar q as ministrações mais intensas dos discípulos ocorriam nos intervalos das viagens constantes pelas cidades de Israel, nas paradas, longe do clamor da multidão, quando se reuniam ao seu redor p/ ouvir suas interpretações dos eventos ocorridos. Seu ensino não era comum, os discípulos podiam ver q ele vivia o q pregava, q era diferente. Mas, não importa o quão intenso era seu ensino, JESUS não os separou apenas p/ ensinar sua doutrina. JESUS estabeleceu com seus discípulos um relacionamento q ia além da relação aluno/mestre, tão comum nas sociedades orientais, Ele estabeleceu um verdadeiro relacionamento de familia com eles. Pode-se dizer q JESUS passou mais tempo investindo em amizade verdadeira q em doutrina, pois mesmo no fim do seu ministério entre os discípulos, os mesmos pareciam não ter entendido muita coisa do seu ensino. É o q deduzimos de passagens como MAT 20.17 a 21, MAR 9.33 E 34, LUC 22.24 E JO 11.16. Na verdade, não importava muito se eles entendiam ou não, mas o q realmente importava era o fato de, apesar de não entenderem tudo, estarem dispostos a ir até Jerusalém com ele sob risco de morte, o q significa q eles nutriam por ele um sentimento de caridade (q vem de caro, custo alto, alta conta). Por fim, os discipulos acabaram descobrindo isso entre si e disso resultou um doutrina verdadeira baseada no AMOR FRATERNAL: “Não vos chamo mais servos, mas amigos”; “Um novo mandamento vos dou: q vos ameis uns aos outros”; “Nisto conhecerão q sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros” – não se pode amar um credo, uma doutrina, pelo menos não verdadeiramente.O Amor de DEUS nos faz pensar essencialmente em pessoas porque os dois principais mandamentos falam imperativamente sobre amor pessoal, primeiro a DEUS, ser pessoal, e depois ao semelhante, também pessoal. Os fariseus, os saduceus, amavam suas opiniões, mas não se amavam nem mesmo entre si.

 

- O principal ensino de Jesus aos discípulos foi pratico: ter vidas q glorificassem a DEUS; De q forma? Entendendo q, da mesma forma q DEUS deu seu único filho e Ele se deu ao mundo e aos discípulos, nós também, fomos dados, primeiramente, uns aos outros, depois ao mundo; Uma vida de serviço a DEUS e ao próximo é o q está descrito em passagens memoráveis como Mat. 5.16, Jô 13. 35; I Tim. 6. 17 a 19; textos tão pouco usados hoje em dia, mas q resumem a busca pela excelência de DEUS em nossas vidas;

 

- O verdadeiro desafio da cristandade atual não é dominar o mundo secular, mas sim, contra a mediocridade ( = andar na média) que quer nos forçar a viver vidas espirituais nanicas, colocando para baixo nossas expectativas a respeito do Reino desde o momento em q chegamos à igreja ; O diabo sabe o q é um cristão verdadeiro e treme quando se lembra como é um, de modo q tem trabalhado p/ nos tornar sacristãos, algo semelhante a um leão velho e sem dentes;

 

- I Cor 12.31: o caminho mais excelente não são os dons, o poder, a prosperidade, mas o AMOR AGAPE, q  faz nosso eu sumir no meio das suas labaredas; Cantares 8.6 e 7 fala sobre a intensidade desse Amor; Numa passagem memorável Paulo diz em II Cor. 6.11 a 13: “Não estais estreitados em nós, mas estais estreitados em vossos próprios afetos... Dilatai-vos pois, vós também!”- Um grupo de comunhão avivado é um grupo transformado pelo Amor de DEUS, q buscou o Amor de DEUS primeiramente uns nos outros antes mesmo de clamar pela presença do Pai, porque como posso querer encontra-lo se primeiro não reconhece-lo nos meus irmãos, como posso ansiar por cura espiritual se não busco consolar e confirmar aquele q está abatido ao meu lado, como podemos ansiar pelo cuidado de DEUS em minha vida se eu não quero cuidar, me deixar gastar um pouco q seja com os outros? Há tão pouco interesse entre nós em saber como anda a vida espiritual um dooutro; Em q é baseada nossa comunhão?

 

- Tiago 5.16: não se confessa pecado a quem não se confia; isso requer confiança e cumplicidade; Qual a última vez q te confessaram um erro e pediram p/ q vc orasse em concordância? Há muitos entre nós sendo feridos e abandonando fileiras nas quais serviram durante anos, não porque são fracas, mas porque foram traídas em sua confiança; É hora de começarmos a refletir porque não temos experimentado um tempo constante de crescimento e refrigério espiritual verdadeiro, não descanso das lutas e tribulações, mas ânimo no meio da opressão, ao invés de sequidão, estiagem, lacuna; não podemos julgar os q recuam nessa luta, temos q entender q essa opção é feita somente no desespero d quem está se sentindo morrendo;

 

- Nossa corrida: Jeremias 12.5: Eu tenho corrido contra os cavalos, todos corremos, uma corrida q parece desigual ao homem natural, porque parece q, às vezes, eles vão vencer, mas DEUS nunca os deixa desgarrarem; Nós podemos dar nomes a eles: desanimo, frieza, mediocridade, egoísmo, mas o nome do SENHOR é sobre nós, sinal de em quem ele tem apostado. Essa corrida só é iniciada se decidimos que queremos ser definidos no máximo (pouco menor q DEUS – salmo 8.5), não no minimo.

 

- JESUS não caminhou sozinho, procurou homens com os quais pudesse caminhar e ter tudo em comum; Paulo também procurou homens com o mesmo espírito e encontrou cumplicidade em homens como Barnabé, Silas, Timóteo, Tito e Lucas, procurando estabelecer isso onde quer q passasse, deixando isso patente na minha passagem preferida do Novo Testamento em Filipenses 2.1 a 5 – através de nos submetermos uns aos outros em amor, aprenderemos a submissão a voz do Espírito e a reconhecer os dons p/ edificação do Corpo presente na vida de cada irmão; No Corpo, não há um membro q seja maior q os outros, a não ser em responsabilidade diante de DEUS, como um apenas q receba a revelação ou visão completa sozinho, mas cada parte recebe da mesma Graça como participante da mesma natureza, da mesma família, do mesmo Espírito, do mesmo Pai, contribuindo p/ o incremento do Reino.

 

 

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