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A importância de refletir sobre o mistério das águas

Nenhum ser humano em sã consciência pode negar que a água é um item não só valioso, mas essencial, indispensável a qualquer forma de vida vegetal ou animal em nosso planeta. Sua relevância justifica amplos debates sobre a melhor forma de sua manipulação e conservação dos recursos hídricos disponíveis no mundo, comprovado o fato de que, apesar do globo ser constituído por dois terços de água, apenas uma ínfima porcentagem disso é potável e acessível à população mundial.

Alguns números precisam ser considerados antes de qualquer comentário. A porcentagem de água própria p/ o consumo humano não chega a 3%, dos quais menos de 1% provém de fontes renováveis pelo ciclo hidrológico. O Brasil possui o maior volume de água doce renovável do mundo (6.220.000 m3) capaz de serem aproveitados. A maior parte dessa água (97%), porém, encontra-se embaixo do solo em aqüíferos como o Guarani, que se estende por uma área gigantesca sob o território de vários paises, mas novamente fomos privilegiados, possuindo 71% desse potencial sob solo pátrio. Estima-se que ele poderia abastecer a atual população brasileira por 2.500 anos ininterruptos. Os maiores consumidores de agua (considerado o uso industrial, humano e agrícola) são Índia (552 bilhões de metros cúbicos de água por ano), China (500 bilhões de metros cúbicos por ano) e EUA (467 bilhões de metros cúbicos por ano). Diferente do pensamento geral, o fornecimento de água p/ o consumo do povo consome apenas 8% do total disponível, enquanto 92% são destinados pela atividade econômica em geral, com a agricultura ocupando o primeiro lugar, tanto em consumo quanto em disperdício (cerca de 30 a 40%).


É inegável o descaso do homem moderno com a substancia da qual dependemos mesmo na vida intra-uterina, que nos fornece a maior parte do nosso oxigênio (que vem dos mares) e responsável por processos complexos com o arrefecimento do calor sobre a superfície (balanço energético) e também contribuindo p/ a fotossíntese das plantas e ate mesmo por nosso desenvolvimento econômico (alguém pode imaginar o mundo ocidental sem as grandes viagens marítimas?). Até mesmo nossas cidades seriam inviáveis sem rios e mananciais que suportassem o crescimento demográfico.

Mas temos visto algo efetivo para reverter os abusos de séculos causados pela visão desenvolvimentista do homem do séculos dezenove e vinte, símbolo do homem sem compromisso com a comissão dada a Adão por DEUS de “lavrar e guardar” o Jardim do Éden (Gênesis 2,15)? Não, não há até o momento uma mobilização concreta nesse sentido, porque o homem ‘globalizado’ ainda pesa sua vida e a de seus semelhantes pela ótica do retorno financeiro imediato. Obviamente, qualquer política clara a esse respeito ainda inspira desconfiança e receio de gastos extras em pesquisas e implantação de projetos por parte dos poderes públicos e dos setores privados que deverão se adequar às novas resoluções. Nossos governantes e empreendedores talvez não tenham ainda atinado para a urgência do tema. O lobby contrário ainda é muito grande.

Infelizmente, com isso, perdemos um tempo precioso. A conservação de nossa água, como todo ecossistema, está em estreita relação com a visão que temos de desenvolvimento e civilização. Se somos desequilibrados em certos pontos de nossas vidas, sofremos as conseqüências do desequilíbrio em nós mesmos e naquilo que nos rodeia cedo ou tarde. Desenvolvimento desequilibrado é sinal de uma civilização desequilibrada, a qual sofre sua conseqüências em seu meio-ambiente e em si mesma.

Refletir sobre o mistério das águas é refletir sobre o mistério da vida, pois as duas andam entrelaçadas desde que o mundo é mundo, não importando se você é ateu ou religioso. Basta dizer que, para ambas questões, os próprios cientistas não chegam a um consenso sobre suas origens. Por isso, o mistério do surgimento da água na Terra é tão fascinante quanto o próprio surgimento da vida.

Segundo o renomado cientista e professor de física teórica do Dartmouth College e divulgador cientifico, Marcelo Gleiser, numa coluna publicada há alguns anos no jornal Folha de São Paulo (09/06/2002), poucos cientistas contestam a origem extraterrestre da água que temos em nosso mundo. O grande problema deles é definir quando e como essa “transferência” tão incomensurável veio a acontecer e porque parece que toda essa água veio parar aqui em detrimento dos outros planetas do sistema. Há um consenso de que o volume apresentado hoje é o mesmo desde os primórdios, sendo fato, pois, que as águas não se multiplicam, o que varia são os ciclos hidrológicos apresentados no decorrer da historia geológica do planeta.

Gleiser explica que há pouco acreditava-se que os cometas seriam os maiores responsáveis por esse trabalho titânico, mas pesquisas recentes expuseram que a água encontrada neles (em forma de gelo) possuía uma composição química diferente da encontrada na Terra e o mistério ainda persiste. Restam teorias várias, algumas bastante improváveis e a hipótese da Bíblia, claro...Alias, a mais improvável para as mentes cientificas.

Mas será realmente assim? Penso, e creio não estar só em meu raciocínio, que a Bíblia é depositaria de um conhecimento que vai muito além de ensinos morais e éticos, de fábulas engenhosamente confeccionadas para alimentar a identidade de um povo e este seria o real motivo de sua longevidade em nosso meio. Que vivemos num mundo insondável todos sabemos, até mesmo os cientistas, com sua física quântica, quarks, curvatura do espaço-tempo, antimateria, etc, etc... É um universo assombroso, admirável, maravilhoso em qualquer sentido, o qual só podemos contemplar com reverencia. Penso que o mais cético dos homens fica, no mínimo, cheio de um profundo respeito ao estudar esses mistérios enquanto que os que crêem se curvam em gratidão. Tenho um amigo que tem tido aulas de bioquímica na faculdade e tem descoberto que a vida parece ser ainda mais miraculosa quando passamos a vê-la pelas lentes de um microscópio.

Dessa forma, gostaria de dizer que o relato da criação em Gênesis está em conformidade com os postulados mais avançados da ciência, entre os quais os que afirmam que a água veio do espaço exterior. É só ler Gênesis 1, do verso 6 ao 9. Perceba que DEUS faz “separação entre águas e águas” no verso 6, e colocou uma “expansão” entre elas, um espaço, um vácuo. Às águas que ficaram sob essa expansão, foram juntadas num só lugar, nosso planeta, e em seguida, Ele deu ordem para que aparecesse a terra seca, estabelecendo os limites dos mares e as marés. Hoje, sabemos que se não houvessem os pólos glaciares, a Terra seria coberta por água em sua quase totalidade. Só então, note bem, só então, foi possível que houvesse vida na Terra.

Água, na Bíblia, sempre foi sinônimo de vida, muitas vezes vida eterna. Onde há presença de água, é quase certeza haver alguma forma de vida, por isso os cientistas a procuram tão avidamente em cada corpo celeste avistado. Repare que a Bíblia diz que há águas que ficaram sobre a “expansão” dos céus. Para mim está claro, que isso quer dizer que lá fora, em algum lugar fora da “expansão” do espaço-tempo, quem sabe numa dimensão espiritual, há vida e vida em abundancia, vida a imagem e semelhança da nossa. Não estou com isso defendendo a hipótese de que haja vida no espaço sideral, não. Estou defendendo, sim, o fato incontestável de que tanto as águas quanto a vida são dons tão altos que não podem ter se originado em nosso mundo, do acaso, e que nós, seres humanos, só vamos aprender o real valor da água quando descobrirmos o real valor de nossas vidas.


fontes consultadas: - www.universidadedaagua.com.br
- www.saojosedoscampos.com.br : Entrevista com o presidente do PROAM – Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental e conselheiro do CONSEMA/SP – Conselho Estadual de Meio Ambiente, Carlos Bocuhy, idealizador da campanha “Billings, eu te quero viva!;
- wikipedia. – Balanço hídrico

DEUS, UMA IDÉIA

Para alguns hoje em dia, DEUS é uma idéia.
Uma idéia surgida no desenvolvimento de uma humanidade ainda ignorante e supersticiosa.
A ciência, para esses, fornece respostas melhores e menos contraditórias à natureza humana e ao mundo hostil em que vivemos.
Uma idéia que, portanto, pode ser descartada hoje em dia, depois de tantas descobertas feitas nos mais diversos campos da ciência. O avanço do ser humano é inegável em muitos campos.
Desafortunadamente para esses, tais avanços, porém não foram suficientes para que o homem se tornasse mais humano, e justamente os regimes que prometiam elevar o homem a um novo patamar, relegando tais idéias primitivas com suas praticas ignorantes ao seu devido lugar na Historia, tornaram-se os regimes mais genocidas de que se tem noticia até hoje (vide a fase do terror da Revolução Francesa, cujo lema propunha a abolição de qualquer forma de culto ao divino e a instituição do culto à razão, do nazi-fascismo e do comunismo, responsáveis sozinhos pelo genocídio de mais de 100 milhões de pessoas).
Sem duvida, DEUS é uma idéia assombrosa, principalmente o Deus judaico-cristão. Seria mais cômodo descarta-lo de vez e, a isso, essa idéia estaria condenada se não tivesse sido tornada atraente até os dias de hoje por um único motivo: JESUS CRISTO!
Muitos disseram segui-lo, mas seus atos os desmentiram. Foram realizadas guerras em seu nome, mas dificilmente alguém poderia dizer que ele as aprovaria e que apoiaria um dos lados. Pessoas foram torturadas e queimadas por instituições que diziam representa-lo, mas quando se pode ver em suas palavras autorização a que se fizesse isso em Seu Nome?Não se pode negar a autoridade do seu ensino mesmo que a cristandade não tenha alcançado o andar nessas alturas em boa parte desses últimos dois mil anos.
Segundo os cristãos, JESUS veio para mostrar aos homens como seria a face, as palavras e os atos de DEUS, manifestado entre nós em carne e osso. Mais do que isso, JESUS veio nos dar uma mostra do AMOR DO PAI, como Ele mesmo diz:

“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” – João 3.16

JESUS dessa forma está afirmando que quem amou a humanidade primeiramente foi DEUS PAI, o qual o enviou visto ser impossível que a criação comportasse aquele do qual ela surgiu e que está alem da existência do espaço e do tempo. JESUS é a “expressa imagem” desse DEUS no tempo e no espaço, segundo Hebreus 1.3, e aquele “no qual habita corporalmente toda plenitude da divindade” segundo Colossenses 2.9, o ainda como o próprio JESUS afirma a um dos discípulos em João 14.8:

“Replicou-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta.
Disse-lhe Jesus: Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Quem me vê a mim vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai?”

Vemos o Amor de DEUS se tornar uma realidade em Cristo JESUS. Mais impressionante ainda é a pedagogia escolhida por JESUS (segundo Ele, nada do que ensinava era doutrina sua, mas do Pai, e a ensinava como havia ouvido Dele), seria algo de arrepiar os cabelos dos frequentadores dos divãs de psicanálise de hoje em dia: a autonegação, a renuncia do eu, a morte da auto-estima e do hedonismo tão propagados hoje em dia como modo de vida.

À primeira vista, esse discurso pode ser confundido com o discurso pseudo-oriental do autoconhecimento do qual já temos ouvido falar no Ocidente há algum tempo, mas a renuncia a qual JESUS se refere é mais radical do que um processo de conhecer a si mesmo e suas fraquezas, pois envolve morte de uma parte de nós, para que algo totalmente novo possa nascer de uma natureza diferente da nossa. É isso que se deduz da sua conversa com o judeu Nicodemos em João 3. JESUS faz uso do termo grego ‘anothen’ (de cima, de um lugar mais alto) para explicar a natureza desse novo nascimento. Ele poderia ter usado a palavra ‘palin’ se simplesmente quisesse denotar a repetição de algo já feito antes. JESUS está falando de algo totalmente novo porque de origem extraordinária.

Impressionante o modo como JESUS conduziu o desfecho da sua doutrina, na cruz do calvário, aplicando a si mesmo essa renuncia, essa morte do eu, e fica ainda mais impressionante quando nos deparamos com a visão que seus primeiros discípulos tinham da Paixão, como vemos em Filipenses 2. 6 e7:
“subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus;
antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz”.

Para os cristãos, a cruz foi o ápice da Paixão de DEUS por nós, mas ela começou muito antes, nos tempos da Eternidade. Na cruz, DEUS parece oferecer ao homem a oportunidade de desforra, assumindo a culpa, literalmente, pelo estado subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus;
deplorável ao qual chegamos por nossas próprias escolhas. Ele parece dizer da cruz:
“Está bem, você me culpa por muitas coisas, mas não vou fugir de você. Aqui estou. Pode me chutar, cuspir, bater, furar...Sou seu bode- expiatorio. Mas lembre-se...Estou assumindo a minha parte. E você?”

“Mas por quê eu deveria renunciar àquilo que sou?”, você pode pensar.
Principalmente porque, apesar da humanidade estar cheia de grandes nomes realizadores de grandes proezas e até mesmo um pequeno numero de benfeitores, a maior parte dos seres humanos, até mesmo os desse tipo, não conseguem suportar-se diante do espelho por muito tempo.

Na verdade, para o pensamento judaico-cristão, o homem perdeu na Queda sua real personalidade e adquiriu uma falsa: egoísta, mesquinha, depravada, qualidades que pouco tinham a ver com o modelo original. Paradoxalmente, o pai da mentira, autor do engano no Éden, disse uma meia-verdade: que nos tornaríamos deuses e, de fato, nos tornamos, mas mais como os pornófilos deuses do Olimpo, perdidos em seu egoísmo sem fim.

JESUS veio nos dar o meio pelo qual podemos rejeitar essa personalidade falsa: matando-a a fim de ganhar a verdadeira pela Fé num DEUS que É AMOR.

DEUS pode ser uma idéia para alguns e uma idéia pode ser rejeitada, mas em CRISTO descobrimos a realidade de um Amor tão grande que nos leva a descobrir uma existência que se importa conosco de modo pessoal, algo até então insondável.

CRER é aceitar essa realidade e caminhar para dentro dela, aceitando ser transformado pelo perdão que se recebe ao saber que quase descartamos tal AMOR como algo imaginário.

“Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto, todo aquele que da parte do Pai tem ouvido e aprendido, esse vem a mim”- JOÃO 6.45

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