21 março 2008

O DESCONCERTANTE (PARA OS CÉTICOS) SUDARIO DE TURIM

Este blog foi criado no intuito de despertar o interesse em pessoas que admiram temas fantásticos e controversos para a realidade do mundo espiritual ao nosso redor, mundo esse que se sobrepõe ao nosso e dita muito do nosso viver. O fato de eu ser um cristão evangélico (alguns diriam protestante, mas não tenho protestado contra muita coisa a não ser a própria igreja evangélica atual com seus superapostolos e profetas da prosperidade) não me leva a fugir de certos temas que causaria horror a certos pastores.

DEUS me deu um gosto natural para aquilo que é misterioso e fantástico muito antes de eu ser um crente no que a Bíblia diz e, de alguma forma, DEUS usou isso em minha vida para me atrair até Ele. Sempre li os Evangelhos e freqüentei a ICAR durante minha infância, logicamente pela influencia de minha mãe, a quem agradeço, pois possui uma fé simples, a qual eu creio ser do agrado de DEUS. Mas, também, herdei de meu pai, inclinado ao comunismo, uma certa iconoclastia com relação ao clero, um temperamento que se manifestou em rebeldia à fé institucionalizada da minha adolescência até a idade do ciso.

Desejei ganhar o mundo e abrir as portas da percepção e respirar o ar da liberdade para poder conferir por mim mesmo o que é o mundo. Os ensinamentos básicos de fé dados por minha mãe nunca me abandonaram e creio mesmo que me ajudaram a não ir longe demais para não quebrar a cara em demasia. Elaborei minhas teorias sobre o mundo, sobre minha fé, sobre a vida e a morte e também sobre JESUS, a quem sempre tive na mais alta admiração e reverencia.

Cheguei a afirmar de pés juntos, na tentativa de encaixar seus ensinamentos em meus esquemas, pois não podia simplesmente descarta-lo, que ele era um e.t., e muito disso se deve a uma literatura do gênero fantástico que pode abrir seus olhos para o insondavel do mundo mas também te tornar um maluco viciado por absurdos cada vez maiores.

Graças a DEUS não preciso mais ficar procurando sinais da vinda de extraterrestres em nosso mundo, mas também não preciso ver anjos ou ter visões mirabolantes para ser cristão. Estranhamente, ser cristão exige o máximo da sua racionalidade (a Bíblia diz em Romanos que “DEUS é nosso culto racional”) e também o máximo da sua espiritualidade, pois o fato de crer não te leva a ser um super-homem imune aos males físicos e emocionais a que todos os humanos estão sujeitos. O modo como passamos por essas ocasiões é que prova do que somos feitos.

Tampouco, porém, fez com que meu apetite pelo mistério diminuísse a ponto de descartar alguns fatos assombrosos que continuam a desafiar os sentidos de muitos. O cristianismo é profundamente desafiador em fronteiras como o estudo das origens e da arqueologia antiga, áreas onde penso que a defesa da fé tem dado mais frutos, numa época em que as pessoas buscam estar bem informadas e cercada de dados concretos sobre o que quer que seja, pelo empenho de homens que não abandonaram suas inclinações e aspirações individuais para se tornarem apenas fundamentalistas da fé, mas resolveram encampar sua fé fundamentando-a em fatos que poderiam ser atestados pela ciência humana.

Desde então, as descobertas que se sucederam são gratificantes e plenamente favoráveis à fé cristã. Se não se pode provar que o mundo foi criado no modo descrito em Gênesis, tampouco a ciência hoje pode afirmar que a vida orgânica surgiu do que é inorgânico. Há dados científicos que até mesmo confirmam uma idade recente para nosso mundo, em termos geológicos, conforme as pesquisas do cientista americano Robert Gentry, não refutadas até hoje pela comunidade cientifica. A arqueologia avança a ponto de confirmar relatos bíblicos em descobertas paralelas como as tabuletas de Tell-El Amarna e o papiro Ipuwer (consultar o link sobre arqueologia bíblica) , reinos e monarcas esquecidos pela historia mas citados na Bilbia são trazidos de volta aos anais humanos.

Meu gosto pelo fantástico sempre me levou a olhar o Sudário de Turim com admiração. Como disse, nunca fui um católico devoto e mesmo na mais tenra idade, nunca me dei bem com imagens (lembro que tinha medo de certas representações de cristo morto pelo realismo bárbaro delas, quando minha mãe me levava a algumas igrejas em certas datas), mas essa relíquia sempre me chamou a atenção, pois ouvia falar das afirmações de sua autenticidade e da celeuma entre os devotos e os que queriam provar que era uma farsa.

Quando parei de espernear e me rendi à ortodoxia cristã, mais propriamente de cunho “evangélico”, me deparei novamente com o fascínio do Sudário, reconhecido como “a maior das relíquias catolicas”( Sabe-se que um evangélico médio tem horror a qualquer coisa que de longe lembre as tradições católicas).

Um livro sobre a mortalha mais estudada de todos os tempos veio parar em minhas mãos, “A Verdade sobre o Sudário de Turim”, escrito por dois dos especialistas envolvidos no Projeto de Pesquisas sobre o Sudário de Turim, no qual vários cientistas de diversas áreas se juntaram para, durante o espaço de cinco dias, em meados de outubro de 1978, coletar dados da mortalha, usando equipamentos de alta precisão desenvolvidos para a era espacial.

Fiquei fascinado não só pela quantidade de informação contida, mas também porque foi extraordinariamente bem escrito e coligido. Creio que nem um único aspecto relativo à natureza do pano mortuário, seja cientifico, seja de cunho moral ou religioso, deixou de ser analisado. Certamente que o livro perde peso como argumento numa discussão sobre o sudário diante dos céticos de plantão, se olharmos unicamente para o fato de que um dos escritores (Habermas) é um ministro evangelico ordenado e formado em Teologia Filosófica, e autor de alguns livros de apologetica (defesa) cristã, mas os fatos estabelecidos pela pesquisa cientifica, independentemente disso, deveriam se sobrepor a tais observações, pois permanecem inalterados e inabaláveis durante todos esses anos que se passaram.

O outro escritor, Stevenson, é engenheiro formado pela Força Aérea americana e foi o relator dos resultados finais estabelecidos pelo Grupo de Pesquisa, de modo que o livro funciona como um resumo dos trabalhos realizados em Turim, sendo prefaciado por Lawrence Schwalbe, phd em física e química do Laboratório de Los Alamos, EUA. Assim, os autores podem afirmar que “ele é o único livro sobre o Sudário que contem os resultados das experiências e analises cientificas, feitas a partir de 78 pelo Projeto de Pesquisas sobre o Sudário de Turim, inclusive as fotografias tiradas durante as investigações e experiências”.

Esse livro não perdeu em nada seu vigor nem mesmo após o teste de carbono 14 feito em 1988. As opiniões divergem quanto a autenticidade obtida porque simplesmente a metodologia usada não é unânime e deixa uma margem para refutações de especialistas como a do próprio inventor do processo de datação por rádiocarbono pelo processo usado no Sudário, Harry Gove, diretor do Nuclear Structure Research Laboratory da Universidade de Rochester, que desenvolveu o processo chamado espectometria de massa acelerada, ou AMS, que consome uma quantidade bem menor de material em seu ensaio destrutivo. Ele afirmou: “A técnica que se usou em 1988 para a datação do Sudário de Turim por meio do C14 foi inventada em meu laboratório, na Universidade de Rochester, em 1977. Depois dessa datação, estive convencido do resultado durante anos. Recentemente, porém, o doutor Garza Valdés, de San Antonio, Texas, apresentou provas consistentes a respeito de um tipo de contaminação por carbono recente produzida nos fios do Sudário por bactérias que os processos de limpeza usados pelos três laboratórios podem não ter removido. Essa contaminação, de acordo com sua espessura, pode fazer com que a data fornecida pelos três laboratórios seja mais recente.”

O supracitado doutor Garza Valdés descobriu, em suma, um material orgânico gerado por bactérias que reveste materiais como o linho em mumias egípcias e chamou-os de “revestimento bio-plastico” devido a sua capacidade de “envernizar” um material como o linho. O acumulo desse material impede que se chegue a uma idade precisa quando o material é submetido ao teste do c14, como provam as experiências realizadas. Valdés teve acesso a uma amostra do Sudário retirada na mesma ocasião de 1988 e chegou a conclusão de que o “verniz” bio-plastico contaminaria o resultado em 60%, fato comprovado depois pelas experiências do russo Dr. A. Kouznetsov, diretor dos Laboratórios Sedoo de Pesquisa de Bio-Polímeros de Moscou e premio Lênin de Ciência. Tudo isso está fartamente documentado e a polemica continua aberta, pois os céticos não aceitam que o material entregue a Valdés seja mesmo do Sudário e por aí vai...

Em que pese o fato do livro terminar literalmente como um libelo a favor da ressurreição de Cristo, o que pode prejudicar aqueles que procuram maior dose de isenção, os autores procuraram mostrar os dados resultantes dos três anos de estudos que se seguiram à coleta de dados que, de modo impressionante e surpreendente até mesmo para eles, não desabonaram a relíquia em nada, mas, ao contrario, aumentaram seu fascínio e mistério.

Habermas, apesar de ser cristão, não é católico, e isso conta a favor do livro, pois ele não tem vinculo algum e nem interesse em defender a igreja católica romana, como ele mesmo atesta dizendo que “a maioria dos cientistas pensava que as pesquisas revelariam que o Sudário não era autentico”.

Não se trata, portanto, de um assunto que diz respeito à fé católica, mas de um artefato histórico e que pode ser de grande valor (ou de um valor relativo, para não supradimensionar sua importancia em relação a Fé) para todas as vertentes do cristianismo.

O livro apresenta tópicos variados sobre o manto, vindo do passado, analisando sua historicidade, os dados análogos à arqueologia e as observações medicas obtidas depois que o sudario se tornou alvo de investigação cientifica detalhada, a partir das fotografia tiradas em 1898 por Secondo Pia, que revelaram a propriedade negativa dele, ou seja, o Sudario, de modo incomum para a grande maioria das imagens impressas de qualquer tipo, apresentava-se mais detalhado, com fortes contrastes, revelando mais do que a figura original no manto. Só isso foi suficiente para tirar a relíquia das trevas do medievalismo para o mundo iluminado da ciência do séc. xx. Esta é a sua ironia: seu mistério verdadeiro permaneceu intacto durante séculos para que pudesse ser apreciado com todo vigor por instrumentos mais capacitados do que o olho humano.

“Quanto mais aprendemos sobre o Sudário” – diz o autor- “tanto mais parece provável que o lençol seja o que aparenta ser = o tecido que serviu para envolver Jesus Cristo por ocasião do seu sepultamento”, sentencia.

Embora se diga no inicio que “a ciência e a historia não podem provar que o Sudário de Turim é o lençol com que Jesus foi sepultado, é possível, porem, chegar a uma conclusão provavel que supere uma duvida razoavel e racional”, John Heller e Allan Adler, químicos do Instituto Nova Inglaterra, avaliaram ser de uma em dez milhões a chance dele ser uma fraude. Um numero espantoso, sem duvida.

Alguém poderia entretanto, dizer que o homem do Sudário não precisa ser, necessariamente, Jesus, mas qualquer outra pessoa e que há uma “forçação de barra” da igreja católica nesse sentido. Nesse caso, os autores, empregando a matemática das probabilidades estatísticas de um modo coeso e cauteloso até, chegam ao numero de 83 milhões para uma chance de que o homem não seja JESUS CRISTO, devido ao numero de coincidências encontradas entre a figura e os relatos dos Evangelhos.

As implicações da autenticidade do manto para aquele que já é cristão, são pequenas realmente, mas num mundo em que a maioria rejeita a mensagem do Evangelho como verdadeira e a Fé nas Escrituras fica exposta a um sem numero de ataques que visam unicamente desacreditar delas como uma fonte de informações segura sobre o próprio Jesus, é gratificante saber que um artefato arqueológico dessa magnitude pode apontar para o centro do mistério da vida cristã, que, como Paulo declara em I corintios 15.17, é a ressurreição.

As afirmações positivas dos autores vão num crescendo culminando em frases fortes que devem causar repulsa em certos ouvidos céticos e racionalistas. Frases como essa: “Devemos concluir que o trabalho dos cientistas tornou virtualmente impossível qualquer tipo de falsificação”. Ou essa: “ A figura do Sudário parece tão incrivel que se poderia dizer que a tarefa de apresentar provas continua com os que pensam ser ela uma fraude.” Um veredito que equivale a dizer que o Sudario não tem mais nada a provar à Ciencia.

Ao autores começam traçando um perfil factível do Sudário dentro da Historia e como ele se liga a certas historietas obscuras, desde a imagem de Edessa, talvez a mais antiga menção ao artefato, à sua ligação aos templários, que a teriam guardado como sua mais valiosa aquisição, até chegar à França, em 1357, onde é finalmente trazida à luz pela família de Godofredo de Charny (provavelmente um parente do Godofredo de Charnay templário, queimado na fogueira por Felipe, o Belo, juntamente com o grão-mestre da ordem, Jacqes de Molay ).

O suplemento historico fica completo com dados sobre o esqueleto encontrado na Palestina de um certo Yohanan, um judeu crucificado no primeiro seculo pelos romanos, corroborando detalhes da crucificação e dos costumes relativos a esse tipo de execução tanto na figura do Sudario quanto no relato do Evangelho, e tambem estudando detalhes dos costumes judaicos da época que mais uma vez se mostram firmes quando confrontados com o Sudário.

As imagens ao lado mostram como a "Imagem de Edessa" teria influenciado a representação de Cristo tal como todos o conhecem hoje. A primeira figura é um mosaico que data do século 4 da era cristã, mostrando um Jesus sem barba, romanizado. As seguintes são icones pintados a partir do século 6, quando o Mandylion já havia sido redescoberto após a inundação e reconstruçãode Edessa. Cientistas descobriram centenas de pontos de congruencia entre o segundo e terceiro icones com a imagem do Sudario, fato que não se pode atribuir a uma mera coincidencia.

Desde Secondo Pia e suas assombrosas fotografias em 1898, a historia do Sudário tem se revelado muito mais interessante e fascinante do que tudo aquilo que se sabia dele até então. Absolutamente todos os que se debruçaram sobre seus problemas, foram abalados em suas convicções. Um deles foi Yves Delage, médico anatomista professor da renomada Universidade Sorbonne, um agnóstico que, intrigado com a perfeição anatômica da imagem, resolveu estuda-la em 1902, ficando convicto que os fatos apontavam para uma conclusão surpreendente, ainda mais porque o experiente médico resolveu apresentar um relatório à Academia Francesa de Ciências, templo maior do racionalismo europeu, em que apontava não poder ser outro homem estampado no manto a não ser JESUS CRISTO, dizendo que “um feixe de probabilidades que se impunham” o levavam a essa conclusão. Muitos de seus colegas o criticaram abertamente e a Academia recusou-se a publicar seu relatório. Sua resposta à resistência exercida por seus colegas é sincera e vai ao cerne da questão:

“Sem necessidade alguma, introduziu-se uma questão religiosa dentro de um problema que, em si, é puramente cientifico...e a razão foi posta de lado. Se, em vez de Cristo, se tratasse de outra pessoa como um Sargão, um Aquiles ou algum dos faraós, ninguém teria pensado em fazer a mínima objeção...Eu procurei ser fiel ao verdadeiro espírito da ciência ao tratar o assunto preocupado unicamente com a verdade e sem o menor receio ou intenção de afetar os interesses de qualquer partido religioso...”

Parece que Delage afetou os interesses de pelo menos um grupo religioso: o grupo dos religiosos da ciência, adoradores da vaca sagrada chamada razão, que não admitem que nada fantástico demais adentre seu arraial.

Sem duvida, a hipótese de um artefato que faça referencia direta à ressurreição de Cristo seria demais para a mente dos céticos. Não deixa de ser irônico (uma refinada ironia) que a própria ciência, instrumento eleito pelas mentes que dizem poder a razão unicamente explicar e dimensionar todas as coisas pela ótica natural, estar sendo o instrumento usado para revelar que a maior barreira não é o avanço da ciencia em si, pelo contrario, mas as mentes que fazem uso dela, as quais insistem em rechaçar os resultados quando estes não se coadunam com seu arcabouço mental. A militancia ateísta não é nada mais do que uma militância dogmática.

Ainda segundo a ciência, os avanços da era espacial fizeram muito bem ao Sudário, pois somente analisando a imagem com um instrumento criado para analisar fotografias de planetas e estrelas, dois oficiais da Força Aérea dosEUA, John Jackson e Eric Jumper, do Laboratório das Forças Armadas de Albuquerque, Novo México, descobriram que a figura do Sudário contem informações tridimensionais, um duro golpe para os que advogam uma falsificação, visto que tal técnica simplesmente não existe, desmentindo a teoria de que a imagem foi produzida no séc. XIV.

Com base nos dados, os dois cientistas produziram uma replica tridimensional (ao lado) baseada nas informações volumetricas obtidas da imagem, algo impensavel antes da era espacial, que revelou ainda mais da perfeição anatômica dela, como ressaltado por Delage, encontrando ainda um dado inesperado: pequenos objetos, até então ocultos, foram encontrados sobre os olhos do homem do Sudário. A confirmação de que seriam moedas romanas plenamente identificadas como leptos (produzidas no primeiro século por Pilatos) veio pouco depois.


Outro dado impressionante veio da analise feita pelos cientistas do Laboratório de Propulsão a Jato de Pasadena, Califórnia. Jean J. Lorre e Donald J. Lynn usaram a mesma técnica usada para estudar as imagens transmitidas em 1976 pela sonda Viking quando esta capturou imagens da superfície de Marte. Descobriram um principio de “não direcionalidade” na figura. Ou seja, “qualquer aplicação a mão de pintura, tinta ou alguma outra substancia estranha feita por um falsificador, teria mostrado uma característica especifica, por mais cuidadosamente que ele houvesse pintado sua obra”.

Tambem não podemos deixar de dar destaque ao extenso trabalho do suíço Max Frei, um criminologista e botanico que conquistou renome internacional em analise microscópica de cenarios de crimes e desastres. De 1973 até sua morte em 83, o protestante Frei trabalhou em cima de amostras do Sudario identificando uma variedade imensa de polens de plantas, entre as quais de especies existentes apenas na Palestina e tipicas da região de Jerusalem. Mais uma evidencia contra a tese medieval. Para que esses polens estejam onde estão, segundo Frei, o Sudario deve ter, obrigatoriamente, sido exposto ao ambiente desses lugares.


Os detalhes da imagem costumam impressionar os que se atrevem a estuda-la. Os cientistas puderam contar o numero de marcas da flagelação (entre 90 a 120 ferimentos) que corresponde ao tipo suplicio causado por um açoite romano, chamado flagrum, com extremidade de metal ou osso, que provocava profundas lacerações na carne da vitima a cada golpe. O flagrum era tão brutal que seu uso era proibido para cidadãos romanos. Os especialistas tem afirmado que tal flagelação pode ter apressado a morte do homem do Sudario o que corresponde ao relato biblico.Tambem pode-se contar o numero de ferimentos (72 perfurações )na cabeça pelo "capacete" de espinhos, não apenas uma coroa.



Tambem há evidencias de um unico golpe de lança do lado do homem do Sudario, o qual corresponde ao golpe de lança recebido pelo Jesus já morto na cruz. Não só isso, mas pode-se medir o ferimento (4,44 cm por 1,10) que corresponde ao tamanho da ponta de um lança romana em forma de folha. A fotografia da chaga do lado, tirada sob luz ultravioleta, mostra uma fina margem fluorescente em torno da ferida. O sangue totalmente seco não fluoresce, mas o soro sanguineo fluoresce, o que corrobora o relato de que da ferida do lado jorrou sangue e água.

Outros estudos demonstraram que as areas manchadas como sangue, revelam a presença de porfirio, um dos componentes do sangue. Como já dissemos não há o menor indicio de corante, quimico ou natural, embora alguns ainda se prendam a hipotese levantada pelo microscopista Walter McGrone de que a imagem foi pintada de alguma forma inexplicada por uma solução muito diluida de óxido de ferro, encontrada em porcentagens minimas na figura.

A equipe do Projeto rechaça plenamente a ideia, considerando-a "irrelevante para o problema da formação da figura", pois Heller e Adler, em seu estudo microscópico, não encontraram, exceção feita às areas de sangue e da água usada para extinguir o incendio de Chambery, "vestigio algum de que qualquer especie de liquido tivesse sido aplicado às fibras do linho". Isso nos leva à problematica da fixação da imagem no pano. Além disso, os cientistas comprovaram que a imagem não pode reagir a agente quimicos, o que seria esperado no caso de uma falsificação.



Visto não ter sido encontrado nele qualquer indicio de aplicação de tinta corante de qualquer especie, ainda resta o fato da superficialidade da figura. Tambem possui estabilidade térmica (i.e, não deforma com a temperatura) e estabilidade sob a ação da água. As fibras do linho só exibem a imagem do crucificado de um lado, o lado que ficou diretamente sobre o corpo morto. Qualquer tecnica conhecida de impressão, atual ou medieval, teria uma serie de dificuldades serias praticamente intransponiveis para gravar uma imagem que não penetrasse as finas fibras de um pano de uma trama tão simples como o linho.

Os cientistas do Projeto chegaram a conclusão de que só uma hipotese apresenta uma boa dose de aceitabilidade cientifica, ainda que envolta em inumeras questões: a hipotese da chamuscadura.

Essa hipótese satisfaz alguns problemas trazidos pela conclusão negativa a que os cientistas chegaram com o Projeto: de que o Sudário não é um produto resultante de qualquer tipo de corante ou química aplicados ao tecido, e isso exclui também a hipótese naturalista de uma possível reação entre o corpo e o pano, produzidos por essências; e também a uma conclusão positiva: que a figura consiste de fibras de celulose desidratadas por um processo que envolveu algum tipo de transferência de luz ou calor ocorrido entre o pano e o cadáver.

Algumas experiências foram conduzidas utilizando-se lâmpadas de flash e amplificadores de luz violeta até raios ultravioletas e, se por um lado obtiveram um resultado mais convincente que outras experiências, eles ainda suscitavam questões bastante difíceis de se responder. Toda problemática referente “ao mecanismo de transferência da figura”, como citado pelos cientistas, continua lá, por um único e desesperador motivo: todas as outras hipóteses levantadas poderiam levar em conta a ação de um falsificador.

A hipótese de um falsificador medieval (e mesmo contemporâneo) trabalhar com uma técnica de impressão que utilize calor ou radiação é menos provável que a hipótese de um orangotango evoluir em 50 anos e pleitear uma cadeira no Congresso Nacional (a hipotese contraria, de um deputado federal pleitear seu lugar entre os orangotangos, é consideravelmente maior).

A hipótese natural, de que, por algum processo ainda desconhecido da natureza, mas perfeitamente dentro do escopo da ciência séria e cética, o corpo morto de alguém, seja quem for, produziu o que se vê no Sudário é igualmente hilária e digna de descrédito.

Resta-nos, diante do peso das evidencias históricas e cientificas, a hipótese que muitos afirmam inaceitável: a hipótese de um processo que ultrapassa o que conhecemos como natural e aceitável, ou seja, uma forma natural, sendo, portanto, sobrenatural. Isso seria por demais penoso, pois muitos teriam que se curvar a odiosa idéia de avaliar a hipótese de que o Sudário seja aquilo que sempre se acreditou que ele era: o pano mortuário de JESUS CRISTO, o qual ressuscitou dos mortos, exatamente como descrito pelos evangelhos e testificado pelos apóstolos com verdade histórica.

“Muitos hesitam em afirmar a ressurreição de Jesus e preferem gastar tempo procurando explicações alternativas improvaveis para os fatos historicos e para os dados científicos levantados. Há um ponto, porém, em que os céticos tem que se curvar diante dos fatos e enfrentar sem desvios nem subterfúgios a evidencia.”

“Por conseguinte, o Sudário propicia pelo menos quatro fortes indícios de que Jesus provavelmente ressuscitou dos mortos. A ausência de decomposição real (1º ponto) revela que o corpo não esteve em contato com o Sudário por um período de tempo prolongado, significando com isso que seu corpo de separou do material depois de um intervalo relativamente pequeno. Contudo, as manchas de sangue intactas (coágulos de sangue não removidos) demonstram que o corpo não foi removido, reenrolado nem desenrolado (2º ponto). Assim sendo, concluímos que o corpo morto de Jesus produziu, muito provavelmente, uma chamuscadura por calor ou luz (3º ponto- hipótese da chamuscadura). Tais pontos, acrescidos de intima correspondência com os Evangelhos e a Historia(4º ponto)... representam poderosos argumentos favoráveis à ressurreição de Jesus.”

O autor arremata dizendo: “...Se a mesma evidencia Historica e Cientifica existisse em relação a alguma outra figura religiosa (Maomé, por exemplo) eu me sentiria bastante estimulado a estudar o fato.”

Estabelecidos os fatos sobre a reliquia , devemos responder pergunta: “O que o sudário representa, ou antes, acrescenta, à Fé cristã em nossos dias?”

Em que pese o fato do seu mau-uso durante a historia Cristã, sendo possível até mesmo afirmar que ele foi um dos desencadeadores do processo de introdução de imagens no culto cristão através da iconografia bizantina, o Sudario de Turim pode ser valioso no embate entre as duas visões predominantes de mundo: naturalismo x sobrenaturalismo.

“De fato”, diz Habermas, “o Sudário deveria fazer com que os criticos examinassem a evidencia da ressurreição de Jesus” porque, simplesmente, “não há uma explicação cientifica para ele” e também porque tudo nele faz alusão imediata a um homem singular, em feitos e palavras, na Historia Humana.

Se fosse outro qualquer, o efeito e a causa dessa imagem seriam difíceis de serem mensurados, mas, em se tratando de tal personagem, suas afirmações mais controvertidas, de que era o Filho Único do DEUS criador do universo, enviado para redimir o homem de sua condição decaída através do único ato capaz disso, deveriam ser reavaliadas pelas pessoas capazes de apreciar toda problemática envolvida no caso.

Para os que já possuem tal fé, a autenticidade do manto não representa um perigo em si. A hipótese de uma fraude espiritual dever descartada pelo simples fato do Sudário não apontar somente para o tumulo, mas, como os fatos parecem comprovar, para a ressurreição dele dentre os mortos, marco maior de sua vitória sobre satanás. Certamente, o astucioso inimigo não usaria um ardil tão inocente contra si, mas poderia, isso sim, conforme o que se sabe sobre sua natureza, deturpar-lhe o sentido entre os homens. A autenticidade do Sudário nunca implicará numa aceitação da autoridade romana em assuntos de Fé e nem tampouco aprovará o culto a ele. A apreciação de seus detalhes pode nos encher de admiração, como convém, pela obra consumada da cruz e seu desfecho na manhã de domingo.

Se aprouve a DEUS deixar-nos um legado em negativo, tangível e mensurável, daquele momento único no drama cósmico, a fim de talvez enviar um desafio (como é seu costume) às mentes do nosso século, e se disso resultar em METANÓIA para uma única alma sequer, seu propósito, creio eu, terá sido plenamente alcançado.

Assim, o Sudário parece se colocar intrepidamente diante desse século aguardando, paciente e sereno, como um campeão a espera do desafiante, novas tecnologias que possa desafia-lo a revelar mais da pessoa que nele está impressa.

Porque “Dele, por Ele e para Ele são todas as coisas”. Amém.

0 comentários:

Postar um comentário

Leu, gostou, odiou, quer malhar? Deixe sua opinião, ora bolas!!!Tá com medo, por que entrou na Trincheira? Não fique em cima do muro!!!!

Leia também